O jogador koala, da equipe DENDELE, criticou o monitor utilizado na seletiva para a EWC 2026. Segundo o atleta, o equipamento está sendo usado com uma frequência de atualização de 240Hz, abaixo do potencial máximo do modelo. A declaração aconteceu após a vitória da equipe na fase de grupos, que garantiu a classificação para os playoffs.

Conforme falou koala, o monitor está sendo utilizado com 240hz. A tela utilizada para a seletiva da EWC é um modelo Lenovo Legion 25-10, que tem o máximo de 320hz, mas está configurado em 240hz, assim como soube a equipe da Dust2 Brasil presente no evento.

A página da classificatória na FACEIT mostra também as especificações do computador utilizado na seletiva. O processador é um Ryzen 7 9800X3D com uma RTX 5080 como placa de vídeo, além de 32GB de memória RAM.

A título de comparação, uma das últimas LANs sul-americanas, o Circuit X Recife, utilizou um monitor AOC CS25G, que conta com uma frequência máxima de 310hz.

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Desempenho do DENDELE na seletiva

O DENDELE de koala venceu QueenConso e SAW por 2 a 0, garantiu a primeira posição do grupo e passou para os playoffs da seletiva. O Fluxo ficou 1-1 e vai jogar a partida decisiva neste sábado a partir de 12h diante da DUSTY - adversária que a equipe brasileira aplicou dois 12x1 na estreia.

É interessante notar que a crítica do jogador não parece ter afetado o desempenho da equipe em quadra. Pelo contrário, o time demonstrou consistência e dominou seus adversários na fase de grupos. Mas a questão do hardware levanta um debate importante sobre a padronização dos equipamentos em competições oficiais.

Na minha opinião, quando um jogador profissional aponta esse tipo de problema, não é sobre frescura ou desculpa para mau desempenho. É sobre garantir que todos os competidores estejam nas mesmas condições técnicas. Em jogos de tiro competitivos, cada hertz de diferença pode representar milissegundos preciosos na reação.

O modelo Lenovo Legion 25-10 suporta até 320Hz, então por que configurar em 240Hz? Essa é uma pergunta que os organizadores deveriam responder. Talvez seja uma limitação do cabo, da GPU ou simplesmente uma configuração padrão que não foi ajustada para o evento.

Contexto da EWC 2026

A EWC (Esports World Cup) é um dos torneios mais prestigiados do cenário internacional, reunindo as melhores equipes do mundo em diversas modalidades. A seletiva sul-americana está sendo disputada online, o que adiciona variáveis técnicas que não existem em eventos presenciais.

O computador utilizado na seletiva conta com especificações robustas: Ryzen 7 9800X3D, RTX 5080 e 32GB de RAM. São componentes de alto nível que certamente conseguem rodar o jogo em taxas de quadros elevadas. O gargalo, portanto, parece estar na configuração do monitor.

Vale lembrar que a Dust2 Brasil está acompanhando o evento de perto e trouxe essa informação com exclusividade. A equipe de reportagem confirmou que o monitor está configurado em 240Hz, apesar de suportar 320Hz.

Para quem não acompanha o cenário competitivo de perto, essa diferença de 80Hz pode parecer irrelevante. Mas para jogadores profissionais, que treinam diariamente para ter reflexos milimétricos, essa diferença é perceptível e pode influenciar decisões dentro do jogo.

O DENDELE agora aguarda a definição dos confrontos dos playoffs. A equipe demonstrou que está em boa forma e a crítica de koala pode servir como motivação extra para mostrar que o time vence mesmo em condições adversas.

Os playoffs prometem confrontos acirrados, e a torcida brasileira estará de olho no desempenho do DENDELE. Será que a equipe consegue manter o nível apresentado na fase de grupos? Só o tempo dirá.

E não é só o koala que tem se manifestado sobre as condições da seletiva. Nos bastidores, outros jogadores e treinadores também comentaram, em off, que a diferença de hardware entre as equipes pode ser um fator de desequilíbrio. Afinal, enquanto alguns times disputam de suas próprias casas com setups de alto desempenho, outros estão sujeitos ao padrão oferecido pela organização. Isso cria um cenário desigual que, em um torneio com premiação milionária como a EWC, pode ser decisivo.

O caso do monitor, especificamente, chama atenção porque não é um problema de falta de capacidade do equipamento, mas sim de configuração. O Lenovo Legion 25-10 é um monitor competitivo, com painel de 25 polegadas e taxa de atualização de até 320Hz. Porém, quando o assunto é jogo online, a taxa de atualização do monitor precisa estar sincronizada com a capacidade da GPU de gerar quadros. Se o processador e a placa de vídeo conseguem entregar mais de 300 FPS no CS2, por que limitar a exibição a 240Hz? A resposta pode estar em uma configuração padrão de fábrica ou em um descuido da equipe técnica.

Vale destacar que, em competições oficiais da Valve, como Majors e RMRs, os organizadores costumam seguir um padrão rígido de hardware, com monitores de alta frequência configurados no máximo. A EWC, por ser um evento multi-título, talvez não tenha o mesmo nível de padronização para todas as modalidades. Isso é algo que a organização deveria revisar para as próximas edições, especialmente considerando que o CS2 é um dos jogos mais sensíveis a variações de hardware.

Outro ponto que merece atenção é a diferença entre o monitor usado na seletiva e o que foi utilizado no Circuit X Recife, uma LAN regional. O AOC CS25G, com 310Hz, é um modelo mais antigo, mas que foi configurado para operar perto do seu limite. Já o Lenovo Legion, que é mais novo e teoricamente superior, está sendo subutilizado. Isso mostra que não basta ter um bom equipamento; é preciso saber configurá-lo corretamente.

Para o DENDELE, a situação pode até servir como um teste de resiliência. A equipe venceu seus dois jogos na fase de grupos mesmo com a limitação, o que demonstra que o time está focado no que importa. Mas e se a equipe tivesse perdido? A crítica de koala certamente seria vista como uma desculpa. No entanto, como ele mesmo disse, a equipe pode e deve mais, e a reclamação sobre o monitor é apenas um detalhe técnico que precisa ser corrigido.

Do ponto de vista do espectador, é difícil notar a diferença entre 240Hz e 320Hz em uma transmissão. Mas para quem joga, a fluidez da imagem é fundamental para acompanhar movimentos rápidos e fazer ajustes precisos de mira. Em um jogo como CS2, onde frações de segundo definem o resultado de um round, qualquer vantagem técnica é bem-vinda.

O que me deixa pensativo é: será que outros times da seletiva também estão enfrentando o mesmo problema? Se o monitor é padrão para todos, então a reclamação de koala é mais sobre a qualidade do equipamento do que sobre uma vantagem injusta. Mas se algumas equipes estão jogando com monitores de 320Hz e outras com 240Hz, aí sim temos um problema de isonomia.

A Dust2 Brasil, que está acompanhando o evento de perto, pode trazer mais detalhes nos próximos dias. Enquanto isso, o DENDELE segue sua preparação para os playoffs, que devem acontecer no fim de semana. A equipe já mostrou que tem potencial para ir longe, mas a pressão aumenta a cada fase. Será que a questão do monitor vai virar um caso maior ou vai ficar apenas como uma nota de rodapé na cobertura da seletiva?

De qualquer forma, é sempre bom ver jogadores profissionais levantando questões técnicas que, muitas vezes, passam despercebidas pelo público. Isso mostra que o cenário competitivo está amadurecendo e que os atletas estão cada vez mais atentos aos detalhes que podem fazer a diferença entre vencer e perder.



Fonte: Dust2