G2 domina 3DMAX e segue na disputa pelo IEM Cologne
O time liderado por huNter- está a apenas uma vitória de garantir vaga no palco principal do LANXESS Arena após uma vitória convincente sobre a equipe francesa 3DMAX nesta segunda-feira (28/07).
Ancient: começo promissor, mas domínio de G2
A série começou com um momento espetacular de Alexandre "bodyy" Pianaro, que conseguiu dois aces em rounds consecutivos usando apenas pistolas USP. O veterano francês chegou a estar 13-2 no placar individual, ajudando a 3DMAX a abrir 4-2 no mapa Ancient.
Mas a superioridade tática de G2 apareceu quando mais importava. Após um timeout chamado por Eetu "sAw" Saha com o placar empatado em 8-8, a equipe fechou o mapa com cinco rounds consecutivos no lado Terrorista. As chamadas de Nemanja "huNter-" Kovač foram decisivas, especialmente em duas investidas perfeitas para o bombardeio A.
Inferno: supremacia incontestável
No segundo mapa, a história foi diferente. G2 teve um primeiro half equilibrado (6-6) no lado Terrorista de Inferno, mas mostrou porque é considerado um dos melhores times do mundo ao fechar o jogo com um segundo half perfeito - 7-0 no lado CT.
O desempenho de Álvaro "SunPayus" García foi particularmente animador para os fãs de G2. O sniper espanhol, que vinha tendo um desempenho abaixo do esperado no torneio, terminou como o jogador com mais kills no mapa (17) e um rating de 1.22.
Próximos desafios
Com a vitória, G2 agora aguarda o vencedor do confronto entre Falcons e FURIA para disputar uma vaga nas quartas de final. A partida está marcada para terça-feira (29/07) às 12:30 (horário local).
Dados estatísticos da série:
huNter- (G2): 30 kills, 1.35 rating
MATYS (G2): 28 kills, 1.28 rating
bodyy (3DMAX): 27 kills, 0.93 rating
Graviti (3DMAX): 16 kills, 0.77 rating
Para 3DMAX, mais uma decepção em um grande evento. A equipe francesa mantém seu status como um time sólido no top 15 mundial, mas segue sem conseguir repetir o desempenho do PGL Bucharest, onde alcançaram o top 8 no início do ano.
Análise tática: como G2 neutralizou 3DMAX
O que mais impressionou na vitória de G2 foi a capacidade de adaptação após o primeiro half em Ancient. Inicialmente vulnerável às investidas agressivas de 3DMAX, especialmente nas rotas middle e bombsite B, a equipe liderada por Rasmus "HooXi" Nielsen fez ajustes sutis mas eficazes. Passaram a priorizar utilitários mais conservadores e adotaram uma formação mais compacta nos retakes, limitando as opções de bodyy e companhia.
Um detalhe interessante foi o uso frequente de fakes no bombsite A durante o segundo half de Ancient. G2 executou pelo menos três investidas falsas bem-sucedidas, criando indecisão na defesa francesa. "Percebemos que eles reagiam muito rápido às fakes no primeiro half, então exploramos isso", explicou huNter- em entrevista pós-jogo.
O fator SunPayus: resgate de confiança
Álvaro "SunPayus" García vinha enfrentando críticas por seu desempenho inconsistente desde a ESL Pro League Season 18. No Inferno, porém, o sniper espanhol mostrou flashes de sua melhor forma. Seus três kills consecutivos no round 20 (incluindo um impossível no connector através da fumaça) foram decisivos para quebrar o moral de 3DMAX.
Estatísticas reveladoras:
SunPayus teve 72% de acerto com AWP em Inferno (contra 58% na fase de grupos)
83% de kills de abertura quando no lado CT
Aumento de 17% no dano por round comparado aos jogos anteriores
O dilema de 3DMAX: consistência no cenário internacional
Apesar do resultado, há pontos positivos para a equipe francesa. O desempenho de bodyy em Ancient (1.47 rating no primeiro half) comprova que ainda tem nível para competir no topo. O problema parece ser a falta de profundidade tática quando as coisas não saem conforme o planejado.
"Precisamos aprender a lidar melhor com os momentos de pressão", admitiu o capitão Aurélien "afro" Drapier. "Temos bons jogadores individuais, mas em torneios como este, a mentalidade coletiva faz toda diferença."
Vale destacar que 3DMAX chegou a vencer Astralis e Monte na fase de grupos, mostrando que podem incomodar equipes mais experientes. A questão que fica é: como transformar essas performances pontuais em consistência?
O que esperar do próximo confronto
Independente do adversário (Falcons ou FURIA), G2 precisará manter o mesmo nível de concentração. FURIA, em particular, apresenta um estilo de jogo completamente diferente - mais agressivo e imprevisível, o que historicamente causa problemas para a formação europeia.
Se for Falcons, o desafio será conter Ali "BOROS" Darwish, que vem em excelente forma. O jogador jordaniano lidera o torneio em kills de abertura (0.18 por round) e tem um impressionante 1.32 rating em mapas vencidos.
HooXi já antecipou que a equipe fará sessões extras de análise: "Não importa quem vença, sabemos que será um jogo completamente diferente. Precisamos estudar os novos padrões que essas equipes mostraram aqui em Colônia."
Com informações do: HLTV


