Denúncias abalam o cenário competitivo do VALORANT
O ex-jogador profissional e agora analista Sean Gares revelou um esquema de manipulação de resultados e apostas ilegais envolvendo times e jogadores do Tier 2 do VALORANT na América do Norte. As acusações, feitas em suas redes sociais, apontam para um sistema organizado de subornos e resultados combinados em torneios secundários do jogo.
Como funcionava o esquema
Segundo Gares, o esquema envolvia:
Combinação prévia de resultados entre equipes
Pagamento de subornos para jogadores "trollarem" partidas
Uso de informações privilegiadas para apostas ilegais
Envolvimento de organizações menores do cenário
"Alguns jogadores estavam claramente perdendo de propósito em situações inexplicáveis", relatou Gares, que acompanha de perto o cenário competitivo. "Quando você analisa as odds das casas de apostas e compara com o desempenho em jogo, fica nítido que algo estava errado."
Impacto no cenário competitivo
O VALORANT, desenvolvido pela Riot Games, tem investido pesado em seu circuito competitivo global. A revelação desse esquema coloca em xeque a integridade dos torneios menores, que servem como porta de entrada para novos talentos. A Riot ainda não se pronunciou oficialmente sobre as acusações, mas a comunidade espera uma investigação rigorosa.
Especialistas apontam que o problema pode ser maior do que parece. "O Tier 2 sempre foi vulnerável a esse tipo de prática", comenta um analista anônimo. "Sem salários altos e com pouca visibilidade, alguns jogadores ficam tentados a ganhar dinheiro fácil."
Detalhes das partidas manipuladas
Fontes próximas ao cenário revelaram que as partidas suspeitas ocorriam principalmente em torneios online de menor expressão, onde a fiscalização era mais branda. Em alguns casos, jogadores cometiam erros básicos de forma recorrente, como:
Não usar habilidades em momentos cruciais
Posicionamentos inexplicavelmente ruins
Tomada de decisão incoerente com o nível competitivo
Padrões repetitivos de compras de armas desvantajosas
Um caso emblemático citado por observadores foi uma partida onde um time favorito perdeu propositalmente para uma equipe considerada mais fraca. As odds nas casas de apostas chegaram a 12:1 para a vitória do underdog horas antes do jogo - um movimento atípico que chamou atenção.
O papel das organizações
Embora a maioria das acusações recaia sobre jogadores individuais, investigações paralelas sugerem que algumas organizações menores podem ter se beneficiado indiretamente do esquema. Relatos indicam que:
Alguns managers sabiam das manipulações mas fecharam os olhos
Organizações pressionavam jogadores a aceitarem "acordos"
Contratos incluíam cláusulas abusivas que facilitavam a exploração
"Quando você é um jogador desconhecido tentando sobreviver no Tier 2, fica vulnerável a esse tipo de pressão", explica um ex-atleta que preferiu não se identificar. "Muitos têm medo de denunciar por receio de nunca mais conseguir entrar em uma organização."
Reação da comunidade
O cenário competitivo do VALORANT na América do Norte está em polvorosa. Nas redes sociais, profissionais e fãs dividem-se entre:
Os que defendem punições exemplares para todos envolvidos
Quem argumenta que o sistema precário do Tier 2 cria essas distorções
Aqueles que pedem mais transparência e regulamentação por parte da Riot
Alguns streamers populares começaram a analisar publicamente partidas suspeitas, apontando momentos onde o desempenho dos jogadores claramente não correspondia ao esperado. Esses vídeos viralizaram, aumentando a pressão por uma resposta oficial.
Enquanto isso, rumores indicam que a Riot Games estaria preparando mudanças na estrutura dos torneios secundários, possivelmente incluindo:
Maior monitoramento das partidas
Programas educativos sobre apostas esportivas
Mecanismos de denúncia anônima mais eficientes
Parcerias com plataformas de apostas para identificar padrões suspeitos
Com informações do: ValorantZone


