Com metade da temporada 2026 quase no fim, já dá para sentir o cheiro de quem está evoluindo de verdade. Afinal, quais times estão indo na direção certa? Quem encontrou sua identidade depois de mexer no elenco? Para ter uma noção clara dessa progressão, nada melhor do que comparar o desempenho do Kickoff com o Stage 1. E, olha, a lista de equipes mais melhoradas stage 1 2026 tem algumas surpresas — times que pareciam perdidos e deram a volta por cima. Vamos mergulhar nessa análise.
Team Heretics: da crise ao topo
Se você acompanhou o VALORANT Champions Tour 2026 - EMEA Kickoff, deve lembrar que a Team Heretics parecia completamente perdida. De cinco partidas, venceu apenas duas, terminando em sexto lugar e perdendo a vaga para o Masters Santiago 2026. No Stage 1, o começo não foi muito melhor: derrota para a Natus Vincere e uma mudança drástica no elenco. ComeBack saiu, Koshmaras entrou — e tudo isso só alguns dias antes do próximo jogo. Parecia loucura, né? E a derrota seguinte para a Team Liquid só confirmou o caos.
Mas aí algo mudou. Koshmaras deixou de lado o papel anterior de ComeBack e começou a jogar com Neon, seu agente favorito. E, de repente, o time deslanchou. Eles passaram pela fase de grupos, foram mandados para a chave inferior nos playoffs e, em vez de desmoronar, eliminaram todo mundo — incluindo Fnatic e Eternal Fire em revanches emocionantes. Chegaram à grande final, jogaram o máximo de partidas possível e, mesmo assim, derrotaram a Team Vitality para levar o título regional. Sexto lugar no Kickoff para campeões do Stage 1. Isso, meus amigos, é o que eu chamo de evolução.
O que explica essa reviravolta?
Na minha opinião, o segredo foi a adaptação. Muitos times teriam afundado depois de uma mudança de última hora no elenco, mas os Heretics usaram isso como combustível. Koshmaras trouxe uma energia nova, e o time aprendeu a jogar em torno das fraquezas dele — em vez de forçá-lo a ser uma cópia do antecessor. Além disso, a pressão dos playoffs parece ter unido o grupo. É frustrante quando um time não consegue se encontrar, mas quando finalmente acontece, o resultado é lindo de ver.
Outro ponto: a consistência tática. Enquanto outros times vacilavam, os Heretics mantiveram a calma nos momentos decisivos. Eles não são os melhores individualmente, mas como equipe, mostraram uma sinergia que faltava no início do ano. Isso me faz pensar: será que o problema original era mais de química do que de habilidade?
Outros times que merecem destaque
Claro, os Heretics não são os únicos. Dá para citar pelo menos mais duas equipes mais melhoradas stage 1 2026 que viraram o jogo:
- FNATIC: Depois de um Kickoff mediano, a FNATIC ajustou a comunicação e subiu de produção. Não chegaram à final, mas a evolução tática foi nítida — especialmente no controle de mapa.
- Eternal Fire: Esse time começou devagar, mas encontrou um ritmo assassino no Stage 1. A rotação de elenco no meio da temporada parece ter dado certo, e eles estão colhendo os frutos agora.
O que todos esses times têm em comum? Eles não desistiram depois de tropeços iniciais. Em vez disso, usaram os erros como aprendizado. E, convenhamos, no cenário competitivo de VALORANT, isso é mais raro do que deveria ser.
O que esperar daqui para frente?
A temporada 2026 ainda tem muita lenha para queimar. Com o Stage 1 encerrado, os olhos já se voltam para o próximo grande evento. Será que os Heretics conseguem manter o nível? Ou vão cair na armadilha da zona de conforto? A história mostra que times que sobem rápido também podem desabar com a mesma velocidade. Mas, por enquanto, a trajetória deles é inspiradora.
Para quem quer acompanhar de perto, sugiro ficar de olho nas estatísticas de Koshmaras — o impacto dele vai além do KDA. E, claro, não subestime os times que estão chegando com tudo. O cenário está mais equilibrado do que nunca, e qualquer descuido pode custar caro.
O impacto de Koshmaras: mais que um simples substituto
Vamos ser sinceros: quando a Team Heretics anunciou a saída de ComeBack e a entrada de Koshmaras, eu — e provavelmente você também — pensei que era o fim da linha para eles. Trocar um jogador dias antes de uma partida decisiva? Parecia desespero. Mas, olhando agora, foi uma jogada de mestre. Koshmaras não veio para ser uma cópia carbono do antecessor. Ele trouxe um estilo próprio, mais agressivo, que pegou os adversários desprevenidos.
O que me impressiona é como ele se adaptou ao papel de "entry fragger" com Neon. Não é fácil assumir essa responsabilidade em um time que já estava cambaleando. Mas ele fez isso com uma confiança que contagiou o resto do elenco. E não é só questão de abates — é a pressão que ele coloca nos defensores, abrindo espaço para os outros brilharem. Você já reparou como o MiniBoo parece mais solto agora? Pois é, não é coincidência.
