Em uma entrevista exclusiva, o jogador ivz abriu o jogo sobre os bastidores da ShindeN e revelou o ambicioso objetivo de "fazer história" no cenário competitivo de CS2 em 2026. Após o sucesso estrondoso da 9z, a equipe busca seu próprio espaço no topo, e a conversa com o atleta trouxe insights valiosos sobre a evolução do time, os desafios financeiros e a preparação para a Pro League.
Se você acompanha o cenário, sabe que a ShindeN não é mais aquela equipe que começou o ano com resultados mornos. A transformação é visível, e ivz explica exatamente como isso aconteceu. Vamos mergulhar nos detalhes dessa trajetória que promete agitar 2026.
ivz shinden entrevista história 2026: A diferença do primeiro dia para hoje
Quando perguntado sobre o que mudou entre o primeiro dia de competição e o momento atual, ivz foi direto: "Ontem começamos o jogo frios, não jogamos bem no geral. Na Nuke, do lado CT, poderíamos ter pego mais rounds, foi um resultado mentiroso e perdemos."
Ele continuou: "Na Mirage quase conseguimos a virada, trocamos ideia, jogamos melhor. Hoje nós conversamos, vimos as demos e falamos que precisávamos desenvolver um pouco melhor no servidor, ficar mais soltos. Fizemos isso hoje e deu certo."
É interessante notar como a comunicação e a análise de demos foram cruciais. Não foi uma mudança mágica — foi trabalho duro. E isso, no CS2, faz toda a diferença.
O sucesso da 9z como inspiração e o momento da ShindeN
A primeira metade do ano foi, sem dúvida, marcante para a ShindeN. Títulos e a vaga na Pro League coroaram um semestre de muito esforço. Mas como ivz vive esse momento?
"Uma das grandes coisas que aconteceram para nós esse ano é que todas as mudanças que fizemos deram certo", afirmou. "Na IEM Rio entrou o tom1jed de IGL e tivemos bons resultados, melhoramos o nosso CS. Depois disso saiu o nacho e começamos a jogar com o guty e fomos melhorando. Agora acho que estamos num nível melhor, mas podemos melhorar ainda mais."
É um relato honesto. A equipe não está acomodada. Pelo contrário, reconhece que o teto ainda não foi alcançado. E isso, para quem busca "fazer história", é essencial.
Os desafios financeiros e o foco na Pro League
Um dos pontos mais interessantes da entrevista ivz shinden foi quando ele abordou a preparação para a Pro League. A cabeça já está lá? "A cabeça está aqui. Ainda temos muitos campeonatos para jogar aqui. Vamos tentar fazer um bootcamp na Europa, mas está difícil. É muito caro. Estamos ainda olhando opções."
Isso revela uma realidade do cenário sul-americano: o custo de competir internacionalmente é alto. Mesmo assim, a determinação é clara: "Vamos jogar todos os campeonatos aqui, treinar aqui e tentar fazer um bom resultado lá."
E não para por aí. Quando questionado sobre outros campeonatos internacionais além do Major, ivz deixou no ar: "Uma das coisas que todos os tim..." — a resposta foi truncada, mas a mensagem já estava dada: a ambição não tem limites.
No fim das contas, a ShindeN está construindo algo sólido. Com ivz no comando das falas e o time evoluindo a cada partida, 2026 pode ser, de fato, o ano em que essa equipe escreverá seu nome na história do CS2. Resta saber se o planejamento e a garra serão suficientes para superar os gigantes.
A evolução tática: o que mudou no estilo de jogo da ShindeN?
Se tem uma coisa que me chamou a atenção na conversa com ivz, foi a profundidade com que ele analisa o próprio jogo. Não é só sobre mirar bem — é sobre entender o quebra-cabeça tático que o CS2 exige hoje. E a ShindeN, segundo ele, está aprendendo a montar esse quebra-cabeça peça por peça.
"A gente está tentando ser mais consistente nas execuções", explicou. "Antes, a gente dependia muito de jogadas individuais, de alguém estourar. Agora, estamos criando mais situações de time, mais flashes combinadas, mais entradas sincronizadas. É um processo."
E você já parou para pensar como é difícil mudar a identidade de um time no meio da temporada? Pois é. A ShindeN está fazendo isso enquanto compete — e isso é admirável. Não é à toa que os resultados estão aparecendo.
O papel do IGL e a química do elenco
Outro ponto que ivz destacou foi a importância do tom1jed como IGL (in-game leader). "Ele trouxe uma organização que a gente não tinha. Antes, a gente jogava mais no feeling, cada um fazia o que achava melhor. Agora temos um plano, uma estrutura. Claro que ainda erramos, mas sabemos por que erramos."
Isso me fez lembrar de uma frase que ouvi de um coach uma vez: "Um time sem IGL é como um barco sem leme." E a ShindeN, com tom1jed, parece ter encontrado o rumo. A química entre os jogadores também é um fator que ivz não subestima. "A gente se dá bem fora do servidor, isso ajuda. Mas dentro, a cobrança é forte. A gente briga, sim, mas é uma briga saudável, para melhorar."
E não é exatamente isso que separa os times bons dos times grandes? A capacidade de conflitar sem quebrar?
O mapa pool: onde a ShindeN está mais forte?
Quando o assunto são os mapas, ivz não escondeu as preferências. "Nuke é um mapa que a gente se sente confortável, mas ainda temos altos e baixos. Mirage é nosso ponto forte, acho que é onde a gente mais se solta. Ancient estamos evoluindo, mas ainda não é nosso melhor."
Ele continuou: "Inferno é um mapa que a gente está estudando muito. Temos boas ideias, mas falta execução. E Anubis... bom, Anubis é um mapa que a gente está tentando entender ainda. É muito diferente dos outros."
É interessante ver como a ShindeN está construindo seu mapa pool de forma orgânica. Não estão forçando um mapa que não funciona — estão dando tempo ao tempo. E no CS2, paciência é uma virtude rara.
A preparação mental e física para o competitivo
Um aspecto que muitas vezes passa despercebido é a preparação mental dos jogadores. ivz tocou nesse assunto de forma surpreendentemente aberta. "A gente tem conversado com um psicólogo esportivo. Não é algo que a gente divulga muito, mas está ajudando. O CS2 é muito mental. Se você não está bem da cabeça, não adianta ter aim."
E a parte física? "A gente tenta se cuidar. Dormir bem, comer direito. Não é fácil com a rotina de treinos e campeonatos, mas a gente sabe que isso impacta no jogo. Eu, pessoalmente, comecei a fazer exercícios leves. Parece bobeira, mas ajuda na concentração."
Sinceramente, ver um jogador tão jovem ter essa consciência é inspirador. A ShindeN não está apenas treinando mecânica — está construindo atletas completos.
O que esperar da ShindeN nos próximos meses?
Com a Pro League no horizonte e o sonho de "fazer história" pulsando no peito de cada jogador, a pergunta que fica é: até onde essa equipe pode ir? ivz não tem uma resposta definitiva, mas tem uma certeza: "Vamos dar o máximo. Se não der certo, pelo menos vamos saber que tentamos. Mas eu acredito que vai dar."
E você, acredita? Porque eu, depois dessa conversa, estou começando a acreditar também. A ShindeN tem talento, tem estrutura tática e, acima de tudo, tem fome. E fome, no cenário competitivo, é o combustível que move montanhas.
Fonte: Dust2








