A Natus Vincere (NAVI) deu um passo importante na busca pelo 7º Grand Slam da ESL. A equipe largou na frente na corrida pelo prêmio de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões) após uma performance sólida no início da temporada de 2026. Se conquistar o título, esta será a segunda vez que a organização levanta o troféu do Grand Slam — a primeira foi na 3ª edição, em 2021.

Para quem não está familiarizado, o ESL Grand Slam é uma das premiações mais cobiçadas do cenário competitivo de CS2. Diferente de um torneio único, ele exige consistência em alto nível durante uma janela específica de competições. E a NAVI, com sua história de sucesso, parece determinada a adicionar mais este capítulo ao seu legado.

O que é o ESL Grand Slam e como funciona?

O conceito é simples, mas a execução é brutalmente difícil. Para conquistar o ESL Grand Slam e levar para casa o prêmio de US$ 1 milhão, um time precisa vencer quatro eventos Tier S organizados pela ESL durante uma janela de 10 torneios consecutivos. Mas não é só isso: entre essas quatro vitórias, é obrigatório incluir um torneio da ESL Pro Tour Championship (como o IEM Cologne ou o IEM Kraków) ou um Major organizado pela ESL.

Em outras palavras, não adianta vencer torneios menores ou ter uma sequência de segundos lugares. A equipe precisa mostrar domínio absoluto nos palcos mais importantes do circuito. E é exatamente por isso que o Grand Slam é tão respeitado.

NAVI na liderança: o caminho até aqui

A disputa pelo 7º Grand Slam da ESL começou oficialmente na IEM Atlanta, e a NAVI já marcou presença. O próximo torneio onde os times podem somar pontos para a premiação será o IEM Cologne Major, que acontecerá em junho de 2026. É ali que a NAVI terá a chance de consolidar sua vantagem.

Vale lembrar que a Vitality, atual bicampeã do Grand Slam (5ª e 6ª edições), também está na disputa. A organização francesa conquistou a 6ª edição ao vencer a IEM Rio em abril de 2026, tornando-se a única equipe a vencer dois Grand Slams consecutivos. A Vitality faturou mais de R$ 5 milhões com a conquista.

Mas a NAVI não parece intimidada. Com um elenco experiente e uma comissão técnica que sabe ler o meta do CS2 como poucos, a equipe tem tudo para brigar até o fim.

O que esperar do IEM Cologne Major?

O IEM Cologne Major é, sem dúvida, um dos torneios mais aguardados do ano. Será o palco onde a NAVI pode dar um passo gigante em direção ao 7º Grand Slam. A pressão será enorme, mas é exatamente nesses momentos que os grandes jogadores se destacam.

Para os fãs brasileiros, a expectativa também é alta. A FURIA e a 9z têm jogadores entre os melhores da PGL Astana, como mostramos em nossa cobertura recente. Será interessante ver como essas equipes se saem no cenário internacional.

E você, acha que a NAVI consegue manter a vantagem e conquistar o 7º Grand Slam? Ou a Vitality vai surpreender novamente? O cenário de CS2 em 2026 está pegando fogo, e mal posso esperar para ver o desenrolar dessa história.

O histórico da NAVI no Grand Slam: uma trajetória de altos e baixos

Quando a NAVI conquistou o 3º Grand Slam em 2021, o cenário era outro. A equipe vivia seu auge com s1mple no auge da forma, electronic como um dos melhores suportes do mundo e B1T despontando como uma promessa que logo se tornaria realidade. Naquela época, o time venceu a IEM Cologne, a ESL Pro League Season 14 e o PGL Major Stockholm — uma sequência que poucos na história conseguiram igualar.

Mas desde então, a NAVI passou por transformações. A saída de electronic, a chegada de w0nderful, a adaptação ao CS2... Não foi um caminho fácil. Em 2024 e 2025, a equipe oscilou entre momentos de brilho e tropeços inesperados. Chegou perto em alguns torneios, mas faltou aquela consistência que define os campeões de Grand Slams.

Agora, em 2026, parece que o time encontrou novamente o equilíbrio. E não estou falando só de resultados — estou falando de feeling. Quem acompanha CS2 de perto percebe quando um time está "ligado". E a NAVI, neste início de temporada, transmite exatamente essa sensação.

