Liquid fora da ESL Pro League após derrota para Sashi
A Team Liquid vive um momento delicado no cenário competitivo de Counter-Strike 2. A equipe foi eliminada da seletiva fechada europeia da ESL Pro League Season 22 após cair para a Sashi por 2 a 1, resultado que impede sua participação no torneio principal na Suécia. Essa eliminação precoce escancara os problemas que a organização vem enfrentando desde o início de 2025.
O jogo que selou a eliminação
A derrota começou no mapa Nuke, onde a Sashi dominou completamente, com Philip "Lucky" Ewald alcançando um impressionante rating de 2.45. Apesar de reagir em Mirage, mapa escolhido pela Liquid, a equipe não conseguiu sustentar o bom desempenho. No mapa decisivo, Inferno, a Sashi controlou o jogo do início ao fim, fechando a série com autoridade.
O que mais preocupa não foi apenas a derrota, mas como ela aconteceu. A Liquid, que era a equipe de maior ranking no evento, foi superada de forma convincente por uma equipe considerada teoricamente inferior. Será que os problemas vão além do desempenho dentro do jogo?
Contexto da crise
Esta eliminação é apenas o capítulo mais recente de uma sequência de resultados ruins. No BLAST.tv Austin Major, por exemplo, a equipe foi eliminada na terceira fase sem vencer nenhuma série (0-3). Apesar dos rumores sobre possíveis mudanças no elenco - especialmente envolvendo Keith "NAF" Markovic -, a organização optou por manter o mesmo time durante o período de recesso.
A única mudança foi a contratação do novo técnico Viktor "flashie" Tamás Bea, ex-analista da NAVI. Mas será que essa foi a mudança que a equipe realmente precisava?
Próximos passos
A ausência na Pro League não foi o único revés recente. A Liquid também não participou do FISSURE Playground 1, evento que distribui pontos no Valve Regional Standings (VRS). Essa decisão - ou omissão - compromete ainda mais a posição da equipe no ranking, que é crucial para convites diretos a torneios internacionais.
A próxima chance de redenção será no IEM Cologne, marcado para 23 de julho. Até lá, a equipe terá tempo para ajustes, mas a pressão só aumenta. Com cada derrota, fica mais evidente que a Liquid precisa de mudanças mais profundas para voltar a competir no mais alto nível.
Análise tática: onde a Liquid está errando?
Observando os replays dos últimos jogos, especialistas apontam problemas estruturais na abordagem da Liquid. A equipe parece presa em um meta ultrapassado, insistindo em executes lentas e previsíveis enquanto o cenário evolui para um jogo mais agressivo e baseado em picks individuais. "Eles jogam como se ainda estivéssemos em 2024", comentou o analista Peter "ppK" Kovács em seu stream pós-jogo.
Um dado preocupante: nos últimos três meses, a Liquid tem o pior aproveitamento de pistols entre as 20 melhores equipes do mundo (38.5%). Considerando que rounds iniciais frequentemente ditam o ritmo do jogo, essa estatística ajuda a explicar as constantes desvantagens no placar.
Pressão interna e o futuro do elenco
Fontes próximas à organização revelam que os jogadores estão sob intensa pressão psicológica. "Há reuniões diárias com psicólogos esportivos desde o fracasso no Major", contou uma fonte anônima. O problema é que essas medidas parecem estar surtindo efeito contrário - os jogadores aparecem cada vez mais tensos em câmera, com comunicação limitada durante as partidas.
O mercado de transferências para 2025 promete ser agitado, e a Liquid pode ser forçada a entrar nele mais cedo do que planejava. Rumores indicam que:
Keith "NAF" Markovic tem ofertas de duas organizações norte-americanas
Mareks "YEKINDAR" Gaļinskis está sendo sondado por equipes russas
O contrato de Robert "Patsi" Isyanov expira em agosto sem cláusula de renovação automática

Comparação com outros times em crise
Curiosamente, a Liquid não está sozinha nessa situação. Times tradicionais como Fnatic e Ninjas in Pyjamas também enfrentam dificuldades na adaptação ao CS2. A diferença é que essas organizações já anunciaram reformulações radicais em seus projetos competitivos. Enquanto isso, a Liquid insiste em manter uma estrutura que claramente não está funcionando.
O caso da Vitality serve como contraponto interessante. Após um começo ruim em 2025, a equipe francesa demitiu seu técnico, promoveu o analista para posição principal e trouxe dois jovens da academia. Em seis semanas, já mostram sinais de recuperação. Será esse o caminho que a Liquid precisa seguir?
Com informações do: Game Arena


