A PCIFIC Esports teve um início difícil no VALORANT Champions Tour 2026 - EMEA Stage 2. Após a derrota para a FUT Esports na Semana 2, o jogador waddle sentou com o THESPIKE para discutir o colapso da equipe no mapa decisivo, o estado atual do meta do VALORANT, sua jornada do Tier 2 ao Tier 1 e a substituição de uma lenda no elenco.
pcific waddle entrevista vct emea 2026: O que aconteceu contra a FUT?
THESPIKE: O que aconteceu depois do segundo mapa? Porque parecia que vocês poderiam levar a série para casa.
waddle: Acho que no segundo mapa, tivemos momentos realmente grandes de indivíduos e foi muito bom vencer aquelas rodadas, tipo aquelas rodadas que dão aquela sensação boa. E por exemplo, o 1v3 do al0rante, o 4k do Qpert, são rodadas que quando acontecem, te impulsionam e nós vencemos o mapa obviamente. Depois, no terceiro mapa, foi literalmente um borrão para mim agora, tipo, jogamos o jogo e depois não jogamos o jogo, parecia que nenhum de nós conseguia jogar.
THESPIKE: Como vocês conseguiram virar o momentum no primeiro mapa depois de estar perdendo por 2-9?
waddle: Acho que havia uma maldição antes de eu entrar na equipe, talvez, de que quando eles começam na defesa, eles começam devagar e foi exatamente o que aconteceu. Começamos devagar, não estávamos jogando para contra-atacar muito, meio que fomos abatidos. E então, no lado ataque, estávamos muito mais juntos, muito mais compactos e parecia que a chamada do Cupert também estava muito boa e estávamos jogando em cima disso.
O Estado Atual das Coisas e a Ascensão do Tier 2
THESPIKE: O que está faltando atualmente na sua equipe para levar a série completamente e não apenas um mapa?
waddle: Agora parece que é a Ascent. Ascent tem sido o mapa decisivo em ambas as séries e nós caímos muito mal nela. Então, talvez tenhamos que reconsiderar o que estamos fazendo lá ou esperar consertar algumas coisas, ajustar algumas coisas e, com sorte, começaremos a vencer os mapas decisivos.
THESPIKE: Qual é a sua opinião sobre o estado atual do cenário Tier 2 do VALORANT?
waddle: Sinceramente, acho que os times Tier 2 são melhores, se não tão bons quanto os times Tier 1. A diferença é que os times Tier 1 têm mais recursos, mais experiência em palco e mais consistência. Mas em termos de mecânica e estratégia, muitos times Tier 2 podem competir de igual para igual. É por isso que a PCIFIC está aqui — para provar que podemos fazer a transição e competir no mais alto nível.
THESPIKE: Como foi substituir uma lenda no elenco?
waddle: É sempre difícil substituir alguém que é tão icônico para a organização e para a comunidade. Mas, ao mesmo tempo, é uma oportunidade incrível. Eu não estou tentando ser a próxima versão dele; estou tentando ser a melhor versão de mim mesmo. A equipe me acolheu muito bem e estou aprendendo todos os dias com eles.
THESPIKE: O que você aprendeu com sua jornada do Tier 2 ao Tier 1?
waddle: Aprendi que a mentalidade é tudo. No Tier 2, você pode ser o melhor mecanicamente, mas se não tiver a cabeça no lugar, não vai conseguir subir. Aqui no Tier 1, cada erro é punido, cada decisão importa. É um nível de intensidade que você não encontra em nenhum outro lugar. E estou amando cada segundo disso.
Para mais detalhes, confira a entrevista completa no THESPIKE.
Mas vamos além do que foi dito. A declaração do waddle sobre o Tier 2 ser tão bom quanto o Tier 1 não é apenas um discurso motivacional — ela reflete uma tendência real que estamos vendo no VCT 2026. Times como a própria PCIFIC, que vieram do circuito Challengers, estão mostrando que o fosso entre os níveis está diminuindo. E isso levanta uma questão interessante: será que o sistema de franquias fechadas do VCT está realmente selecionando os melhores times?
O Meta do VALORANT em 2026: Agentes e Estratégias em Evolução
Durante a entrevista, waddle também comentou sobre como o meta atual do VALORANT está mudando rapidamente. "O jogo está em um ponto muito dinâmico agora", ele explicou. "Compositores que funcionavam há três meses já não são mais viáveis. Você vê times trazendo agentes como Gekko e Deadlock em mapas onde antes ninguém os considerava."
Ele destacou especialmente o papel dos iniciadores no meta atual. "Antigamente, era tudo sobre o Sova e o Skye. Agora, você tem que ser flexível. Se você não consegue jogar de KAY/O ou Fade em um nível alto, está em desvantagem. A PCIFIC tem se adaptado bem a isso, mas ainda estamos refinando nossas composições."
E não é só sobre agentes. A economia do jogo também passou por ajustes sutis que muitos jogadores casuais nem percebem. "O custo das armas mudou ligeiramente, e isso afeta como você gerencia suas rodadas de força. No Tier 1, um único eco mal administrado pode custar uma série inteira", acrescentou waddle.
A Pressão de Jogar no Palco Principal
Uma das partes mais reveladoras da conversa foi quando waddle falou sobre a diferença de jogar online versus no palco. "É uma experiência completamente diferente", ele disse, rindo. "Quando você está no palco, você ouve a torcida, sente a pressão. Cada movimento seu está sendo assistido por milhares de pessoas. No Tier 2, você joga em salas fechadas, sem plateia. Aqui, é como se cada rodada fosse uma final de campeonato."
Ele continuou: "No começo, eu estava nervoso. Minhas mãos tremiam em alguns momentos. Mas com o tempo, você aprende a canalizar essa energia. O Qpert e o al0rante me ajudaram muito com isso. Eles já passaram por isso e sabem como manter a calma."
E isso me fez pensar: quantos talentos promissores do Tier 2 simplesmente não conseguem fazer a transição por causa desse fator psicológico? A PCIFIC parece estar investindo não só em mecânica, mas também em preparação mental. E isso pode ser o diferencial que os manterá na liga.
O Legado e a Nova Geração
Quando o assunto é substituir uma lenda, waddle foi direto: "Eu não estou aqui para ser o próximo [nome omitido]. Estou aqui para escrever minha própria história. A organização me deu essa chance porque acredita no meu potencial, não porque eu sou uma cópia de alguém."
Essa mentalidade é refrescante em um cenário onde muitos jogadores tentam imitar seus ídolos. "Claro, eu assisto VODs dos melhores do mundo. Aprendo com eles. Mas no final do dia, eu tenho que jogar do meu jeito. Se eu tentar ser alguém que não sou, vou falhar."
E a equipe parece estar comprando essa ideia. "O estilo de jogo mudou um pouco comigo no elenco", ele admitiu. "Somos mais agressivos em alguns momentos, mais calculistas em outros. Estamos encontrando nosso equilíbrio."
Fonte: THESPIKE