Os desafios que a NAVI enfrentará pela frente

Mas vamos ser realistas: a estrada para o 7º Grand Slam é longa e cheia de armadilhas. A NAVI pode ter largado na frente, mas isso não significa nada se não conseguir manter o ritmo. E os obstáculos são muitos.

Primeiro, a própria Vitality. A equipe francesa não é bicampeã à toa. Com ZywOo jogando em um nível que muitos consideram superior ao do próprio s1mple em seus melhores dias, a Vitality tem um poder de fogo individual que pode desequilibrar qualquer série. Além disso, a equipe parece ter encontrado uma sinergia tática que a torna perigosa em qualquer mapa.

Depois, temos a G2. Embora não tenha vencido um Grand Slam ainda, a G2 montou um elenco estelar nos últimos anos e sempre chega como candidata. A questão é: será que eles conseguem superar a maldição de cair em momentos decisivos? Em 2025, vi a G2 perder finais que pareciam ganhas — e isso me faz questionar se eles têm o psicológico para uma campanha de Grand Slam.

E não podemos esquecer da Team Spirit. A equipe russa tem crescido silenciosamente, com um estilo de jogo agressivo que lembra o melhor da NAVI de 2021. Se eles engrenarem uma sequência de vitórias, podem surpreender.

O fator brasileiro: FURIA e 9z na briga

Para o público brasileiro, a presença da FURIA e da 9z no circuito internacional é motivo de orgulho — e também de esperança. A FURIA, em particular, tem mostrado evolução tática que vai além do estilo "só correr e atirar" que muitos críticos apontavam no passado.

Em 2025, a FURIA chegou às semifinais de dois torneios da ESL, e isso não é coincidência. A equipe tem um elenco jovem, mas com experiência suficiente para não se intimidar em palcos grandes. Se conseguirem vencer um torneio Tier S dentro da janela do Grand Slam, podem não apenas conquistar o prêmio, mas também mudar a percepção internacional sobre o CS2 brasileiro.

A 9z, por sua vez, é a grande surpresa. Com jogadores como dgt e max, a equipe argentina (que muitos brasileiros torcem como se fosse nacional) tem um estilo imprevisível que pode pegar qualquer favorito desprevenido. Já vi times tradicionais perderem para a 9z por subestimarem sua capacidade de adaptação.

O que está em jogo além do dinheiro?

Claro, US$ 1 milhão é um prêmio que muda a vida de qualquer jogador. Mas o Grand Slam representa muito mais do que isso. É um selo de qualidade, uma prova de que sua equipe pertence ao seleto grupo dos maiores da história.

Até hoje, apenas quatro organizações conquistaram o Grand Slam: Team SoloMid (1ª edição), Team Liquid (2ª), NAVI (3ª), FaZe Clan (4ª) e Vitality (5ª e 6ª). Isso significa que, se a NAVI vencer, entrará para um clube ainda mais exclusivo — o de equipes com múltiplos Grand Slams. E, convenhamos, isso é algo que poucos podem ostentar.

Para a NAVI, vencer o 7º Grand Slam também seria uma resposta aos críticos que dizem que o time não é mais o mesmo desde a saída de s1mple (que, aliás, ainda não se aposentou oficialmente, mas está em hiato). Seria a prova de que a organização sabe se reinventar.

O calendário e as próximas etapas

O IEM Cologne Major em junho de 2026 é o próximo grande teste. Mas não é o único. A ESL Pro League Season 20, que acontece em setembro, também conta para a corrida. E, dependendo de como os resultados se desenrolarem, a NAVI pode ter a chance de fechar o Grand Slam ainda em 2026.

O que me intriga é: será que a NAVI vai conseguir manter o foco durante toda essa maratona? Porque, veja bem, não é só vencer um torneio — é vencer quatro em um período relativamente curto. E isso exige não apenas habilidade, mas também resistência física e mental. Já vi times brilhantes se desmancharem no meio do caminho por causa de lesões, burnout ou conflitos internos.

A NAVI parece ter um bom ambiente de trabalho, com uma comissão técnica que prioriza o bem-estar dos jogadores. Mas o CS2 é implacável. Um patch mal interpretado, uma mudança no meta, uma lesão inesperada... qualquer coisa pode acontecer.



Fonte: Dust2