Três anos e três meses. Foi exatamente esse o tempo que dgzin esperou para, enfim, estar de volta aos playoffs de uma edição do VCT Americas. O retorno acontece agora, no VALORANT Champions Tour 2026 - Americas Stage 2, com a Evil Geniuses (EG). A vaga veio após vitória por 2 a 1 sobre a KRÜ Esports, neste domingo (23).

A última vez que o brasileiro disputou uma fase eliminatória foi com a FURIA, no VCT 2023 - Americas League. Na ocasião, a equipe acabou eliminada pela NRG em maio daquele ano. Desde então, dgzin passou em branco nos playoffs: não se classificou no VCT 2025 - Americas Stage 1 com a LOUD e repetiu o resultado no VCT 2026 - Americas Stage 1, já vestindo as cores da EG. O Kickoff fica de fora dessa conta por ter um formato diferente.

dgzin playoffs VCT Americas 2026: o caminho até aqui

O cenário mudou bastante desde aquela eliminação com a FURIA. O jogador trocou de equipe, passou por momentos difíceis e chegou a desabafar publicamente sobre a fase complicada. Em entrevistas recentes, dgzin admitiu: "Tem sido um ano difícil, não vou mentir". Também opinou sobre o desempenho coletivo da EG, dizendo que "não sinto que a gente atira bem".

Mas agora, com a classificação garantida, o panorama é outro. A EG de dgzin se junta a MIBR, LOUD, 100 Thieves, Leviatán, NRG e FURIA nos playoffs do VCT Americas 2026 Stage 2. O próximo confronto está marcado para sábado (29), ainda sem horário e adversário definidos.

O que esperar da fase eliminatória

Do outro lado da moeda, a KRÜ foi eliminada e encerrou a temporada. Sem chances matemáticas de disputar o VALORANT Champions Shanghai 2026, a equipe dá adeus ao circuito. Enquanto isso, a reta final do VCT Americas 2026 Stage 2 promete fortes emoções.

  • O torneio termina em 6 de setembro
  • 16 equipes brigam por vagas no VALORANT Champions Shanghai 2026
  • Pela primeira vez, os playoffs deixam Los Angeles e acontecem em São Paulo

Essa mudança de sede adiciona um tempero especial para o público brasileiro. Ver dgzin disputando playoffs em casa, depois de tanto tempo, tem um gostinho diferente. E olha que a torcida brasileira não vai economizar no apoio — pode ter certeza.

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E não é só o dgzin que tem motivos para comemorar. Essa classificação da EG carrega um simbolismo maior para o cenário brasileiro como um todo. Afinal, ver um dos nomes mais carismáticos da nossa região de volta à fase que decide tudo é, no mínimo, revigorante. Eu lembro como se fosse ontem aquele duelo contra a NRG em 2023 — a FURIA até começou bem no mapa inicial, mas a série desandou de um jeito que ninguém esperava. A eliminação precoce naquele ano deixou um gosto amargo que, confesso, parecia ter grudado na carreira dele.

O que muda agora? Bom, para começar, a EG chega com uma campanha sólida, ainda que não perfeita. Durante a fase de grupos, a equipe alternou atuações convincentes com tropeços inesperados. Teve jogo que a EG parecia uma das melhores do torneio, com uma coordenação de utilidades impressionante e entradas cirúrgicas nos sites. Em outros, a impressão era de que faltava aquela faísca, aquele algo a mais para fechar as partidas com tranquilidade. Essa irregularidade, no entanto, não é exclusividade da equipe — olha a tabela do VCT Americas 2026 Stage 2 e você vai ver que ninguém passou ileso por sustos.

O fator São Paulo e a torcida brasileira

Outro ponto que merece destaque é a mudança de sede. Os playoffs do VCT Americas sempre aconteceram em Los Angeles, no estúdio da Riot Games. Agora, pela primeira vez, a fase eliminatória será disputada em São Paulo. E isso não é pouca coisa. A atmosfera de uma arena brasileira em jogo decisivo é algo que não se encontra em qualquer lugar do mundo. Quem esteve presente no VCT LOCK//IN, em 2023, sabe do que estou falando — o Ginásio do Ibirapuera tremeu com os gritos da torcida.

Para dgzin, especificamente, jogar em casa pode ser um combustível extra. O jogador sempre foi conhecido pela intensidade dentro do servidor, por aquele estilo agressivo que coloca pressão no adversário desde o pistol round. Com a torcida empurrando, essa característica tende a se potencializar. Por outro lado, a pressão também aumenta. Jogar em casa tem dois lados: o apoio incondicional e o peso da expectativa. A pergunta que fica é: como ele vai lidar com isso?

Vale lembrar que a EG não é a única equipe brasileira na disputa. MIBR, LOUD e FURIA também garantiram vaga nos playoffs. Isso significa que existe a possibilidade real de um confronto 100% brasileiro nas eliminatórias. E se isso acontecer, prepare o coração — porque vai ser um jogão digno de final.

Análise: o que a EG precisa ajustar

Se eu fosse apontar um ponto de atenção para a EG nesta reta final, seria a consistência no ataque. Em várias partidas da fase de grupos, a equipe dependeu demais de rounds ganhos no clutch para virar jogos. Isso é ótimo para o highlight, mas não é uma estratégia sustentável em uma série melhor de três contra adversários do calibre de Leviatán ou 100 Thieves. A leitura de jogo do IGL precisa ser mais rápida, e as rotações precisam acontecer com mais fluidez.

Outro aspecto que me chama atenção é o desempenho individual de dgzin nos mapas decisivos. Quando a pressão aumenta, ele costuma elevar o nível — isso é fato. Mas a EG vai precisar que ele mantenha esse pico de performance durante séries inteiras, não apenas em momentos isolados. A boa notícia é que o jogador parece estar em um momento mental mais leve agora. A classificação veio na hora certa, e a confiança de um atleta que volta a disputar playoffs depois de tanto tempo pode ser um diferencial silencioso.

E tem mais: a EG ainda não definiu seu adversário para a primeira rodada. O sorteio ou a definição por chaveamento vai acontecer nos próximos dias, e isso pode influenciar diretamente na preparação da equipe. Enquanto isso, os fãs brasileiros já fazem as contas e sonham com uma final envolvendo dois times do Brasil. Seria histórico, não seria?



Fonte: THESPIKE