Conflito em rede social sobre escolha de servidores
A seletiva das Américas para o CS Asia Championship foi marcada por debates acalorados entre jogadores brasileiros e argentinos sobre a escolha dos servidores para as partidas. Integrantes de Flamengo, Imperial e BESTIA trocaram farpas no X (antigo Twitter) após decisões controversas durante as qualificatórias.
De acordo com o regulamento da Esportal - organizadora do torneio - as equipes deveriam banir dois servidores cada entre as cinco opções disponíveis: Chicago, Dallas, Lima, Buenos Aires e São Paulo. O servidor restante após os vetos seria o palco da partida.
O caso Flamengo x BESTIA
Um dos confrontos mais polêmicos ocorreu entre Flamengo e BESTIA. Inicialmente, o jogo estava marcado para acontecer no servidor de Dallas após os vetos de ambas as equipes. Porém, após reclamações, a Esportal decidiu refazer o processo usando apenas servidores sul-americanos (Buenos Aires, Lima e São Paulo).
O resultado? A partida acabou sendo disputada em Buenos Aires, com vitória da BESTIA por 13x7. Nas redes sociais, os jogadores do Flamengo não esconderam a insatisfação:
Lucas "CutzMeretz" Freitas (Flamengo): "Infelizmente continua rolando tretas de servidor. A cereja do bolo é que o admin ainda toma uma decisão que favorece um lado"
Vinicius "vsm" Moreira também manifestou descontentamento com a situação
Controvérsias continuam nas fases finais
A Esportal manteve apenas os três servidores sul-americanos para as rodadas seguintes. Na semifinal, Imperial e BESTIA se enfrentaram novamente em Buenos Aires - desta vez com vitória brasileira por 2-1.
O capitão da Imperial, Vinicius "VINI" Figueiredo, provocou: "GG Bestia. Na próxima, a gente tenta em Lima para vocês". Ele ainda brincou que jogar em Buenos Aires havia "buffado" o atirador argentino de sua equipe, Santino "try" Rigal.
A resposta de Tomas "tomaszin" Corna (BESTIA) foi ácida, lembrando o desempenho da Imperial no Major e os problemas de visto que impediram sua equipe de participar do torneio principal.
Na final, a Imperial confirmou sua vaga para o torneio na China ao derrotar a Fluxo por 2-0 - novamente no servidor de Buenos Aires, em dois mapas equilibrados.
Impacto nos times e na comunidade
A polêmica sobre os servidores levantou questões importantes sobre a organização de torneios online entre equipes de diferentes países da América do Sul. Muitos jogadores argumentam que o sistema atual de veto de servidores não leva em consideração a real latência enfrentada por cada equipe.
Um analista anônimo de esports comentou: "Quando você tem times do Brasil e Argentina jogando em Buenos Aires, a diferença de ping pode chegar a 30ms ou mais. Isso é significativo em um jogo como CS onde cada milissegundo conta".
O lado técnico da discussão
Especialistas em infraestrutura de jogos online explicam que a localização física dos servidores não conta toda a história:
Roteamento de internet entre países pode adicionar latência imprevisível
Provedores de internet diferentes têm conexões variáveis com os data centers
Problemas temporários podem afetar servidores específicos sem aviso prévio
Alguns jogadores sugeriram que a solução seria implementar um sistema de "ping equalizado", onde o jogo automaticamente ajustaria pequenas diferenças de latência entre os jogadores. No entanto, essa tecnologia ainda não é amplamente adotada em competições oficiais.
Reação dos organizadores
A Esportal, organizadora do torneio, emitiu uma declaração após as críticas:
"Estamos cientes das discussões sobre a seleção de servidores e revisaremos nossos processos para futuros eventos. Nosso objetivo sempre foi proporcionar condições justas para todas as equipes participantes."
Fontes próximas à organização revelaram que estão considerando várias mudanças para o próximo evento:
Adicionar mais servidores em locais estratégicos
Implementar testes de ping obrigatórios antes das partidas
Criar um sistema de veto mais transparente
Enquanto isso, a comunidade continua dividida. Alguns defendem que os times deveriam simplesmente se adaptar a qualquer servidor, argumentando que isso faz parte do desafio de competir internacionalmente. Outros insistem que a igualdade de condições técnicas é essencial para a integridade competitiva.
Com informações do: Dust2


