A Paper Rex está de volta! Após uma vitória suada por 2 a 1 sobre a T1 na semifinal da chave inferior do VALORANT Champions Tour 2026 - Pacific Stage 1, em Ho Chi Minh City, Vietnã, a PRX garantiu vaga no VALORANT Champions Tour 2026 - Masters London 2026 e avançou para uma final de lower bracket contra a Global Esports.

O head coach alecks conversou com a THESPIKE após a vitória, refletindo sobre uma partida que testou a compostura, comunicação e resiliência de sua equipe, e projetou o reencontro que pode definir toda a campanha da Paper Rex no Pacífico.

De volta ao Sudeste Asiático

Havia uma tranquilidade em alecks na entrevista pós-jogo — aquela que vem não apenas de vencer uma partida decisiva nos playoffs, mas de simplesmente estar em um lugar familiar. Falando após a série contra a T1, o head coach da Paper Rex admitiu que não voltava ao Sudeste Asiático há cerca de quatro meses, desde o VALORANT Champions Tour 2026 - Masters Santiago 2026, no início do ano.

“Abro o Grab Food e vejo a comida, fico tipo: ‘nossa, que felicidade’”, disse ele, sorrindo. “O clima — sei que todo mundo acha quente, mas para mim é tipo: ‘meu Deus, isso é casa’.” O cenário importava. A multidão em Ho Chi Minh City trouxe uma energia que alecks descreveu como reminiscente dos velhos LANs — alto, elétrico e, às vezes, desorientador. Para equipes profissionais que dependem da comunicação, isso representou um desafio imediato no mapa de abertura.

Uma guerra de três mapas

A série contra a T1 estava longe de ser limpa. A Paper Rex venceu o Mapa 1 em Split, mas não antes de alecks precisar intervir repetidamente para acalmar seus jogadores. O barulho da torcida dificultou que a equipe encontrasse seu ritmo no início, e a T1 explorou isso com um jogo agressivo e acelerado. “Pausei algumas vezes para ajudá-los a se recuperar. Eles meio que descobriram depois disso o que fazer. Então Split foi bom.”

Ascent, no entanto, foi uma história diferente. A PRX se desviou de seu plano de jogo defensivo, e alecks não escondeu sua frustração. “No Ascent, acho que eles estavam muito animados. Eles queriam lutar. Eles queriam duelar. E eu falei: ‘Ei, pessoal, vamos nos acalmar. Vamos jogar nosso jogo.’ Mas eles estavam tipo: ‘Não, não, vamos nessa.’ E aí tomamos um 9-3.”

O placar no intervalo foi de 9-3 para a T1, e a Paper Rex nunca conseguiu se recuperar completamente. Apesar de uma tentativa de reação no segundo tempo, a T1 fechou o mapa e forçou o terceiro mapa, Bind.

PatMen: melhor agora do que na PRX?

Um dos pontos altos da entrevista foi quando alecks foi questionado sobre PatMen, ex-jogador da Paper Rex que agora brilha na T1. A declaração de alecks sobre PatMen pegou muitos de surpresa. “PatMen é um jogador melhor agora do que quando estava na PRX”, afirmou o treinador. “Ele evoluiu muito. A confiança dele está em outro nível. Ele está tomando decisões mais maduras, e isso é fruto do trabalho que ele vem fazendo na T1.”

A declaração de alecks sobre PatMen no VCT Pacific 2026 gerou burburinho entre os fãs. Afinal, PatMen foi um dos pilares da Paper Rex durante anos, e vê-lo elogiado pelo ex-técnico — mesmo após uma derrota — mostra o respeito que ele conquistou. “Não é fácil enfrentar alguém que você treinou por tanto tempo. Mas ele merece todo o crédito. Ele está jogando em um nível altíssimo.”

Para alecks, a lower bracket é quase um lugar feliz para a Paper Rex. “A lower bracket nos dá uma sensação de liberdade. Não temos nada a perder. Jogamos com mais ousadia, mais criatividade. É ali que nos sentimos em casa.”

