Derrota dolorosa para KRÜ marca estreia do MIBR no Stage 2

O MIBR não conseguiu começar com o pé direito no VCT Americas 2025 Stage 2. No último sábado (19), a equipe brasileira sofreu uma virada dolorosa para a KRÜ Esports, perdendo por 2 a 1. A derrota vem após a eliminação no VALORANT Masters Toronto, deixando os fãs preocupados com o momento da equipe.

Gabriel "cortezia" Cortez, um dos destaques do time, falou abertamente sobre a partida em entrevista exclusiva.

Problemas na Ascent e análise técnica

Um dos pontos mais críticos foi o desempenho na Ascent, onde o MIBR sofreu sua quinta derrota consecutiva no mapa - desta vez por um elástico 13 a 1. Cortezia foi sincero:

"A gente pickou porque vinha treinando bem. Era um dos mapas que todos preferiam, estávamos confiantes. Mas não treinamos contra essa composição de double duelista e não é fácil de ser jogada."

O jogador detalhou os desafios técnicos:

  • Falta de repertório contra composições agressivas

  • Dificuldades específicas com a Killjoy no TR

  • Pressão excessiva nas pontas do mapa

Momento delicado do time brasileiro

Cortezia não escondeu a frustração com a fase atual:

"Acho que realmente foi um downgrade absurdo. A gente amassou todos os times no Stage 1... e depois disso perdemos as duas séries, desandou. Realmente, não sei o que estamos fazendo de errado."

Entre os problemas citados estão:

  • Cancelamentos constantes de treinos

  • Problemas de saúde do capitão artziN

  • Dificuldades de adaptação a certas composições

Mesmo com os obstáculos, o jogador mantém o otimismo para o próximo confronto contra a Leviatán, destacando a importância estratégica do jogo para a classificação.

Repercussão e próximos passos

O desempenho do MIBR vem gerando discussões acaloradas na comunidade de VALORANT. Alguns especialistas apontam que:

  • O time parece ter perdido a identidade que o levou ao sucesso no Stage 1

  • Há uma dependência excessiva de composições com double duelista

  • Os problemas na Ascent podem se tornar um obstáculo psicológico

Enquanto isso, os fãs aguardam ansiosos para ver se o MIBR conseguirá se recuperar na próxima partida. Será que a equipe conseguirá reencontrar seu melhor desempenho?

Análise tática: onde o MIBR está errando?

Especialistas em VALORANT têm apontado padrões preocupantes nas últimas atuações do MIBR. Um dos principais problemas parece ser a rigidez estratégica - enquanto outros times evoluíram suas composições, o MIBR insiste em fórmulas que já foram decifradas pelos adversários.

O analista tático Rafael 'rafa' Lima destacou em seu canal: "O MIBR está jogando um VALORANT pré-Masters". Segundo ele, três fatores principais explicam a queda de performance:

  • Falta de variação nas rotas de ataque

  • Uso previsível de habilidades em situações críticas

  • Problemas na sincronia entre os duelistas e o resto do time

Impacto psicológico e pressão externa

Além dos aspectos técnicos, há uma dimensão humana nessa crise. Cortezia mencionou em off que a equipe está sentindo o peso das expectativas após o bom desempenho inicial. "Quando você começa bem, todo mundo acha que você tem que continuar ganhando sempre", confessou o jogador.

Psicólogos esportivos alertam que esse tipo de pressão pode criar um ciclo vicioso:

"Quanto mais os jogadores tentam corrigir os erros, mais eles ficam conscientes deles. Isso gera uma ansiedade que prejudica o desempenho natural, levando a mais erros."

Comparação com outros times da região

Enquanto o MIBR patina, outros times brasileiros como LOUD e FURIA mostram evolução constante. O que explica essa diferença? Fontes próximas às organizações sugerem que:

  • Os concorrentes investiram mais em análise de dados pós-Toronto

  • Há uma rotina de treinos mais diversificada contra diferentes estilos de jogo

  • As equipes estão trazendo coaches especializados em mapas específicos

Um dado curioso: nos últimos 30 dias, o MIBR jogou apenas 14 partidas oficiais, enquanto a LOUD disputou 23. Será que a falta de ritmo está pesando?

O que esperar do próximo jogo?

O confronto contra a Leviatán será um verdadeiro teste de fogo. A equipe chilena vem mostrando:

  • Um repertório amplo de agentes

  • Boa adaptação entre os mapas

  • Jogadores em excelente forma individual

Internamente, o MIBR estaria testando novas composições, segundo vazamentos de scrims. A grande dúvida é se essas mudanças serão suficientes para reverter a má fase. Cortezia adiantou que a equipe está trabalhando especialmente nos rounds de pistola, onde tem tido desempenho abaixo do esperado.

Com informações do: Game Arena