A oitava temporada da ESL Impact League, a principal competição feminina de Counter-Strike, está começando nesta quarta-feira com a fase online nas três regiões: Europa, América do Sul e América do Norte. Um total de 32 equipes disputará durante os próximos dois meses oito vagas para a final sazonal, que acontecerá em Estocolmo em novembro, com um prize pool de US$ 223.000.
Europa: Valkyries buscam retorno ao trono
Na Europa, quatro vagas estão em jogo, com as Imperial Valkyries buscando retornar ao topo após sofrerem sua primeira derrota na Impact League na temporada 7 para suas rivais brasileiras da FURIA fe. Elas serão as grandes favoritas para conquistar o primeiro lugar no Grupo B e uma vaga direta para Estocolmo, opondo-se à NIP Impact, que garantiu o primeiro lugar na fase de grupos na temporada passada e chegou às semifinais em Dallas.
Os primeiros jogos da Europa incluem:
NIP Impact vs 888aura (10/09, 14:30)
Nemesis Impact vs BIG EQUIPA (10/09, 14:30)
Let Her Cook vs Flame Sharks fe (11/09, 14:30)
Imperial Valkyries vs Overpeek (11/09, 14:30)
América do Sul: FURIA fe defende título
As atuais campeãs, FURIA fe, serão as grandes favoritas para garantir uma das duas vagas disponíveis na América do Sul, junto com a MIBR fe, que quebrou uma longa sequência de domínio das rivais ao vencer o Lótus Challenge 2025 no mês passado.
Os primeiros confrontos na América do Sul:
Quem Sao Elas vs Dusty Roses (10/09, 17:00)
MIBR fe vs Atrix (10/09, 17:00)
Curralzinho vs thekillaz fe (11/09, 17:00)
FURIA fe vs CAPIVARAS (11/09, 17:00)
América do Norte: Shimmer e FlyQuest RED como favoritas
Na América do Norte, a ex-equipe Supernova Comets, agora competindo como Shimmer, espera repetir a surpreendente campanha que as levou à final na Temporada 7. A sempre presente FlyQuest RED será a outra grande favorita, hoping to make it eight for eight finals in this season.
Os jogos de abertura na América do Norte:
FlyQuest RED vs Ghost (10/09, 18:30)
Shimmer vs Black Mold (10/09, 19:30)
wwaves vs Legacy Lotus (11/09, 19:30)
Nocturnal vs Little Bocks (11/09, 19:30)
O que mais me impressiona nessas competições femininas é como o cenário vem evoluindo rapidamente. A rivalidade entre FURIA fe e MIBR fe na América do Sul, por exemplo, mostra que a região está se desenvolvendo de forma impressionante. E na Europa, a queda das Imperial Valkyries na temporada passada prova que nada está garantido - até as melhores equipes podem ser surpreendidas.
Mas vamos falar um pouco mais sobre as equipes que podem surpreender nesta temporada. Na Europa, todas as atenções estão voltadas para a Let Her Cook, uma equipe que vem mostrando um crescimento consistente nos últimos meses. Elas podem não ser as favoritas no papel, mas têm demonstrado uma química impressionante e estratégias bem trabalhadas que podem causar problemas até para as grandes equipes.
E não podemos esquecer da BIG EQUIPA, que trouxe algumas jogadoras experientes do cenário internacional. A combinação de jovens talentos com veteranas pode ser justamente o diferencial que precisam para avançar para as finais. Será que conseguem superar as expectativas?
América do Sul: Além das favoritas
Enquanto FURIA fe e MIBR fe dominam as conversas, outras equipes sul-americanas estão construindo projetos interessantes. A CAPIVARAS, por exemplo, vem mostrando um jogo agressivo que pode pegar muitas equipes desprevenidas. E a Dusty Roses tem uma estilo de jogo mais metódico, focando em estratégias bem ensaiadas e execução precisa.
O que mais me chama atenção no cenário sul-americano é como as equipes menores estão evoluindo tecnicamente. Antes, havia uma clara diferença de nível entre as duas principais e o restante. Agora, as distâncias estão diminuindo, e qualquer equipe pode vencer em qualquer dia. Isso torna a competição muito mais emocionante para quem acompanha.
América do Norte: A renovação do cenário
O cenário norte-americano passa por uma interessante transformação. Com a saída de algumas organizações estabelecidas, novas equipes estão emergindo com ideias frescas e abordagens diferentes do jogo. A Shimmer, ex-Supernova Comets, é talvez o melhor exemplo disso - uma equipe que ninguém esperava que chegasse tão longe na temporada passada.
E falando em surpresas, a Black Mold é outra equipe que merece atenção. Elas vêm de uma vitória importante no último torneio qualificatório e parecem ter encontrado uma identidade de jogo que funciona para seu conjunto de jogadoras. Contra a Shimmer na estreia, terão a chance imediata de provar seu valor.
O que observo nas transmissões das partidas norte-americanas é um nível de entusiasmo contagiante. As jogadoras parecem estar se divertindo mais, o que acaba refletindo em um Counter-Strike mais criativo e imprevisível. Essa energia positiva só beneficia o crescimento do cenário como um todo.
O formato da competição e sua evolução
Vale destacar como a ESL vem ajustando o formato da Impact League ao longo das temporadas. Desta vez, as fases de grupos foram redesenhadas para garantir mais jogos decisivos e menos partidas que não significam nada para as equipes já classificadas. São pequenas mudanças, mas que fazem toda a diferença para a qualidade da competição.
Outro aspecto interessante é o aumento gradual do prize pool. Os US$ 223.000 representam não apenas um reconhecimento do crescimento do cenário feminino, mas também um incentivo crucial para que mais organizações invistam em equipes femininas. O dinheiro ainda está longe do cenário principal, mas a trajetória é promissora.
E falando em investimento, não posso deixar de notar como as transmissões profissionais da ESL Impact League têm elevado o patamar de produção. Com narradores e comentaristas dedicados, análises técnicas profundas e um tratamento igualitário em relação às outras competições, a ESL está mostrando como se faz uma liga feminina de verdade.
Mas voltando às equipes, algo que me surpreende a cada temporada é a velocidade com que novas jogadoras emergem. Jovens talentos que ninguém conhecia seis meses atrás suddenly estão fazendo plays incríveis contra equipes estabelecidas. Essa renovação constante é vital para manter o cenário dinâmico e competitivo.
Na Europa, por exemplo, a Nemesis Impact tem uma jogadora de 17 anos que vem chamando atenção nas pugs e torneios menores. Se ela conseguir traduzir esse desempenho para a competição principal, pode ser uma das revelações da temporada. São histórias como essa que tornam o acompanhamento da liga tão gratificante.
E você, tem acompanhado a evolução do cenário feminino de Counter-Strike? Qual equipe acha que será a grande surpresa desta temporada? As partidas prometem muitas emoções e, quem sabe, algumas reviravoltas que ninguém esperava.
Com informações do: HLTV