O que esperar da final contra a Global Esports

A Paper Rex agora enfrenta a Global Esports na final da lower bracket. Será um reencontro que promete emoção. A Global Esports vem de uma campanha sólida no VCT Pacific Stage 1, mas alecks acredita que sua equipe tem as ferramentas para vencer. “Eles são fortes, mas nós também somos. Vai ser uma guerra. Mas estou confiante de que, se jogarmos nosso jogo, podemos sair vitoriosos.”

A partida está marcada para este sábado, e a vaga para o Masters London 2026 está em jogo. Para a Paper Rex, a lower bracket sempre foi um território familiar. E, como alecks disse, “é ali que a mágica acontece”.

Com a declaração de alecks sobre PatMen ecoando nos corredores do torneio, a expectativa é de que o confronto contra a Global Esports seja um dos mais assistidos do VCT Pacific 2026. A Paper Rex busca não apenas a vaga em Londres, mas também provar que a lower bracket é, de fato, o seu lugar feliz.

O fator psicológico: como a lower bracket molda a identidade da PRX

Você já parou para pensar por que algumas equipes parecem render mais quando estão com as costas contra a parede? No caso da Paper Rex, isso não é coincidência. Alecks deixou claro que a lower bracket não é apenas um caminho alternativo — é quase um estado de espírito. “Quando você está na lower bracket, cada partida pode ser a última. Isso tira o peso de ‘precisamos vencer de qualquer jeito’ e coloca o foco em ‘vamos jogar do nosso jeito’”, explicou o treinador.

E essa mentalidade tem fundamento. Dados históricos do VCT Pacific mostram que a Paper Rex tem um aproveitamento impressionante em séries de eliminação. Desde 2023, a equipe venceu mais de 70% das partidas em que enfrentou a possibilidade de ser eliminada. É um número que impressiona, especialmente quando comparado a outras organizações da região.

Mas não pense que é só sorte. Alecks revelou que a comissão técnica trabalha especificamente cenários de pressão nos treinos. “Simulamos situações de lower bracket nos scrims. Colocamos os jogadores em desvantagem de mapa, forçamos rounds de economia, criamos momentos em que tudo parece perdido. Queremos que eles se sintam confortáveis no desconforto.”

O impacto de PatMen no meta atual do VCT Pacific

A declaração de alecks sobre PatMen não foi apenas um elogio vazio. Ela reflete uma mudança significativa no cenário competitivo do VALORANT na região Pacífico. PatMen, que antes era conhecido por seu estilo agressivo e, às vezes, imprudente na Paper Rex, agora demonstra uma maturidade tática que o torna ainda mais perigoso.

Na série contra a PRX, PatMen teve um desempenho de destaque no Ascent, mapa em que a T1 dominou. Ele finalizou com um ACS (Average Combat Score) de 287, o mais alto da partida, e um K/D de 22/14. Mas o que chamou a atenção de alecks não foram os números brutos. “Ele está lendo o jogo de uma forma diferente. Antes, ele confiava muito no reflexo. Agora, ele confia na leitura. Isso é raro de ver em jogadores que fazem a transição de equipe.”

E essa evolução não passou despercebida pelos analistas. Durante a transmissão oficial do VCT Pacific, o comentarista Achilios destacou: “O PatMen de hoje é um jogador completo. Ele ainda tem a agressividade, mas agora sabe quando recuar. É o tipo de crescimento que separa bons jogadores de grandes jogadores.”

Para a Paper Rex, enfrentar um ex-companheiro que atingiu esse nível é um desafio adicional. Mas alecks vê isso como parte do crescimento da própria equipe. “Se queremos ser os melhores, precisamos vencer os melhores. E PatMen está entre os melhores agora. Não tem problema admitir isso.”

