Em 2026, a prática de opinar se tornou um negócio lucrativo para jogadores brasileiros de CS. A plataforma de previsões Polymarket firmou parcerias com jogadores, ex-jogadores, influenciadores e páginas relacionadas ao Counter-Strike no Brasil. A cada tweet em que citam uma publicação da Polymarket, estes parceiros ganham uma quantia que varia com base na quantidade de seguidores.
A Dust2 Brasil apurou que parceiros da Polymarket no Brasil podem receber entre US$ 20 (R$ 100) e US$ 100 (R$ 500) por tweet. Alguns parceiros têm outros acordos — que envolvem, por exemplo, estar diretamente filiado à marca no perfil do X. O pagamento é feito por criptomoedas.
E não são todos os tweets da Polymarket que são elegíveis para que os parceiros consigam lucrar. As publicações que podem somar dólares para os parceiros são sempre acompanhadas de um print da aposta no site da Polymarket e devem ser apontadas como "Parceria Paga" por parte dos parceiros — se não, as postagens não podem ser remuneradas.
Contexto: o que é a Polymarket e por que isso importa
A Polymarket foi criada em junho de 2020 em Nova York. Em abril deste ano, o governo federal ampliou a regulamentação e pediu o bloqueio de 28 sites que contam com mercado de previsões e, assim, a Polymarket teve seu acesso proibido no Brasil.
Mesmo com o bloqueio, a plataforma continua operando com parceiros brasileiros. Isso levanta questões sobre como os jogadores brasileiros ganham dinheiro opinando em 2026, mesmo com restrições legais. A prática lucrativa de opinar se tornou uma alternativa de renda para pro players que já não estão mais nos palcos.
Reações no cenário: ropz se irrita e ameaça bloquear
Na contramão de alguns dos jogadores, Robin "ropz" Kool não se mostrou satisfeito com a tendência. O jogador estoniano se irritou com a prática e ameaçou bloquear perfis que fazem esse tipo de parceria. A reação de ropz gerou debate na comunidade sobre os limites entre publicidade paga e opinião genuína.
Enquanto alguns veem a parceria como uma oportunidade legítima de monetização, outros criticam a falta de transparência. A exigência de marcar como "Parceria Paga" é um passo, mas será suficiente? Essa é uma pergunta que fica no ar.
O cenário de esports no Brasil já viu várias formas de monetização, mas essa é uma das mais diretas: opinar virou negócio lucrativo para pro players brasileiros. A questão é até onde isso vai impactar a credibilidade das opiniões no cenário competitivo.
Fonte: Dust2











