G2 estreia com vitória convincente sobre a FURIA no IEM Cologne
A nova formação do G2 começou com o pé direito no IEM Cologne 2025, derrotando a FURIA por 2-0 em uma série que mostrou tanto o potencial da equipe europeia quanto os problemas persistentes da equipe brasileira.
Dust2: Começo promissor com alguns sustos
O primeiro mapa, escolha da FURIA, começou com o G2 dominando completamente o lado terrorista. A precisão robótica de malbsMd, combinada com as multi-kills de huNter- e MATYS, deixou a FURIA perdida, culminando em um impressionante 9-3 para o G2 no intervalo.
Mas o que parecia ser uma vitória tranquila quase virou um pesadelo quando o G2 mudou para o lado CT. A FURIA encontrou brechas na defesa adversária, mostrando uma abordagem mais agressiva que rendeu várias rodadas consecutivas. No final, porém, o G2 conseguiu se recuperar e fechar o mapa 13-11.
Inferno: Domínio completo
No segundo mapa, o G2 mostrou porque é considerado uma das melhores equipes do mundo atualmente. Com malbsMd liderando as entradas e huNter- comandando um lado T extremamente eficiente, a FURIA simplesmente não conseguiu responder à pressão.
O momento mais emblemático da série veio quando huNter- conseguiu um clutch improvável de 1 contra 5 usando apenas uma Five-Seven, praticamente decidindo o destino do mapa ali mesmo. A FURIA tentou reagir, mas dois rounds perdidos para economias ruins selaram seu destino, com o G2 fechando 13-8.
Estatísticas que impressionam
malbsMd: 33 kills, +6 de diferença, 79.3 ADR
huNter-: 31 kills, +4 de diferença, 79.4 ADR
MATYS: 31 kills, +1 de diferença, 73.1 ADR
Do lado da FURIA, apenas yuurih e molodoy conseguiram manter um desempenho positivo, enquanto veteranos como FalleN e YEKINDAR tiveram dias para esquecer.
Com essa vitória, o G2 avança para a próxima fase do upper bracket, onde enfrentará o vencedor do confronto entre Astralis e Vitality. Já a FURIA terá que se recuperar no lower bracket contra o perdedor desse mesmo duelo.
Análise tática: O que funcionou para o G2?
Observando mais de perto as estratégias do G2, fica claro que a equipe europeia apostou em uma abordagem híbrida que combinou agressividade controlada com execuções bem ensaiadas. No Dust2, por exemplo, o uso de smokes e flashes por MATYS abriu espaços perfeitos para malbsMd e huNter- dominarem os mid duels.
Um detalhe interessante foi como o G2 adaptou seu jogo após o intervalo no primeiro mapa. Quando a FURIA começou a explorar suas fraquezas no lado CT, o time rapidamente ajustou suas posições defensivas, com jks assumindo um papel mais flexível para cobrir as lacunas.
Os problemas persistentes da FURIA
Enquanto o G2 mostrava evolução, a FURIA continuou presa em padrões previsíveis. Suas tentativas de retomar o controle no Dust2 foram baseadas quase exclusivamente em jogadas individuais, sem a coordenação necessária para enfrentar um time organizado como o G2.
No Inferno, a situação piorou. A falta de sincronia nas execuções no bombsite B foi particularmente preocupante, com os jogadores brasileiros frequentemente entrando em momentos diferentes, permitindo que o G2 os eliminasse um por um. FalleN, normalmente conhecido por suas reads precisas, pareceu perdido em várias situações cruciais.
O fator malbsMd: Um novo astro em ascensão?
O desempenho de malbsMd merece atenção especial. O jovem jogador guatemalteco não apenas liderou seu time em kills, mas mostrou uma maturidade impressionante em situações de clutch. Seu 1v3 no 12° round do Inferno, onde eliminou yuurih, molodoy e FalleN com apenas 37HP, foi uma aula de posicionamento e controle emocional.
Analistas já começam a comparar seu estilo de jogo com o de ZywOo em seus primeiros anos, especialmente pela capacidade de alternar entre um papel agressivo e um estilo mais reativo conforme a necessidade da rodada.
Próximos desafios para ambas as equipes
Para o G2, o próximo confronto no upper bracket será um teste mais rigoroso de sua consistência. Se enfrentarem a Vitality, terão que lidar com o poder de fogo de ZywOo e Spinx. Contra a Astralis, o desafio será superar a disciplina tática do time dinamarquês.
Já a FURIA precisa urgentemente resolver questões fundamentais. A comunicação entre FalleN e YEKINDAR parece não estar no mesmo nível que com o antigo IGL arT, e as decisões de economia no Inferno foram questionáveis em vários momentos.
Um ponto positivo para os brasileiros foi o desempenho de molodoy, que mostrou flashes de brilhantismo mesmo na derrota. Se conseguir manter essa forma e receber melhor suporte de seus companheiros, pode se tornar a peça que faltava para a FURIA voltar ao topo.
Com informações do: HLTV


