31 de julho de 2026 às 12:25 — Escrito por vitoriavonb
O MIBR Academy tomou uma decisão drástica nesta quinta-feira. A organização colocou lkz, fl4sh e Jerr1 no banco de reservas, deixando o time sem nenhum jogador ativo na equipe academy de CS2. A notícia chega em um momento complicado para a base do clube, que já vinha lidando com desfalques importantes nas últimas semanas.
lkz e fl4sh foram contratados pelo MIBR Academy em novembro de 2025. Já Jerr1 entrou no time em janeiro de 2026. A saída repentina dos três jogadores levanta questões sobre o futuro do projeto de base da organização.
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O que aconteceu com o MIBR Academy?
No dia 9 de junho deste ano, o awper Bruno "brn$" de Araújo deixou o MIBR Academy, que passou a jogar com um complete. No dia 15 de julho, o time ficou novamente desfalcado após o capitão da equipe, Vitor "stormzyn" Ferreira, ser desligado do time depois de se envolver em uma polêmica. A demissão de stormzyn já havia deixado o cenário da base em alerta.
Agora, com a saída de lkz, fl4sh e Jerr1, o MIBR passou a não ter nenhum jogador em sua lineup ativa da equipe academy de CS2. É uma situação inédita para a organização, que sempre investiu pesado na formação de talentos.
O que esperar da base do MIBR?
A pergunta que fica é: o que vem agora? A diretoria não se pronunciou oficialmente sobre os próximos passos. Será que vamos ver uma reformulação completa? Ou o projeto academy pode ser pausado temporariamente?
Na minha visão, essa movimentação sugere que o MIBR pode estar planejando algo maior. Talvez uma reconstrução do zero, com novos nomes e uma filosofia diferente. Ou quem sabe a organização esteja avaliando se vale a pena manter uma equipe academy separada, considerando o cenário competitivo atual.
O fato é que o MIBR Academy, que já foi referência na formação de jogadores, agora está com o elenco completamente vazio. A torcida acompanha de perto qualquer novidade, e a expectativa é que a organização anuncie os próximos passos em breve.
Vale lembrar que o cenário de base no Brasil sempre foi muito competitivo. Times como FURIA e paiN também investem pesado em suas academias. Será que o MIBR vai conseguir se reerguer nesse cenário? Só o tempo dirá.
Enquanto isso, os jogadores afastados — lkz, fl4sh e Jerr1 — ficam livres no mercado. Com experiência em uma organização grande como o MIBR, certamente não vão faltar propostas. Acompanhe as próximas atualizações para saber como essa história vai se desenrolar.
E essa não é a primeira vez que o MIBR mexe na estrutura da base em 2026. Em março, o clube já tinha promovido o jovem dzt para o time principal, numa movimentação que foi vista como um sinal de que a organização queria dar mais oportunidades aos talentos da casa. Mas, ao mesmo tempo, essa promoção acabou enfraquecendo o elenco academy, que perdeu uma de suas peças mais promissoras.
Outro ponto que chama atenção é o timing. Estamos a poucos meses do fim da temporada, e o MIBR Academy ainda tinha compromissos importantes pela frente, como a liga nacional de base e possíveis campeonatos fechados. Deixar o time sem jogadores ativos nesse momento pode significar que a organização vai abrir mão dessas competições ou, no mínimo, vai precisar correr atrás de reforços em um mercado que não está exatamente cheio de opções de alto nível.
Vale lembrar que o cenário de academy no Brasil é bem diferente do que era há alguns anos. Antes, as organizações tinham times de base praticamente como uma extensão do elenco principal, com jogadores treinando junto e sendo integrados gradualmente. Hoje, com a profissionalização do CS2 e a chegada de ligas como a ESL Challenger e a GC Masters, a base virou um investimento de longo prazo que nem sempre dá retorno imediato. E é exatamente nesse contexto que a decisão do MIBR precisa ser analisada.
O que me deixa curioso é o silêncio da diretoria. Até o momento, nenhum comunicado oficial foi publicado nas redes sociais ou no site do clube. Isso pode indicar duas coisas: ou a organização está trabalhando nos bastidores para anunciar uma reformulação completa em breve, ou está avaliando se vale a pena manter o projeto academy em um momento de reestruturação financeira e esportiva.
No lado dos jogadores, a situação é delicada. lkz, por exemplo, era considerado uma das promessas da base, com um estilo de jogo agressivo que chamava atenção nos treinos. fl4sh e Jerr1 também mostraram potencial em suas passagens, mas a falta de resultados consistentes do time como um todo pode ter pesado na decisão. É sempre triste ver jovens talentos sendo afastados, mas, ao mesmo tempo, isso faz parte do jogo — e, quem sabe, pode ser o empurrão que eles precisam para buscar novos desafios.
E não dá para ignorar o impacto que essa notícia tem no cenário como um todo. O MIBR é uma das organizações mais tradicionais do Brasil, e qualquer movimento que ela faz acaba repercutindo. Outros times de base, como Fluxo e Legacy, devem estar de olho nesses jogadores que ficaram livres. Se o MIBR não agir rápido, pode perder esses talentos para a concorrência.
Outra questão que surge é sobre o futuro do coordenador da base. Quem vai ser o responsável por reconstruir o time? Será que a organização vai trazer alguém de fora ou vai promover alguém internamente? Essas são perguntas que a torcida faz, mas que ainda não têm resposta.
No fim das contas, o que fica é a sensação de que o MIBR está passando por um momento de transição. A base sempre foi um dos pilares do clube, e vê-la esvaziada dessa forma é, no mínimo, preocupante. Mas, como eu disse antes, pode ser que isso seja parte de um plano maior. A história do CS2 brasileiro está cheia de exemplos de times que se reconstruíram do zero e voltaram mais fortes. Será que o MIBR vai seguir esse caminho?
Fonte: Dust2