Além disso, a química com o resto do time melhorou visivelmente. Nas entrevistas pós-jogo, dá para ver que eles estão rindo mais, trocando ideias sem aquela tensão de antes. Isso, no VALORANT competitivo, vale ouro. Um time que se diverte joga melhor. Ponto final.
E a FNATIC? A evolução silenciosa
Enquanto os Heretics roubam os holofotes, a FNATIC fez um trabalho de formiguinha que merece respeito. No Kickoff, eles pareciam um time sem identidade — perdendo para equipes que, teoricamente, eram inferiores. Mas no Stage 1, algo mudou. Não foi uma revolução, mas uma série de pequenos ajustes que, somados, fizeram diferença.
Primeiro, a comunicação. Quem assistiu aos VODs percebeu que eles estão trocando informações de forma mais clara e rápida. Segundo, o controle de mapa melhorou drasticamente — especialmente em Bind e Ascent, que eram pontos fracos. E terceiro, a paciência tática. Antes, eles forçavam engages desnecessários. Agora, esperam o erro do adversário. É um jogo mais maduro, menos impulsivo.
Claro, ainda não é o suficiente para bater de frente com os gigantes. Mas a trajetória é positiva. Se continuarem nesse ritmo, podem surpreender no próximo torneio. E, convenhamos, subestimar a FNATIC sempre foi um erro que muitos cometem.
Eternal Fire: o time que aprendeu a perder
A Eternal Fire é um caso curioso. No Kickoff, eles pareciam um time que não sabia lidar com a pressão. Perdiam rounds que estavam ganhos, tomavam decisões questionáveis nos momentos decisivos. Mas, no Stage 1, algo clicou. E eu acredito que a chave foi a rotação de elenco no meio da temporada.
Eles trouxeram um novo jogador para a posição de flex, e isso deu mais opções táticas. Agora, eles conseguem variar o estilo de jogo — hora mais agressivos, hora mais conservadores — sem perder a coesão. Além disso, a confiança voltou. Você vê nos olhos deles: eles acreditam que podem vencer qualquer partida. E, quando um time tem essa mentalidade, metade do caminho já está percorrido.
O que me preocupa é a consistência. Eles ainda têm picos de queda — momentos em que parecem desligar do nada. Se conseguirem resolver isso, podem se tornar candidatos sérios ao título. Se não, vão continuar sendo aquela equipe que "quase" chega lá.
O que esses times têm em comum?
Se eu tivesse que resumir em uma palavra: resiliência. Todos eles passaram por momentos de dúvida, de crise, de questionamento interno. Mas, em vez de desistir, usaram isso como combustível. E, no cenário competitivo de VALORANT, onde as mudanças são rápidas e a pressão é constante, essa capacidade de se reinventar é o que separa os bons dos grandes.
Outro ponto: a importância do treinador. Nos Heretics, o técnico soube ler o momento e fazer a troca certa. Na FNATIC, o foco em comunicação veio de cima. Na Eternal Fire, a rotação de elenco foi uma decisão ousada que deu certo. Muitas vezes, a gente foca só nos jogadores, mas o trabalho nos bastidores é igualmente crucial.
E, claro, não podemos esquecer do fator sorte. Sim, sorte existe no esports — um lucky peek, um spray que acerta, um erro do adversário. Mas, como diz o ditado, sorte é quando a preparação encontra a oportunidade. Esses times estavam preparados.
E os outros times? Quem ficou para trás?
Nem tudo são flores. Enquanto alguns evoluíram, outros estagnaram ou até regrediram. A Team Liquid, por exemplo, começou bem o Kickoff, mas no Stage 1 pareceu perder o rumo. A NAVI, que era favorita, teve altos e baixos — e ainda não encontrou a consistência necessária. É frustrante ver times com tanto potencial desperdiçarem oportunidades.
Mas, honestamente, acho que isso faz parte do ciclo natural do competitivo. Times sobem, times descem. O importante é quem consegue se adaptar mais rápido. E, nesse quesito, os três que destacamos estão um passo à frente.
O que esperar do Masters Santiago 2026?
Com o Stage 1 encerrado, a atenção se volta para o Masters Santiago 2026. E, se os Heretics mantiverem o nível, podem ser uma ameaça real para as equipes internacionais. Mas cuidado: o cenário global é outro. Times da América do Norte, Brasil e Ásia estão afiados. Não vai ser fácil.
Para a FNATIC e Eternal Fire, o caminho é mais longo. Eles precisam provar que a evolução não foi um acaso. Mas, se continuarem nessa trajetória, podem chegar longe. O que me deixa animado é ver o nível do EMEA subindo. Antes, era dominado por dois ou três times. Agora, há mais equilíbrio. E isso, para quem ama o jogo, é uma notícia fantástica.
Fonte: THESPIKE










