O cenário competitivo brasileiro de eSports está em ebulição com o anúncio dos indicados ao Prêmio eSports Brasil 2025. Revelados na quinta-feira, os nomes incluem desde veteranos consagrados como FalleN e KSCERATO até revelações promissoras como Tkzin e Ayu. O que mais me impressiona é a diversidade de categorias - são incríveis 27 modalidades diferentes, abrangendo desde os jogos mais populares até cenários inclusivos que ganham cada vez mais destaque.
Os principais nomes e categorias em disputa
Nas categorias semipopulares, temos batalhas acirradas entre os melhores atletas de cada modalidade. No Counter-Strike, insani, yuurih, biguzera, KSCERATO, nqz, FalleN, dumau e Snowzin disputam o título. Já no Valorant, Aspas, cortezia, Less, lukxo, sato, dgzin, silentzz e spikeziN são os indicados.
O League of Legends brasileiro tem representantes de peso: Tatu, TitaN, Tutsz, CarioK, CEOS, Jojo, Ayu e Guigo. E não podemos esquecer do Rainbow Six Siege, onde Cyber, FelipoX, Jv92, Dodez, HerdsZ, Kheyze, Paluh e KDS demonstram porque o Brasil é tão forte neste título.
Cenário inclusivo ganha espaço significativo
Um dos aspectos mais notáveis desta edição é o fortalecimento das categorias inclusivas. No Counter-Strike inclusivo, Bizinha, KaahSensei, Poppins, Yungher, bokor, izaa, Dani e gabs concorrem ao prêmio. O Valorant inclusivo traz bizerra, bstrdd, Jelly, srN, daiki, Mel, none e Sayuri como representantes.
E as revelações não ficam para trás: Allie, Lendary, Angeliss, Hybridy, None, patip, Dani e Brendinha mostram que o futuro dos eSports inclusivos está em boas mãos. É animador ver como a diversidade está sendo cada vez mais valorizada no cenário competitivo.
Votação popular e superjúri
Aqui está uma particularidade interessante: os fãs têm poder real nesta premiação. Nas categorias semipopulares e populares, a comunidade pode votar nos seus nomes preferidos até 13 de outubro. Depois dessa data, um superjúri especializado assume a responsabilidade de escolher os vencedores finais.
Mas atenção: categorias como Melhor Técnico e Atleta do Ano são decididas exclusivamente pelo superjúri, sem intervenção popular. Essas decisões são baseadas no desempenho nas categorias específicas de cada jogo.
Entre as organizações, gigantes como FURIA, paiN Gaming, Team Liquid e LOUD disputam o título de Melhor Organização de eSports.
Os jogos em si também são premiados. Counter-Strike 2, Rainbow Six Siege, Valorant, League of Legends, Fortnite, Free Fire, PUBG Mobile, Honor of Kings, eFootball e Mobile Legends concorrem a Melhor Jogo de eSports.
A cerimônia de premiação está marcada para 18 de dezembro em São Paulo, prometendo ser um evento épico para celebrar o que há de melhor nos eSports brasileiros. Resta saber quais surpresas teremos até lá.
Falando em categorias, vale destacar algumas das mais interessantes que muitas vezes passam despercebidas pelo público geral. A categoria de Melhor Caster ou Narrador, por exemplo, tem nomes como Gaules, Tutu, Schaeppi e BiDa que transformam partidas comuns em verdadeiros espetáculos narrativos. E não podemos esquecer dos streamers - figuras como Alanzoka, Nobru e Cerol não apenas entretenham, mas são pilares fundamentais para a popularização dos eSports no Brasil.
O que muitos não percebem é como essas premiações impactam diretamente a carreira dos atletas. Ser indicado - e principalmente vencer - pode significar patrocínios mais lucrativos, contratações por organizações internacionais e um reconhecimento que transcende o cenário nacional. Lembro-me de conversar com um jogador que disse que após ser premiado, sua taxa por hora de stream praticamente dobrou.
O processo de seleção por trás das indicações
Como será que esses nomes chegam até a lista de indicados? O processo é mais complexo do que parece. Um comitê inicial analisa estatísticas de desempenho, consistência ao longo da temporada, impacto em campeonatos importantes e até mesmo a popularidade entre os fãs. Cada categoria tem seus próprios critérios específicos, o que explica a diversidade de perfis entre os concorrentes.
Para as categorias inclusivas, há todo um trabalho de curadoria para garantir que atletas de diferentes backgrounds tenham visibilidade. Organizações como a Women's Game League Brasil e a LGBTQIA+ eSports Association participam ativamente desse processo, identificando talentos que muitas vezes não teriam espaço nos holofotes tradicionais.
E falando em holofotes, a cerimônia em si promete inovações. Fontes próximas à produção comentam que teremos performances ao vivo de artistas brasileiros tocando trilhas sonoras icônicas de jogos, além de homenagens especiais a personalidades que contribuíram para o crescimento dos eSports no país. Será que veremos algo similar aos The Game Awards, mas com aquele tempero brasileiro que só nós sabemos fazer?
O impacto econômico por trás dos prêmios
Muita gente subestima o poder econômico que uma premiação como essa movimenta. Patrocinadores investem milhões para associar suas marcas ao evento, hotéis lotam com a chegada de delegações internacionais e a mídia especializada produz conteúdo durante semanas. Só na edição passada, calcula-se que o retorno midiático para os vencedores ultrapassou R$ 15 milhões em equivalentes publicitários.
E não são apenas os jogadores que se beneficiam. Organizações inteiras veem sua valorização disparar após bons resultados na premiação. Um executivo de uma das grandes organizações me contou confidencialmente que ser eleita "Melhor Organização" pode aumentar em até 30% o valor de negociação em futuros investimentos e parcerias comerciais.
O que me deixa particularmente curioso é como as categorias menos tradicionais vão se comportar este ano. O cenário de simracing, por exemplo, tem crescido absurdamente com brasileiros se destacando internacionalmente. E os mobile games? Free Fire e PUBG Mobile movimentam números que deixariam muitos jogos PC no chinelo.
Enquanto aguardamos a cerimônia, vale ficar de olho nas movimentações das organizações. Rumores indicam que algumas já estão preparando anúncios especiais para coincidir com a premiação - novos patrocínios, contratações bombásticas ou até mesmo expansões para novos games. A LOUD, por exemplo, tem mantido sigilo absoluto sobre seus planos para 2025, o que alimenta especulações sobre possíveis investimentos em cenários menos explorados.
E você, tem algum palpite sobre quem levará os prêmios principais? As redes sociais já fervilham com debates acalorados entre fãs de diferentes organizações. Particularmente, estou ansioso para ver como a votação popular vai influenciar nas categorias semipopulares - será que o poder da torcida vai surpreender o júri técnico?
Com informações do: Dust2
