Justin "jks" Savage assinou com a FlyQuest durante a pausa do verão, um movimento que marcou seu retorno a uma equipe majoritariamente australiana desde que deixou a 100 Thieves em 2020.
Sua estreia foi prejudicada pela FURIA, que derrotou o australiano e seu time em uma partida disputada em três mapas, mas jks estava otimista com o desempenho da equipe.
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"Ninguém realmente desistiu ou parou de se comunicar ou algo assim, entao estou muito orgulhoso dessa parte", disse ele à HLTV após a derrota.
A FlyQuest agora tem mais uma chance no IEM Cologne, com seu próximo jogo marcado contra a B8 na chave inferior na quinta-feira.
O retorno às raízes
jks explicou sua decisão de se juntar à FlyQuest, destacando seu desejo de retornar a uma equipe australiana após experiências em lineups internacionais.
"Eu só não queria esperar por alguma oportunidade perfeita ou algo assim. Eu só queria voltar para onde comecei, de certa forma, e jogar com pessoas que me são familiares", disse ele.
O jogador também falou sobre assumir um papel de liderança na equipe: "Estou em um ponto da minha carreira onde sinto que posso oferecer muita experiência, ensinar várias coisas para que eles possam melhorar, e espero que possamos melhorar como equipe."
Desafios e expectativas
jks reconheceu os desafios de elevar o nível do cenário australiano de CS:GO, mas expressou confiança no potencial da equipe.
"Fizemos isso no passado com Renegades e com 100 Thieves, acho que o ranking mundial mais alto foi tipo quatro ou cinco, e obviamente isso é uma grande conquista para um time australiano. Quero fazer algo parecido novamente."
Ele também comentou sobre a partida contra a FURIA: "Acho que a FURIA é um time realmente ótimo, e acho que tivemos uma atuação muito próxima hoje em nossa primeira partida no LAN."
Novas responsabilidades
O jogador detalhou como está lidando com seu novo papel de liderança na equipe:
Ajuda em vários aspectos, desde preparação teórica até microgerenciamento durante as partidas
Compartilha experiências de jogadores como NiKo e Twistzz
Destaca o respeito mútuo dentro da equipe como um ponto forte
"É muito trabalho, é realmente exaustivo, nas últimas duas semanas dediquei muito tempo, e tudo bem porque é para isso que jogamos", disse jks sobre o processo de adaptação.
Adaptação ao novo cenário competitivo
jks também abordou as diferenças entre competir na Europa e retornar a uma formação australiana. "Há uma dinâmica completamente diferente quando você joga com pessoas que compartilham sua cultura e mentalidade", refletiu. "Na Europa, tudo é muito mais intenso e impessoal. Aqui, sinto que posso realmente me conectar com meus companheiros de equipe."
O jogador destacou como essa conexão cultural pode se traduzir em vantagens competitivas: "Quando você entende intuitivamente como seus colegas pensam, a comunicação durante as partidas se torna muito mais fluida. Não precisamos explicar tudo nos mínimos detalhes."
O peso das expectativas
Com sua reputação como um dos melhores jogadores australianos da história, jks reconhece a pressão que vem com seu retorno. "As pessoas esperam que eu seja essa figura que vai carregar o time nas costas", comentou. "Mas o CS:GO moderno não funciona assim. Estou aqui para ajudar a construir algo sustentável, não para ser um herói solitário."
Ele comparou sua situação atual com períodos anteriores de sua carreira: "Quando estava na 100 Thieves, éramos um time completo, onde todos contribuíam igualmente. É esse tipo de equilíbrio que quero recriar aqui."
Preparação para os próximos desafios
Questionado sobre como a FlyQuest está se preparando para o confronto contra a B8, jks revelou alguns detalhes:
Análise aprofundada dos padrões de compra de armas dos adversários
Ênfase especial em melhorar a execução de estratégias em mapas como Ancient e Vertigo
Sessões de revisão em grupo para identificar erros cometidos contra a FURIA
"Estamos focando em corrigir pequenos detalhes que fizeram diferença naquela partida", explicou. "Coisas como posicionamento em retakes e sincronia nas rotinações. São aspectos que podem parecer pequenos, mas que decidem partidas no nível mais alto."
Visão para o futuro da cena australiana
jks não esconde seu desejo de ver o cenário australiano crescer. "Temos talento suficiente aqui para competir com os melhores", afirmou. "O que falta às vezes é a estrutura e a mentalidade certa. Se conseguirmos mostrar que é possível ter sucesso vindo da Oceania, mais organizações vão investir."
Ele citou o exemplo de outras regiões que superaram obstáculos semelhantes: "Olhe para o que a Dinamarca fez nos últimos anos. Eles construíram uma cultura de CS que produz talentos constantemente. Não há razão para não podermos fazer o mesmo."
Quando perguntado sobre possíveis mudanças no roster a longo prazo, jks foi cauteloso: "No momento, estamos focados em desenvolver o que temos. Todos estão comprometidos e trabalhando duro. O resto dependerá dos resultados que alcançarmos."
Com informações do: HLTV