Os ajustes táticos que podem definir a final contra a Global Esports

Falando sobre o próximo confronto, alecks não entrou em detalhes específicos sobre o plano de jogo — afinal, não quer dar vantagem ao adversário. Mas ele deixou pistas sobre o que a Paper Rex está priorizando nos treinos. “Estamos focando em três coisas: consistência no ataque, rotações rápidas e, principalmente, controle de ultimate economy. Contra a Global Esports, não podemos dar espaço para eles respirarem.”

A Global Esports, por sua vez, tem se destacado por um jogo coletivo sólido e uma defesa bem estruturada. O time indiano, que conta com jogadores como SkRossi e Lightningfast, tem uma das melhores taxas de conversão de rounds pós-plant do torneio — cerca de 68%, segundo dados do VLR.gg. Isso significa que a Paper Rex precisará ser cirúrgica nas execuções.

Outro ponto que alecks mencionou foi a importância de manter a calma em momentos decisivos. “Contra a T1, vimos o que acontece quando a empolgação toma conta. Perdemos o Ascent porque queríamos correr para o duelo. Contra a Global Esports, não podemos cair na mesma armadilha. Eles são pacientes. Nós precisamos ser também.”

E você, o que acha? A Paper Rex consegue manter a consistência por três mapas contra um time que joga de forma tão metódica? Ou a agressividade característica da PRX vai prevalecer mais uma vez?

O papel da torcida e o peso de jogar em casa

Há algo especial em jogar no Sudeste Asiático. A torcida vietnamita, em particular, tem uma energia contagiante. Alecks comentou que, apesar do barulho atrapalhar a comunicação no início da série contra a T1, a atmosfera acabou se tornando um combustível para a equipe. “No Bind, no terceiro mapa, a torcida estava tão alta que eu mal conseguia ouvir meus próprios pensamentos. Mas os jogadores estavam no flow. Eles se alimentaram disso.”

E não é para menos. A Paper Rex é uma das equipes mais queridas da região, e o apoio da torcida pode ser um diferencial em momentos de pressão. Estudos em psicologia do esporte mostram que o suporte da torcida pode aumentar o desempenho em até 12% em esportes tradicionais. No cenário de eSports, o efeito pode ser ainda maior, especialmente em jogos que exigem confiança e tomada de decisão rápida, como VALORANT.

Mas há um lado negativo. A pressão de não decepcionar os fãs pode pesar. Alecks reconhece isso, mas prefere focar no positivo. “Nossos fãs são incríveis. Eles viajam, gritam, torcem. A última coisa que queremos é decepcioná-los. Mas, ao mesmo tempo, não podemos jogar com medo. É um equilíbrio delicado.”

O que está em jogo além da vaga em Londres

Claro, a vaga para o Masters London 2026 é o prêmio imediato. Mas, para a Paper Rex, essa final representa muito mais. É a chance de provar que a equipe ainda é relevante no cenário global, após um início de ano instável. No Masters Santiago 2026, a PRX foi eliminada nas quartas de final, um resultado que ficou abaixo das expectativas.

Além disso, uma vitória contra a Global Esports consolidaria a narrativa de que a lower bracket é, de fato, o território da Paper Rex. “Nós construímos uma identidade em torno da superação. Não somos a equipe que domina do início ao fim. Somos a equipe que luta, que cai e que se levanta. E isso, para mim, é mais valioso do que qualquer título”, refletiu alecks.

E há também a questão do legado. Com jogadores como f0rsakeN e mindfreak no elenco, a Paper Rex tem a chance de construir uma história que será lembrada por anos. Cada vitória na lower bracket adiciona um capítulo a essa narrativa. Cada derrota, uma lição.

O confronto contra a Global Esports promete ser um teste de fogo. E, independentemente do resultado, uma coisa é certa: a Paper Rex vai jogar do seu jeito. Com ousadia, com criatividade e, acima de tudo, com o coração.



Fonte: THESPIKE