A Largados y Pelados (LP) encerrou sua participação na seletiva da IEM Beijing 2026 nesta segunda-feira (24). A equipe brasileira, que buscava uma vaga no closed qualifier, acabou eliminada após uma campanha de altos e baixos no torneio classificatório.
O time começou bem, mas esbarrou na UNiTY na rodada decisiva. O placar de 7-13 na Dust2 foi amargo para os brasileiros, que viram o sonho de disputar a competição na China chegar ao fim. Com o resultado, a LP dá adeus à possibilidade de classificação para o evento que acontece em Pequim.
Como foi a campanha da LP na seletiva da IEM Beijing
A trajetória da Largados y Pelados na seletiva aberta teve momentos de esperança. A equipe demonstrou consistência nas primeiras partidas, mas a derrota para a UNiTY expôs problemas de execução em momentos cruciais. No cenário competitivo atual, qualquer deslize custa caro — e foi exatamente isso que aconteceu.
Enquanto isso, as equipes Nuclear TigeRES, Nemiga, Eternal Fire e Color avançaram para o closed qualifier. Elas se juntam a paiN, MIBR e DENDELE, que já estavam confirmados na fase seguinte. O nível da disputa promete ser altíssimo, com representantes brasileiros ainda na briga por uma vaga na IEM Beijing.
Próximos compromissos da Largados y Pelados na Europa
Embora a eliminação na seletiva da IEM Beijing seja frustrante, a Largados y Pelados não vai ficar parada. O calendário europeu segue movimentado para a equipe brasileira. Já na quinta-feira, a LP disputa a Logitech G Play Connect, de forma online.
Depois disso, a agenda inclui:
- Roman Imperium Cup VIII — entre os dias 10 e 13, com inscrições já confirmadas (veja mais aqui);
- Leon.BET Masters Season 1 — entre os dias 24 e 27, competição que também terá a presença da Fluxo (detalhes neste link);
- DraculaN Season 7 — no mês seguinte, na Romênia, com LOUD e Luminosity entre os participantes (confira aqui).
É um calendário pesado, sem dúvida. Mas será que essa sequência de campeonatos pode ajudar a LP a recuperar a confiança? Na minha opinião, a equipe precisa urgentemente de resultados consistentes para não perder terreno no cenário internacional. A derrota na seletiva da IEM Beijing foi um golpe, mas o time tem qualidade para se reerguer.
O que mais chama atenção é a resiliência da organização em manter a equipe ativa na Europa, mesmo com os desafios logísticos e financeiros. Isso mostra comprometimento com o projeto de longo prazo. E você, o que achou da campanha da Largados y Pelados na seletiva? Acompanhe os próximos jogos e veja se o time consegue dar a volta por cima.
E tem mais coisa vindo por aí. A diretoria da Largados y Pelados já sinalizou internamente que pretende disputar o ESL Challenger Katowice, que acontece no final de outubro. A competição, que vale pontos importantes no ranking da ESL, seria uma chance de ouro para a equipe mostrar um CS2 mais sólido contra adversários de peso. Mas, até o momento, nada foi oficializado — e a torcida fica na expectativa.
Vale lembrar que a LP vive um momento de transição no elenco. As últimas semanas foram marcadas por testes de jogadores e ajustes táticos. Em uma entrevista recente, o capitão da equipe comentou que a comissão técnica está priorizando a comunicação dentro do servidor. E isso ficou evidente na partida contra a UNiTY: em vários rounds, a equipe parecia desconectada, tomando decisões individuais em vez de jogadas ensaiadas.
O que a eliminação revela sobre o momento do CS brasileiro
Essa derrota da Largados y Pelados não é um caso isolado. Ela reflete uma tendência preocupante no cenário nacional. Enquanto times como FURIA e MIBR conseguem manter uma base sólida e resultados consistentes, as equipes de médio porte sofrem para acompanhar o ritmo das ligas europeias.
O problema é multifatorial. Primeiro, a questão financeira: manter uma estrutura competitiva na Europa custa caro, e nem toda organização tem o respaldo de grandes patrocinadores. Segundo, a logística de treinos e scrims contra times do velho continente exige um nível de dedicação que nem sempre é sustentável a longo prazo.
Mas há também um fator tático que merece atenção. No cenário atual do CS2, o meta está em constante evolução. Times que não se adaptam rapidamente às novas utilidades e posicionamentos ficam para trás. E, sinceramente, a LP parece estar um passo atrás nesse aspecto. A escolha de mapa na série contra a UNiTY, por exemplo, levantou questionamentos entre os analistas. Por que optar pela Dust2, um mapa tão previsível, quando a equipe vinha mostrando mais conforto em outras arenas?
Não quero aqui fazer um julgamento precipitado. A comissão técnica certamente tem seus motivos. Mas é inegável que a execução deixou a desejar. Os rounds de força bruta funcionaram no início, mas quando a UNiTY ajustou a defesa, a LP não teve plano B. E no CS2 de hoje, não ter plano B é praticamente assinar o atestado de eliminação.
O calendário como aliado ou vilão?
Por outro lado, é preciso olhar para o lado positivo. A agenda cheia pode ser uma faca de dois gumes. Se por um lado cansa os jogadores, por outro oferece exatamente o que uma equipe em reconstrução precisa: repetição e experiência competitiva.
A Logitech G Play Connect de quinta-feira será um bom termômetro. É um campeonato online, com premiação modesta, mas que permite testar novas abordagens sem a pressão de uma eliminatória internacional. Depois, a Roman Imperium Cup VIII e a Leon.BET Masters Season 1 trazem um nível de competição mais elevado, com adversários que a LP provavelmente encontrará em futuras seletivas.
O que me preocupa é a gestão de energia. Jogar três torneios em menos de um mês exige preparo físico e mental. A equipe precisa de um rodízio inteligente, talvez até dando espaço para o banco de reservas em partidas menos decisivas. Caso contrário, o risco de burnout é real — e isso seria devastador para um projeto que ainda busca afirmação.
E tem outro detalhe: a DraculaN Season 7 na Romênia. Esse torneio tem um formato híbrido, com fases online e presencial. Para a LP, que já está baseada na Europa, a logística é favorável. Mas a presença de LOUD e Luminosity eleva o nível de exigência. Será uma oportunidade de medir forças contra equipes que também estão em processo de evolução.
No fim das contas, a eliminação na IEM Beijing não define o futuro da Largados y Pelados. O que define é como a equipe vai responder nas próximas semanas. A base de fãs, que já se acostumou a ver o time brigar de igual para igual contra gigantes, espera uma reação. E o cenário competitivo, sempre implacável, não perdoa vacilos.
Fico pensando se a diretoria vai anunciar alguma mudança no elenco antes da Logitech G Play Connect. Nos bastidores, circulam rumores de que um jogador da base estaria treinando com o time principal. Se for verdade, pode ser o sopro de renovação que a equipe precisa. Ou pode ser apenas especulação — o mercado de transfers no CS2 é sempre cheio de fumaça.
Uma coisa é certa: a torcida da LP está de olho. E o próximo capítulo dessa história começa já na quinta-feira.
Fonte: Dust2











