O MIBR passou por uma mudança estratégica importante dentro da lineup de VALORANT, mesmo sem trocar jogadores. Mazino assumiu a função de IGL, que antes pertencia a Verno, e a decisão foi tomada coletivamente uma semana antes dos playoffs do VALORANT Champions Tour 2026 – Americas Stage 2. Em entrevista exclusiva ao THESPIKE Brasil, o jogador chileno detalhou os motivos por trás da transição e como tem se adaptado ao novo papel.

Por que Mazino virou IGL do MIBR?

Segundo Mazino, a mudança não aconteceu durante a EWC – Esports World Cup 2026, mas sim nos dias que antecederam os playoffs do VCT Americas. Ele explicou que a decisão foi coletiva e que os treinadores identificaram nele o perfil ideal para liderar a equipe.

“Isso foi algo que todos nós decidimos que era necessário para a equipe, e sobrou principalmente para mim porque eu já sou um jogador que fala muito sobre coisas do jogo e planos, então os treinadores decidiram que era a resposta ‘normal’. Além disso, eu sempre tive a ideia de ser IGL. No começo foi muito inesperado, em termos de timing/momento, e claro que tive dúvidas, mas decidi aceitar o desafio e sinto que a equipe inteira tem me ajudado muito a evoluir. Isso tem me ajudado bastante a me sentir bem e confiante na função. Vou fazer de tudo para ser um IGL e um líder melhor para que meus companheiros de equipe possam ser a melhor versão de si mesmos”, afirmou Mazino.

O jogador ainda destacou que sempre teve a ambição de atuar como IGL, mas o timing pegou todos de surpresa. Apesar das dúvidas iniciais, ele decidiu abraçar o desafio e conta com o apoio total do elenco para evoluir na função.

Troca de cadeiras na EWC: conforto e clareza

Um detalhe curioso foi a troca de posição das cadeiras durante a EWC 2026. Mazino explicou que a mudança física foi pensada para trazer mais conforto para ele e Verno durante as partidas, além de deixar claro para todos que havia uma nova hierarquia na equipe.

“Foi porque queríamos manter as posições, mas antes dos últimos jogos, o Verno e eu pensamos que, se trocássemos de lugar, nos sentiríamos mais confortáveis, e era a hora de mostrar que eu era o IGL”, justificou o chileno.

Com Mazino como IGL, o MIBR terminou na 5-6ª colocação do primeiro split do VCT Americas 2026 e recentemente ficou entre a 5ª e a 8ª colocação da EWC 2026. Resultados que mostram consistência, mas ainda deixam espaço para crescimento.

O que esperar da lineup do MIBR com Mazino de IGL?

A mudança de função levanta algumas questões interessantes. Será que o MIBR vai manter essa configuração para o próximo split? E como Verno está se adaptando a não ser mais o IGL? Pelo que Mazino disse, a transição tem sido suave e a equipe está unida em torno do novo líder.

Particularmente, acho que essa pode ser uma jogada de mestre. Mazino sempre foi um jogador vocal e com boa leitura de jogo. Se ele conseguir manter a própria performance individual enquanto gerencia o time, o MIBR pode surpreender no VCT Americas 2026. Mas, claro, só o tempo dirá se a aposta vai dar certo.

Para quem quer acompanhar de perto, vale ficar de olho nos próximos campeonatos. O MIBR tem potencial para crescer, e a nova dinâmica pode ser o diferencial que faltava.

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    Uma das maiores preocupações quando um jogador assume a IGL é como isso afeta o próprio desempenho. Afinal, coordenar a equipe enquanto tenta manter o foco nos próprios disparos não é tarefa fácil. Mazino, no entanto, parece estar lidando bem com o desafio.

    “No começo, senti que meu jogo individual caiu um pouco, porque eu estava pensando demais no que os outros precisavam fazer. Mas com o tempo, fui encontrando um equilíbrio. Agora consigo separar os momentos: quando estou no calor do clutch, deixo o instinto falar; quando estamos nos rounds de preparação, ativo o modo ‘cérebro’”, brincou o jogador.

    Ele também destacou que a equipe tem sido paciente com o processo. “Meus companheiros sabem que estou aprendendo. Eles me dão espaço para errar e me corrigir. Isso é fundamental para que eu não me sinta pressionado demais.”

    Verno: de IGL a suporte estratégico

    E o que dizer de Verno? O ex-IGL agora atua como uma espécie de “vice-líder” dentro do servidor. Segundo Mazino, a transição foi tranquila porque Verno entendeu que a mudança era para o bem do time.

    “O Verno é um jogador incrível e um grande amigo. Ele me ajuda muito com as leituras de jogo e com a comunicação. Às vezes, ele vê algo que eu não vejo e me avisa. Isso é muito valioso. Não é como se ele tivesse deixado de ser importante; ele apenas mudou de função”, explicou Mazino.

    Na prática, isso significa que o MIBR agora tem dois cérebros pensando durante as partidas. Um lidera, o outro complementa. Pode não parecer, mas essa sinergia é rara de encontrar em times competitivos. Muitas equipes têm um IGL e o resto segue ordens. Aqui, parece haver uma troca constante de informações.

    Os números não mentem: como o MIBR se saiu desde a mudança?

    Desde que Mazino assumiu a IGL, o MIBR disputou 12 mapas oficiais entre o VCT Americas e a EWC 2026. O retrospecto? 7 vitórias e 5 derrotas. Nada espetacular, mas consistente. Para efeito de comparação, nos 10 mapas anteriores à mudança, o time tinha 4 vitórias e 6 derrotas.

    Claro que não dá para atribuir toda a melhora apenas à troca de IGL. Outros fatores, como o amadurecimento do elenco e o estudo dos adversários, também contam. Mas os números sugerem que a equipe está mais organizada taticamente.

    Mazino, individualmente, manteve uma média de 1.08 de rating nos últimos jogos, número similar ao que apresentava antes. Ou seja, ele não sacrificou a própria performance para liderar. Pelo contrário, parece ter encontrado um ritmo que funciona.

    O que os fãs podem esperar para o próximo split?

    Com a pausa entre os splits, o MIBR tem tempo para treinar e ajustar a nova dinâmica. Mazino já adiantou que o foco será em melhorar a comunicação em momentos de pressão e em criar estratégias mais flexíveis para cada mapa.

    “Queremos ser um time imprevisível. Não adianta ter um IGL se os adversários sabem exatamente o que vamos fazer. Estou estudando muito os VODs dos outros times e tentando trazer novas ideias para o nosso jogo”, revelou.

    Outro ponto importante é a química do elenco. Pelo que Mazino descreve, o ambiente no MIBR é saudável. “A gente brinca, ri, mas na hora de jogar, todo mundo foca. Isso é raro. Muitos times têm talento, mas não têm união. Nós temos os dois.”

    Se essa união vai se traduzir em resultados, só o tempo dirá. Mas uma coisa é certa: o MIBR não está com medo de mudar. E em um cenário tão competitivo quanto o VALORANT, quem não se arrisca, não colhe os frutos.



Fonte: THESPIKE