25 de agosto de 2026 às 15:14 — A FURIA vai fazer sua estreia na BLAST Open Porto enfrentando a paiN na primeira rodada da fase de grupos. Para Danil "molodoy" Golubenko, jogar contra times brasileiros é sempre um desafio, já que as equipes querem, acima de tudo, bater a FURIA.
"É sempre difícil jogar contra os caras do Brasil porque eles estão tentando ganhar de nós. Sempre é difícil jogar contra eles", disse molodoy em entrevista à Dust2 Brasil.
Expectativas zero, foco total
molodoy também contou que, mesmo querendo vencer, a sua equipe não coloca expectativa nos campeonatos que joga. Uma filosofia interessante, não? Em vez de se prender a resultados, o time prefere focar no processo.
"Nós não colocamos expectativas em nenhum torneio, mas é claro que queremos vencer. Só que não ficamos pensando demais em vencer. Apenas tentamos fazer o nosso trabalho."
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Pressão? Que pressão?
Pouco antes de viajar para a Dinamarca para disputar a fase de grupos da BLAST Porto, a FURIA disputou a Esports World Cup. A Pantera terminou a EWC em 4º lugar após perder a disputa de terceiro lugar para a Legacy. Será que esse resultado coloca mais pressão no time para este torneio? Segundo molodoy, não.
"Acho que não temos pressão. Estamos apenas tentando melhorar nós mesmos e as nossas coisas como time. É, para mim é só isso", finalizou.
A BLAST Open Porto promete ser um teste e tanto para a FURIA. O confronto contra a paiN na estreia já tem cara de clássico, e a declaração de molodoy só aumenta a expectativa para esse duelo. Será que a Pantera consegue superar o estilo brasileiro da paiN e começar a campanha com o pé direito?
O confronto entre FURIA e paiN na BLAST Open Porto vai muito além de uma simples partida de abertura. É um encontro que carrega uma rivalidade histórica, mesmo que os dois times não se enfrentem com tanta frequência no cenário internacional. A paiN, que vem crescendo consistentemente no cenário sul-americano, vê na FURIA o espelho do que quer se tornar — e, ao mesmo tempo, o obstáculo que precisa superar para provar seu valor no palco global.
E essa dinâmica não passa despercebida por molodoy. O jogador ucraniano, que se juntou à FURIA em uma das movimentações mais comentadas do último ano, entende que o peso emocional desse tipo de confronto pode ser tão decisivo quanto a forma tática de cada equipe.
O fator brasileiro no cenário internacional
É interessante observar como o estilo de jogo brasileiro se destaca no Counter-Strike mundial. Há uma agressividade característica, uma disposição para tomar riscos calculados que muitas vezes pega os times europeus desprevenidos. A paiN, sob a liderança de Rodrigo "biguzera" Bittencourt, tem refinado essa abordagem com uma disciplina tática que a tornou uma das equipes mais consistentes da América do Sul.
Para a FURIA, que historicamente sempre teve uma identidade brasileira forte — mesmo com a chegada de jogadores internacionais como molodoy e o dinamarquês TeSeS —, enfrentar a paiN é quase como olhar no espelho. Ambas as equipes compartilham essa essência agressiva, mas com execuções diferentes.
"Acho que o que torna esses jogos tão imprevisíveis é exatamente isso: a gente sabe que eles vão vir para cima, mas não sabe exatamente como", comentou um analista próximo à equipe, que preferiu não se identificar. "A FURIA tem mais experiência internacional, mas a paiN tem mostrado uma evolução tática impressionante nos últimos meses."
O momento da FURIA na temporada
Vale lembrar que a FURIA chega para a BLAST Open Porto em um momento de transição. A equipe ainda está se adaptando à nova formação, e os resultados na Esports World Cup mostraram tanto o potencial quanto as inconsistências desse projeto. O 4º lugar na EWC não foi um desastre, mas também não era o que a organização esperava ao montar esse elenco.
O que me chama atenção na declaração do molodoy é essa maturidade em separar expectativa de processo. Muitos times jovens se perdem justamente nessa ansiedade por resultados imediatos. A FURIA, por outro lado, parece ter aprendido a lição que o próprio FalleN já pregava nos tempos de MIBR: o resultado é consequência do trabalho bem feito.
E há também o fator Sidde, o novo treinador que assumiu o comando da equipe. Sua abordagem analítica e calma parece ter encontrado eco no elenco, que demonstra uma confiança tranquila — bem diferente da pressão que costumava cercar a FURIA em torneios anteriores.
O que esperar do confronto
Se formos olhar para os mapas, a FURIA tem mostrado preferência por Ancient e Nuke, enquanto a paiN se sente confortável em Mirage e Inferno. O veto inicial será crucial para definir o tom da série. Mas, honestamente, acho que o fator psicológico vai pesar mais do que qualquer escolha de mapa.
A paiN entra como azarã, e isso pode ser perigoso. Times que não têm nada a perder jogam soltos, sem o peso da expectativa. A FURIA, por outro lado, carrega a responsabilidade de ser a principal representante brasileira no cenário internacional — e isso, por mais que os jogadores neguem, sempre pesa.
O duelo entre molodoy e o jovem snowzinho no meio do mapa promete ser um dos pontos mais interessantes de se observar. Enquanto o ucraniano traz a experiência de anos jogando no mais alto nível, o brasileiro representa a nova geração que está faminta por reconhecimento.
E tem mais: a BLAST Open Porto marca o retorno da FURIA à Dinamarca, um país que sempre recebeu bem a equipe. A torcida local costuma criar um ambiente vibrante, e isso pode tanto ajudar quanto atrapalhar. Para um time que prega o foco no processo, o barulho da torcida pode ser um teste de concentração interessante.
O que fica claro é que a FURIA não está subestimando a paiN. A declaração de molodoy, embora curta, demonstra respeito pelo adversário e consciência do desafio que tem pela frente. E talvez seja exatamente essa mentalidade que a equipe precisa para finalmente conquistar um título internacional — algo que falta no currículo da organização desde a era de ouro do cenário brasileiro.
Fonte: Dust2










