League of Legends Riftbound TCG Unleashed: Hands-On com o Novo Set

O jogo de cartas colecionáveis de League of Legends, Riftbound, está de volta com um novo set este ano: o league of legends riftbound tcg unleashed. A mais recente expansão já está disponível na China, com lançamento global em 8 de maio. Este set traz mecânicas inéditas como Emboscada, XP e Atordoamento, só para citar algumas. Tem até uma nova raridade de carta e um carinho extra para o enorme elenco de campeões, como Vex e Vi, que aparecem com destaque nos novos baralhos de campeão ou pré-construídos. Este é o terceiro set do TCG, o que sinaliza um passo mais próximo de um lançamento global simultâneo – algo que os fãs podem apreciar após as recentes proibições. Pelo que joguei até agora, essas novidades parecem mostrar um pouco mais de power creep do que experimentei no set anterior.

Antes de mais nada, os baralhos de campeão continuam sendo o melhor ponto de entrada para novos fãs do jogo. Como mencionei, os dois novos baralhos lançados junto com o set de boosters são liderados pelos campeões Vex e Vi. Consegui jogar partidas com ambos, e cada um mostrou bem as novas mecânicas do set. O baralho da Vex, por exemplo, usa tanto XP quanto Atordoamento de forma bem extensa. Às vezes, baralhos pré-construídos enfiam certas cartas só porque são novas, mas consegui usar ambas as mecânicas com frequência se meus draws fossem sortudos o suficiente. Para acompanhar o XP, há uma carta onde você pode manter tokens ou dados enquanto ganha e usa XP durante uma partida. Com o XP, vêm novas palavras-chave relacionadas, Caça e Nível, que ajudam com os benefícios do XP. Por exemplo, a unidade Mosstomper tem Caça 2, o que significa que o jogador ganha 2 XP quando ela conquista ou segura um campo de batalha. Essa unidade também tem Nível 3, que dá um buff de +1 Força e o status Defletir para proteção. Para atingir o Nível 3, o jogador precisa ter 3 XP ou mais em seu marcador. Enquanto o requisito de XP for satisfeito, Mosstomper sempre...

E não para por aí. A mecânica Emboscada adiciona uma camada estratégica interessante: cartas com essa habilidade podem ser jogadas viradas para baixo e reveladas no momento certo, pegando o oponente desprevenido. Já o Atordoamento permite neutralizar unidades inimigas por um turno, abrindo espaço para ataques decisivos. Sinceramente, fiquei surpreso com o quão bem essas mecânicas se integram ao fluxo do jogo. Não é só enfeite – elas realmente mudam a dinâmica das partidas.

Outro ponto que me chamou a atenção foi a nova raridade. Sem querer dar spoilers, digamos que ela traz cartas com efeitos realmente impactantes, que podem virar o jogo de cabeça para baixo. É o tipo de adição que faz você querer abrir mais packs para ver o que vem por aí. E, claro, a Riot não decepcionou no quesito arte – as ilustrações estão lindas, como de costume.

Se você está pensando em começar no Riftbound, o set Unleashed é uma ótima porta de entrada. Os baralhos pré-construídos são funcionais e divertidos, e as novas mecânicas dão um frescor que mantém o jogo interessante. Para quem já joga, vale a pena conferir as novas cartas e ver como elas se encaixam no meta. Ainda estou testando combinações, mas posso dizer que o power creep é real – algumas cartas parecem bem fortes em comparação com as do set anterior.

Quer saber mais sobre as cartas específicas ou como montar um baralho competitivo? Dá uma olhada no artigo original da IGN para mais detalhes. E, claro, fique de olho nas próximas atualizações – o Riftbound parece que veio para ficar.

Mas vamos falar um pouco mais sobre como essas mecânicas funcionam na prática, porque é aí que a coisa fica realmente interessante. Peguei o baralho da Vi para testar, e ele é um exemplo clássico de como a Riot está equilibrando agressividade com estratégia. A Vi, como campeã, tem uma sinergia forte com a mecânica de Emboscada. Você pode baixar uma carta de apoio virada para baixo no campo, e quando o oponente ataca, puff – você revela a carta, ativa um efeito surpresa e vira o jogo. É quase como uma armadilha, sabe? Lembra um pouco aquelas jogadas de poker onde você blefa e depois mostra as cartas. Só que aqui, o blefe é literal.

