Astralis se adapta a mudanças de funções após vitória em Cologne

Astralis chegou à Alemanha poucos dias após terminar em segundo lugar no FISSURE Playground 1, perdendo para a TYLOO na final. Com pouco tempo para corrigir erros ou se adaptar às mudanças econômicas em vigor no IEM Cologne, a equipe dinamarquesa não vacilou em sua estreia, derrotando a B8 em uma série de dois mapas.

Jakob "jabbi" Nygaard e Nicolai "device" Reedtz foram destaques no primeiro mapa, Mirage, com ratings impressionantes de 1.99 e 2.17, respectivamente. Já no Inferno, a partida foi mais disputada, indo para a prorrogação, mas a Astralis conseguiu fechar a série com vitória.

Adaptação a novas funções

jabbi revelou que está se ajustando a algumas mudanças de funções dentro do time, assumindo posições de ancoragem para liberar Victor "Staehr" Staehr. "É estranho ter que ser um pouco mais quieto quando estamos jogando no lado CT às vezes, mas no geral está indo bem", disse o jogador de 22 anos em entrevista ao HLTV.

O dinamarquês explicou a lógica por trás das mudanças: "Staehr é o cara mais agressivo, não deveria ser ele [ancorando]. Tivemos uma conversa sobre o que seria melhor para o time e eu acabei assumindo basicamente todas essas posições".

Desafios com as atualizações do jogo

A equipe também está lidando com as recentes mudanças no jogo, incluindo ajustes na economia e no armamento. "A MP9 não tem sido a melhor arma, então mudamos nossos loadouts e estamos testando coisas", comentou jabbi.

  • Economia alterada permite que CTs comprem mais M4s após vitória no pistol round

  • Astralis testando alternativas como FAMAS, MP5 e MP7

  • Remoção de Anubis, permaban da equipe, ameniza impacto do retorno de Overpass

Quando questionado sobre as armas alternativas, jabbi foi direto: "NertZ é o único que usou a MP7, mas ela é realmente boa. Já a MP5... não é tão boa".

Reflexões sobre a final perdida

O jogador também refletiu sobre a derrota para a TYLOO na final do FISSURE Playground 1, destacando problemas de comunicação e o bom desempenho dos adversários. "JamYoung estava tendo um torneio incrível e é realmente bom. Basicamente todos eles são grandes jogadores, então foi um jogo difícil", admitiu.

Apesar dos desafios, jabbi mantém uma visão positiva: "Acho que é um processo de aprendizado para nós. Agora jogamos dois torneios e foram duas finais... é uma ótima experiência para jogar no palco como equipe".

Estratégias para enfrentar os próximos desafios

Com a vitória sobre a B8 garantida, a Astralis agora se prepara para enfrentar adversários mais consistentes no IEM Cologne. jabbi compartilhou algumas reflexões sobre como a equipe está se preparando: "Estamos tentando equilibrar nossa agressividade com um jogo mais posicional. Não adianta sermos apenas explosivos se não soubermos segurar os sites quando necessário".

O dinamarquês destacou ainda a importância da comunicação durante as partidas: "Tivemos momentos no último torneio onde perdemos rounds por falta de sincronia. Agora estamos trabalhando em chamadas mais claras, especialmente quando precisamos recuar ou fazer rotações".

O papel de device na nova configuração

Nicolai "device" Reedtz, veterano da equipe, tem assumido um papel fundamental na transição para as novas funções. "Ele traz essa experiência incrível de saber quando podemos ser mais agressivos ou quando precisamos jogar pelo tempo", explicou jabbi. "Muitas vezes são pequenos ajustes que ele sugere durante o jogo que fazem toda a diferença".

  • device atuando como ponto de referência nas decisões estratégicas

  • Experiência em grandes palcos ajuda a acalmar o time em momentos decisivos

  • Parceria com jabbi nos sites B está se mostrando promissora

Quando questionado sobre a pressão de jogar ao lado de um ícone como device, jabbi foi sincero: "No começo era intimidador, mas ele é extremamente acessível. Sempre que tenho dúvidas sobre alguma posição ou decisão, posso contar com ele para dar seu ponto de vista".

Preparação para os próximos adversários

O caminho no IEM Cologne promete ficar mais difícil, e a equipe já está analisando possíveis adversários. "Cada time que avançar terá seu próprio estilo", observou jabbi. "Alguns preferem um jogo mais lento e metódico, outros apostam na agressividade. Precisamos estar preparados para todas as possibilidades".

O jogador mencionou especificamente a necessidade de adaptação: "Tivemos que rever alguns de nossos executes porque as mudanças econômicas afetaram como os CTs podem se armar. Agora é mais comum verem M4s já no segundo round, o que muda completamente como abordamos certas situações".

Apesar dos desafios, jabbi demonstrou confiança no trabalho que vem sendo feito: "Estamos evoluindo a cada partida. Mesmo nos momentos difíceis, dá para ver que estamos construindo algo sólido. O importante é manter a cabeça fria e continuar aprendendo com cada experiência".

Com informações do: HLTV