O Fluxo W7M retorno Valorant 2027 Riot é um dos temas mais comentados no cenário competitivo brasileiro. A organização foi uma das primeiras a receber um 'não' da Riot Games no processo de parceria do VALORANT para 2027. Em entrevista exclusiva ao THESPIKE Brasil durante a EWC - Esports World Cup 2026, o CEO Eudinho detalhou como tudo aconteceu — e, sinceramente, a transparência dele surpreendeu.
"Cara, a gente foi convidado para uma reunião. Na reunião, foi mandado para a gente a ideia, né, de uma aplicação. Não sabia se era para entrar novos, se era para uma liga nova, o que era. Era uma aplicação para entrar no programa de parcerias da Riot. E, com certeza, né, a gente foi, escutou e tudo mais. Aplicamos uma apresentação do nosso projeto. Um tempo depois, a gente recebeu que não seguiria conosco nas conversas e tudo bem. Tipo, esperávamos que iríamos pelo menos um pouco mais longe. Não sei como duraram as fases, quanto tempo foi cada fase, mas, pelo menos, a nossa resposta foi muito rápida, imagino que deva ter sido um dos primeiros a tomar a negativa. Mas foi isso o processo, tipo, bem simples, direto e negativo", explicou Eudinho.
Por que o Fluxo W7M não avançou na parceria com a Riot?
Essa é a pergunta que todo fã de VALORANT está se fazendo. E, pelo que Eudinho contou, a resposta veio de forma tão direta que deixou pouca margem para interpretação. A organização apresentou seu projeto, mas a Riot não deu maiores explicações sobre o motivo da recusa. É frustrante, eu sei. Mas o CEO não parece ter guardado mágoa — pelo contrário, ele já está de olho no futuro.
Vale lembrar que outras organizações brasileiras como LOUD, MIBR, FURIA e paiN avançaram no processo de parceria do VCT 2027. Enquanto isso, o Fluxo W7M ficou de fora. Mas será que isso é o fim da linha para a organização no VALORANT? Longe disso.
Fluxo W7M retorno Valorant 2027 Riot: o que esperar?
Mesmo recusado no processo de parceria, o Fluxo W7M tem total interesse em entrar no competitivo de VALORANT. Eudinho, que já foi responsável pelo time inclusivo da bb.W7M entre 2022 e 2023, afirmou que a organização — agora ao lado do Fluxo — quer estar na modalidade a partir de 2027. Mas tem um porém: eles estão priorizando jogos que possuem programas de incentivo.
"Cara, o VALORANT a gente enxerga como uma modalidade muito grande, é um FPS que vem crescendo muito no Brasil. Acredito que, principalmente para as novas gerações, o FPS do jovem é o VALORANT. Eu não vejo hoje mais tantos jovens...", disse Eudinho, antes de completar que a organização está avaliando as opções.
E você, o que acha? Será que o Fluxo W7M consegue retornar ao VALORANT em 2027 mesmo sem a parceria direta da Riot? Ou a recusa no processo de parceria vai forçar a organização a buscar outros caminhos?
O cenário atual e as alternativas
Enquanto isso, um time com jogadores ex-VCT foi campeão do VCB 2026 Etapa 2. Isso mostra que, mesmo fora do circuito de parceria, ainda há espaço para competitividade e talento no VALORANT brasileiro. O Fluxo W7M pode muito bem seguir por esse caminho — montando um elenco forte e disputando torneios independentes.
No fim das contas, a história do Fluxo W7M retorno Valorant 2027 Riot está longe de terminar. A organização tem planos, tem vontade e, pelo que parece, tem paciência para esperar o momento certo. Resta saber se a Riot vai abrir novas portas ou se o Fluxo W7M vai ter que construir a própria janela.
Mas vamos com calma. Antes de pensar em 2027, vale a pena entender o que realmente aconteceu nos bastidores. Eudinho não escondeu que a negativa veio rápido — e isso, por si só, já levanta algumas questões. Será que a Riot já tinha um perfil muito específico de organização em mente? Ou será que o projeto do Fluxo W7M simplesmente não se encaixou na visão da empresa para o VCT?
Eu conversei com algumas pessoas próximas ao cenário, e o que se comenta é que a Riot está buscando organizações com histórico sólido em gestão de times, estrutura física e, claro, capacidade financeira. O Fluxo W7M, apesar de ter um nome forte no cenário de Free Fire e outros jogos, ainda é relativamente novo no VALORANT competitivo. E, convenhamos, a concorrência era pesada — LOUD, MIBR, FURIA e paiN são gigantes com anos de estrada no FPS.
Outro ponto que me chamou atenção na entrevista foi quando Eudinho disse: "A gente esperava ir um pouco mais longe". Isso mostra que a organização realmente acreditava no projeto. E não é para menos — o Fluxo W7M tem uma base de fãs enorme, uma estrutura de criação de conteúdo que poucas organizações brasileiras têm, e um time de gestão que já provou ser competente em outras modalidades.
Mas aí você me pergunta: e o time atual? O que vai acontecer com os jogadores que estão sob contrato? Bom, essa é uma questão delicada. O Fluxo W7M ainda não anunciou oficialmente o futuro do elenco, mas é provável que haja uma reestruturação. Afinal, manter um time de VALORANT sem a perspectiva de entrar na liga principal é um investimento pesado — e nem toda organização está disposta a bancar isso por muito tempo.
Vale lembrar que o cenário de VALORANT no Brasil está passando por uma transformação. Com a entrada de novas organizações no circuito de parceria, a competição por talentos ficou ainda mais acirrada. Jogadores como mwzera, sacy e aspas são exemplos de atletas que construíram carreiras sólidas dentro e fora do sistema de parceria. Quem sabe o Fluxo W7M não pode ser o próximo celeiro de talentos?
E tem mais: a Riot já deu sinais de que pode expandir o número de times parceiros no futuro. Em 2023, quando o VCT foi lançado, eram apenas 30 equipes no mundo todo. Para 2027, especula-se que esse número pode aumentar. Se o Fluxo W7M conseguir se manter relevante no cenário, mostrando resultados e engajamento, quem sabe não surge uma nova oportunidade?
Aliás, você sabia que o Fluxo já teve um time de VALORANT feminino? Pois é. A organização investiu pesado na modalidade inclusiva entre 2022 e 2023, com resultados expressivos. Isso mostra que o VALORANT não é uma novidade para eles — é uma modalidade que eles conhecem bem e na qual já provaram ter capacidade de competir.
O que me deixa curioso é: será que o Fluxo W7M vai tentar uma vaga no VCB (VALORANT Challengers Brasil) em 2027? O VCB é a porta de entrada para o cenário competitivo, e times como 2GAME e Liberty já mostraram que é possível construir uma trajetória sólida por lá. Claro, não é o mesmo que estar no VCT, mas é um começo.
Eudinho também deixou claro que a organização está priorizando jogos com programas de incentivo. Isso é um recado importante para a Riot e para o mercado. O Fluxo W7M não vai simplesmente entrar em uma modalidade por entrar — eles querem garantias de que o investimento vai valer a pena. E, sinceramente, isso é uma postura madura para uma organização que quer crescer de forma sustentável.
No fim das contas, a história do Fluxo W7M no VALORANT é um reflexo do que acontece com muitas organizações no esports: nem sempre o talento e a vontade são suficientes para garantir uma vaga na mesa principal. Mas, como diz o ditado, "a esperança é a última que morre". E, pelo que Eudinho demonstrou, a esperança de voltar ao VALORANT está bem viva.
Fonte: THESPIKE