E não é só isso. O baralho da Vi também abusa do Atordoamento de uma forma que me fez repensar minha estratégia várias vezes. Você pode atordoar a unidade mais forte do oponente por um turno inteiro, deixando o caminho livre para um ataque direto ao Nexus. Claro, isso exige timing – se você atordoar na hora errada, pode acabar desperdiçando a oportunidade. Mas quando funciona, é uma sensação incrível. Eu diria que o Atordoamento é a mecânica mais satisfatória de dominar, porque ela recompensa quem pensa dois passos à frente.

Outra coisa que notei é como o set Unleashed está claramente mirando em jogadores que gostam de construir baralhos próprios. As cartas de suporte, por exemplo, estão mais versáteis do que nunca. Tem uma carta chamada "Emboscada Noturna" que permite revelar uma carta virada para baixo e, se for uma unidade, ela ganha +2 de ataque naquele turno. Combinada com a Vi, isso pode ser devastador. E não para por aí: há também cartas que concedem XP extra quando você atordoa uma unidade inimiga, criando um ciclo de vantagens que pode sair do controle rapidamente.

Falando em XP, a mecânica de Nível merece uma atenção especial. Diferente de outros TCGs onde você só acumula recursos passivamente, aqui o XP é ativo. Você precisa conquistar campos de batalha, eliminar unidades inimigas ou usar cartas específicas para ganhar XP. E cada ponto de XP pode ser usado para ativar habilidades de Nível, que são basicamente buffs temporários ou permanentes. Por exemplo, a carta "Caçador das Sombras" tem Nível 2 e, quando ativado, permite que você compre uma carta extra. Isso pode ser o diferencial em partidas longas, onde a vantagem de cartas decide o vencedor.

E aí entra uma pergunta que não quer calar: será que o power creep vai desbalancear o meta? Olha, eu joguei algumas partidas contra baralhos do set anterior, e confesso que senti uma diferença. As novas cartas parecem ter estatísticas ligeiramente superiores e efeitos mais impactantes. Mas, honestamente, isso não é necessariamente ruim. Em todo TCG que se preze, novos sets trazem cartas mais fortes para incentivar a compra. O segredo é a Riot conseguir equilibrar isso com rotações de formato ou banimentos estratégicos. Pelo que vi, eles já estão de olho nisso – algumas cartas do set anterior foram nerfadas indiretamente com a chegada de novas mecânicas.

Outro aspecto que me deixou animado foi a variedade de arquétipos. Você não fica preso a um único estilo de jogo. Quer um baralho agressivo que ataca rápido? Vá de Vi. Prefere um controle mais lento, baseado em acumular XP e atordoar o oponente até ele desistir? O baralho da Vex é perfeito. E, claro, sempre dá para misturar coisas – eu mesmo montei um baralho híbrido que usa Emboscada para proteger minhas unidades enquanto acumulo XP para ativar Níveis poderosos. Ainda não testei em torneio, mas nos jogos casuais, está funcionando bem.

E as ilustrações? Ah, as ilustrações... A Riot caprichou. Cada carta parece uma pintura em miniatura. A arte da Vex, por exemplo, captura perfeitamente a personalidade sombria e irritada dela – com aqueles olhos vermelhos e a sombra pairando. Já a Vi aparece em uma pose de ação, socando o ar, com um fundo que lembra os becos de Piltover. É o tipo de detalhe que faz você querer colecionar as cartas mesmo sem jogar. E a nova raridade, que não vou revelar o nome para não estragar a surpresa, tem um acabamento holográfico que brilha de um jeito que até quem não é fã de TCGs vai achar bonito.

Se você está pensando em começar agora, minha dica é: não pule os baralhos pré-construídos. Eles são a melhor forma de aprender as mecânicas sem se sentir sobrecarregado. Depois de algumas partidas, você já vai estar pronto para abrir boosters e montar seu próprio baralho. E, falando nisso, a distribuição das cartas nos boosters parece justa – não encontrei muitos repetidos, o que é um alívio. Em outros TCGs, você abre 10 packs e vem tudo igual. Aqui, a variedade é boa.

No fim das contas, o que mais me impressiona no Riftbound Unleashed é como ele consegue ser ao mesmo tempo acessível para novatos e profundo para veteranos. As mecânicas de Emboscada, XP e Atordoamento não são apenas enfeites – elas realmente mudam a forma como você pensa o jogo. E com a nova raridade e os baralhos de campeão bem construídos, a Riot mostra que está levando o TCG a sério. Mal posso esperar para ver como o meta vai evoluir nas próximas semanas, especialmente com os torneios que devem surgir.



Fonte: IGB BRASIL