9 de agosto de 2026 às 10:32
Escrito por vitoriavonb

O Fluxo perdeu para a FNATIC e está eliminado do open qualifier da Esports World Cup 2026. A equipe brasileira perdeu os dois mapas por 10-13, e para o capitão do time, Raphael "exit" Lacerda, o Fluxo perdeu para si mesmo por não ter tido mais calma.

Em uma entrevista exclusiva à Dust2 Brasil, exit abriu o jogo sobre os erros cruciais que custaram a eliminação precoce. A declaração de exit sobre o Fluxo em agosto de 2026 revela um time que reconhece seu potencial, mas que ainda tropeça em detalhes fundamentais.

O diagnóstico de exit: falta de calma nas horas decisivas

"Sendo bem sincero, senti que essa Inferno perdemos para nós mesmos. Perdemos um eco seco deles e isso já quebra nossa economia, já quebra o momento, é um round que dificulta muito o jogo", disse exit.

O capitão continuou sua análise detalhada sobre o que faltou para o time brasileiro:

  • Controle emocional em rounds decisivos
  • Paciência em situações de vantagem numérica
  • Execução mais limpa em momentos de pressão

"Além disso, estávamos muito bem no jogo, mesmo perdendo o eco eu senti que estávamos bem, estávamos controlando o jogo, mas pecamos em não ter um pouco mais de calma em alguns momentos, em alguns situacionais que eram importantes. Teve um round que estava 2x2 com a C4 nossa na base e faltou um pouco mais de calma. Senti que faltou calma para finalizar os rounds, não senti que jogamos mal esse mapa mas é difícil, a sensação é de que perdemos para nós mesmos. Jogamos bem, mas faltou esse finalzinho."

O que a declaração de exit revela sobre a estabilidade do Fluxo

O Fluxo deixa o open qualifier em 17º-32º lugar, caindo na primeira rodada dos playoffs. De acordo com exit, o time acreditava que poderia ir mais longe na sua tabela, mas que ficou um saldo positivo por terem ganhado mais experiência.

"É uma mistura de experiência, de jogar um campeonato contra esses times, precisamos jogar muitos campeonatos para pegar mais casca de jogos oficiais. Jogar uma LAN internacional acho que foi bom para todo mundo, apesar de que nós infelizmente não conseguimos avançar como esperávamos", completou o capitão.

A entrevista de exit sobre o Fluxo em agosto de 2026 deixa claro que o time está no caminho certo, mas precisa urgentemente trabalhar a parte mental e a comunicação em situações de alta pressão. A pergunta que fica é: será que o Fluxo vai conseguir transformar essa experiência em resultados consistentes nos próximos campeonatos?

O time agora volta ao Brasil para treinar e se preparar para as próximas competições do calendário. A comissão técnica terá muito trabalho pela frente para corrigir os erros apontados pelo capitão e buscar a tão almejada estabilidade que o time vem perseguindo desde a formação do elenco atual.

E essa não é a primeira vez que o Fluxo esbarra nesse tipo de problema. Desde que a line-up atual foi montada, no início de 2026, o time oscila entre atuações sólidas contra adversários de peso e tropeços inesperados justamente quando a pressão aumenta. Contra a FNATIC, por exemplo, o time brasileiro chegou a abrir vantagem no placar em ambos os mapas, mas viu a equipe europeia crescer nos momentos finais. É um padrão que se repete, e que exit reconhece com uma honestidade rara no cenário.

“A gente tem que entender que contra esses times não pode dar mole. A FNATIC é uma equipe que puni qualquer erro, e a gente deu alguns. Não é questão de talento, porque talento a gente tem de sobra. É questão de cabeça, de estar 100% focado em cada round, em cada decisão”, completou o capitão, visivelmente frustrado com o resultado.

O peso da experiência internacional no desenvolvimento do time

Mesmo com a eliminação precoce, a participação no open qualifier da Esports World Cup 2026 teve um valor que vai além do resultado. Para um elenco que ainda está em fase de construção, jogar uma LAN internacional — mesmo que em uma fase inicial — oferece um aprendizado que não se consegue em treinos ou em campeonatos online.

O Fluxo enfrentou não apenas a FNATIC, mas também equipes de outros países nas fases anteriores do qualifier. Essa exposição a diferentes estilos de jogo, a necessidade de se adaptar rapidamente a novas táticas e a pressão de jogar em um palco internacional são experiências que, segundo exit, vão ajudar o time a evoluir.

“Cada jogo que a gente joga fora do Brasil é uma aula. A gente vê como os times se comportam, como eles reagem a determinadas situações, e isso é muito valioso. A gente vai voltar para casa com a cabeça cheia de coisas para trabalhar”, afirmou.

O que precisa mudar para o Fluxo se estabilizar?

Quando questionado sobre o que exatamente falta para o time encontrar a consistência que tanto busca, exit foi direto: “Precisamos estar na mesma página. Em todos os momentos do jogo, seja no early game, no meio do round ou no clutch, precisamos ter a mesma leitura. Às vezes um quer fazer uma coisa e o outro quer fazer outra, e isso custa rounds.”

Essa falta de sincronia é algo que se manifesta em detalhes. Em um dos rounds decisivos da Inferno, por exemplo, o Fluxo tinha dois jogadores contra um da FNATIC, mas a comunicação falhou e o time acabou dando a rodada de graça. Situações como essa, segundo o capitão, são as que mais doem.

“Não é que a gente não saiba jogar. A gente sabe. Mas em momentos de pressão, a gente acaba tomando decisões diferentes, e isso quebra a nossa estrutura. A gente precisa confiar mais no que foi treinado, no que foi combinado, e executar sem pensar demais”, explicou.

Outro ponto levantado por exit foi a importância de manter a calma em situações de vantagem. “Quando a gente está ganhando, parece que a gente quer matar o jogo logo, e acaba forçando coisas que não precisam ser forçadas. A gente precisa aprender a controlar o ritmo, a não dar espaço para o adversário voltar para o jogo.”

Essa declaração de exit sobre o Fluxo em agosto de 2026 mostra um líder que entende exatamente onde o time está errando, mas que também sabe que a solução não é simples. Não é uma questão de trocar um jogador ou mudar a tática — é algo mais profundo, que envolve confiança, comunicação e maturidade competitiva.

O caminho para a estabilidade, portanto, passa por um trabalho árduo nos treinos, mas também por uma mudança de mentalidade. O Fluxo precisa aprender a jogar com a mesma intensidade e foco quando está perdendo e quando está ganhando. Precisa confiar no processo e não se desesperar quando as coisas não saem como o planejado.

E é exatamente isso que exit espera ver nos próximos compromissos do time. “A gente vai trabalhar muito para isso. Vamos assistir aos VODs, vamos conversar, vamos treinar situações específicas. Eu acredito muito nesse time, e sei que a gente vai chegar lá. É só uma questão de tempo e de paciência.”

Enquanto isso, a torcida do Fluxo segue na expectativa, acompanhando cada passo dessa jornada. A base é boa, o potencial é evidente, e as declarações do capitão mostram que o time está ciente dos próprios defeitos. Agora, resta saber se o Fluxo vai conseguir transformar essa autoconsciência em resultados práticos dentro do servidor.



Fonte: Dust2