O novo IGL da LOUD no VALORANT estreou com o pé direito. Após resolver questões de visto, o chileno erde fez seu primeiro jogo pela organização no último domingo (3) e participou da vitória da equipe, sobre a ENVY, no VALORANT Champions Tour 2026 - Americas Stage 1. A atuação chamou atenção do ex-jogador e streamer FNS que, em transmissão ao vivo, destacou o desempenho e o perfil do jogador de apenas 18 anos.
“O inglês desse cara é realmente muito bom. É o caller, certo? O cara novo. Eu gosto desse cara. Eu gosto desse cara, gosto bastante do estilo de jogo dele. Ele é super jovem, acabou de fazer 18. Ele estava jogando pela Leviatán Academy, incrível. Ele é bom, ele é bom pra caralho. Ele é confiante. Ele é confiante, tem um bom jogo e eu amo o inglês dele, o jeito que ele fala. Ele parece… eu sinto a liderança nele, é o que eu quero dizer”, opinou FNS.
O contexto da estreia de erde pela LOUD
erde assumiu a função de IGL na LOUD que anteriormente era ocupada por pANcada, recentemente desligado da organização após ter ficado por cerca de três meses no banco de reservas. Para a FNS, a escolha da organização brasileira em contratar um "líder" capacitado e jovem pode gerar retorno no longo prazo.
“Eu amo jogadores jovens que dão as calls, porque você sabe que, com o tempo, em um ou dois anos, ou até antes, eles acabam sendo bons pra caralho como callers. Então, sempre vale a pena. É uma baita de uma boa decisão a se tomar. “Você começou sua carreira como caller?” (pergunta do chat). Basicamente, eu já era caller quando joguei meu primeiro jogo profissional de CS”, completou o streamer.
O que esperar do futuro da LOUD no VCT 2026
A LOUD de erde e companhia ainda tem um último compromisso pela fase regular do VCT Americas 2026 Stage 1 que será decisivo para o futuro na competição. A equipe enfrenta a Leviatán, neste domingo (10), às 18h. A partida promete ser um teste de fogo para o jovem IGL, que terá pela frente sua ex-equipe.
Você já parou pra pensar no quanto a confiança de um IGL pode impactar o time? Pelo visto, FNS acredita que erde tem exatamente isso — e mais um pouco. A torcida da LOUD, claro, já está de olho.
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Mas o que realmente faz de erde um IGL tão promissor? Não é só o inglês afiado ou a confiança que transparece nas entrevistas. Quem acompanha o cenário competitivo de VALORANT sabe que a Leviatán Academy não era exatamente um time de destaque — e ainda assim, o garoto conseguiu se destacar. Isso me lembra de uma conversa que tive com um amigo analista: ele dizia que IGLs jovens geralmente têm uma vantagem cruel — eles não carregam o peso de fracassos passados. Não têm medo de arriscar. E erde parece encaixar perfeitamente nesse perfil.
Outro ponto que FNS tocou e que merece atenção é a questão da liderança. Não é fácil, aos 18 anos, chegar numa organização do tamanho da LOUD e assumir o microfone. A pressão da torcida brasileira, que já viu o time ser campeão do mundo, é algo que quebraria muita gente. Mas erde, pelo visto, não se abala. Durante a partida contra a ENVY, deu pra perceber nas imagens da transmissão: ele estava calmo, dando calls objetivas, sem hesitação. Os companheiros pareciam confiar cegamente nas decisões dele.
E olha que o cenário não estava fácil. A LOUD vinha de uma fase turbulenta, com a saída do pANcada e a necessidade de se reencontrar como equipe. Muitos times, nessa situação, entrariam em parafuso. Mas a LOUD não. Pelo contrário, a vitória sobre a ENVY mostrou uma equipe coesa, com uma comunicação fluida — algo que, convenhamos, não era exatamente o forte do time nas últimas competições.
Você já reparou como times brasileiros de VALORANT costumam ter dificuldade com IGLs estrangeiros? Não é segredo que a barreira do idioma já atrapalhou outras organizações. Mas erde parece ter resolvido isso antes mesmo de pisar no Brasil. O inglês dele, como FNS destacou, é realmente impressionante. E não é só o vocabulário — é a entonação, a clareza, a capacidade de passar confiança em momentos de pressão. Isso, no VALORANT, vale ouro.
Agora, o próximo desafio é contra a Leviatán. E aqui a história fica ainda mais interessante. erde vai enfrentar a organização que o formou, que o viu crescer. É o tipo de partida que mexe com o emocional de qualquer jogador. Será que ele vai conseguir manter a frieza? Ou a nostalgia vai atrapalhar? Pelo que vimos até agora, aposto na primeira opção. Mas o VALORANT é imprevisível — e é por isso que a gente ama esse esporte.
Outra coisa que me chamou atenção foi a reação da comunidade. Nos fóruns e redes sociais, a torcida da LOUD está, no mínimo, esperançosa. Claro, sempre tem os pessimistas de plantão que dizem que “um jogo não define nada”. E eles não estão totalmente errados. Mas, poxa, a estreia foi boa demais para ser ignorada. O erde mostrou que tem estrela. E, no esporte eletrônico, estrela muitas vezes é o que separa os bons dos lendários.
Vale lembrar também que a LOUD não é uma equipe qualquer. A organização tem uma estrutura de suporte que poucos times no mundo têm. Psicólogos, analistas, treinadores de ponta — tudo isso ajuda um jovem IGL a se desenvolver. E, sinceramente, acho que a LOUD aprendeu com os erros do passado. Lembra quando tentaram forçar um IGL que não estava pronto? Pois é. Dessa vez, parece que fizeram a lição de casa.
O que me deixa curioso é: até onde erde pode levar esse time? O VCT Americas 2026 Stage 1 está apenas começando, e a LOUD ainda precisa mostrar consistência. Mas, se a estreia for um indicativo do que está por vir, podemos estar diante do início de uma nova era para a organização. Uma era onde a liderança jovem, a confiança e a comunicação clara são as armas secretas.
Fonte: THESPIKE









