G2 Academy enfrenta problema com anti-cheat e pede revanche

A G2 Esports está solicitando que a última partida de sua equipe academy na United21 League Season 35 seja rejogada. O motivo? Um bug no sistema anti-cheat AKROS resultou no banimento injusto do jogador Klimentii 'kl1m' Krivosheev durante a série contra o fish123. O general manager de CS da organização, Petar "Peca" Marković, confirmou o ocorrido nesta quinta-feira.

Como o incidente afetou a partida

Na partida em questão, kl1m começou jogando e ajudou a G2 Ares a vencer por 13-3 no mapa Inferno. Porém, após o banimento, o russo foi substituído pelo técnico Nestor 'LETN1' Tanić. Com a mudança, o time sofreu uma virada impressionante: 10-13 na Ancient e um vexatório 0-13 na Dust2.

Essa derrota fez com que a G2 Ares, vice-campeã da Season 32, caísse para a lower bracket dos playoffs. Seu próximo jogo está marcado contra a Prestige para 1º de agosto, às 7h30.

Problemas com o anti-cheat AKROS

No X (antigo Twitter), Peca reclamou da demora na resposta dos responsáveis pelo AKROS: "A resposta demorou sete horas devido a diferenças de fuso horário, e só então o erro foi reconhecido, citando uma falha na API do Windows."

O manager foi enfático em sua crítica: "Ter uma partida decisiva decidida por um anti-cheat falho não é aceitável. Lidamos com cheaters se infiltrando diariamente em eventos online e no Premier do CS2, mas banir erroneamente jovens talentos durante uma de suas raras chances de provar seu valor é uma vergonha."

Não é o primeiro caso

kl1m não foi o único jogador afetado por problemas no AKROS. Georgiy "redzed" Zavertkin, da ARCRED, também foi banido erroneamente durante o CCT Europe Series 4 da Season 3. O russo precisou ser substituído às pressas, embora a punição tenha sido revertida posteriormente.

Sem redzed, a ARCRED acabou perdendo para a Sashi por 2-0. Essa foi a segunda derrota da equipe na fase de classificação, que agora precisa de três vitórias consecutivas para avançar aos playoffs.

O caso levanta questões importantes sobre a confiabilidade dos sistemas anti-cheat em competições profissionais. Quantos talentos podem estar sendo prejudicados por falhas técnicas? E qual o impacto desses erros no desenvolvimento das jovens promessas do cenário?

Impacto no desenvolvimento de jovens talentos

O cenário competitivo de CS:GO sempre foi um terreno desafiador para jogadores em ascensão. Com poucas oportunidades de mostrar seu valor em torneios reconhecidos, cada partida pode significar a diferença entre ser notado ou permanecer no anonimato. kl1m, por exemplo, vinha mostrando um desempenho consistente na G2 Ares, com média de 1.15 de rating nos últimos três meses.

E não é apenas sobre estatísticas. Psicologicamente, esses incidentes podem ser devastadores. Imagine treinar incansavelmente, finalmente ter sua chance, e então ser removido da partida por um erro técnico? Como isso afeta a confiança de um jogador que está tentando construir uma carreira?

Reação da comunidade e especialistas

O caso gerou discussões acaloradas no Reddit e em fóruns especializados. Alguns usuários apontaram que o AKROS, apesar de ser um dos anti-cheats mais utilizados em torneios online, tem histórico de problemas semelhantes. "É inaceitável que organizações continuem usando sistemas com falhas conhecidas em competições sérias", comentou um moderador do subreddit de CS:GO.

Analistas como Chad 'SPUNJ' Burchill já haviam alertado sobre esses riscos em transmissões anteriores: "Quando você coloca o futuro de jovens jogadores nas mãos de software que pode falhar, está basicamente rolando dados. Alguém sempre vai sair prejudicado."

O dilema das organizações

Por outro lado, as equipes se veem em um impasse. Sem sistemas anti-cheat eficazes, torneios online se tornam terreno fértil para trapaceiros. Mas quando esses mesmos sistemas falham e punem injustamente, quem arca com as consequências?

A G2 Esports não é a primeira e dificilmente será a última organização a enfrentar esse problema. Em 2022, a MOUZ precisou substituir Ádám "torzsi" Torzsás durante um jogo do ESL Pro League após um falso positivo no ESEA Anti-Cheat. Na época, a partida não foi reiniciada e o time acabou eliminado.

Possíveis soluções em discussão

Alguns especialistas sugerem a implementação de medidas de contingência, como:

  • Replays automáticos quando um jogador é banido erroneamente

  • Janelas de tempo maiores para revisão de casos antes da continuidade das partidas

  • Sistemas de backup que permitam a continuidade do jogo enquanto a análise é feita

Enquanto isso, a Valve permanece em silêncio sobre o assunto. A desenvolvedora do CS2 não se pronunciou sobre os recentes incidentes, nem sobre possíveis melhorias nos sistemas de detecção. Será que casos como o de kl1m finalmente farão a empresa repensar sua abordagem?

Com informações do: Dust2