Em meio à campanha irregular da Sentinels no VALORANT Champions Tour 2026 - Americas Stage 2, uma certeza vem se consolidando: cortezia vive seu melhor momento com a camisa da organização norte-americana. Mesmo com a derrota para a G2 Esports, o brasileiro entregou mais uma atuação sólida — e isso não é coincidência.

Em entrevista exclusiva ao THESPIKE Brasil, cortezia abriu o jogo sobre os fatores que explicam essa evolução. E o crédito, segundo ele, não é só seu. O coach Ewok e o IGL Johnqt têm papel central nesse processo, criando as condições para que o jogador finalmente jogue do seu jeito.

Liberdade dentro do servidor: o segredo do bom momento

"Com a mudança do time e a entrada do Ewok, acho que estou sendo aproveitado melhor dentro do servidor", explicou cortezia. "Hoje eu sou mais livre para fazer as coisas que eu gosto, jogar com os bonecos que eu gosto, e o time tem muita confiança em mim."

Essa liberdade faz toda a diferença. No Kickoff, o cenário era outro — e o próprio jogador reconhece que faltava algo. "Acho que faltou um pouco disso no Kickoff. Com certeza eu me sinto muito melhor agora."

É interessante ver como a dinâmica de um time pode mudar drasticamente quando a estrutura tática se ajusta ao perfil dos jogadores. No caso da Sentinels, a chegada de Ewok parece ter destravado um potencial que estava adormecido.

O jogo contra a 100 Thieves: uma fatalidade que não se repetirá

Se o momento atual é de confiança, o confronto contra a 100 Thieves foi o oposto. cortezia não escondeu a frustração com aquela queda de desempenho nos dois últimos mapas — algo que ele mesmo classifica como surreal.

"O que aconteceu no último jogo contra a 100 Thieves foi uma fatalidade. Acho que nunca mais vai acontecer comigo aquela queda de desempenho dos dois últimos mapas", afirmou. "Nunca tinha tido essa sensação de que estava tudo dando errado. Depois daquele jogo, revendo tudo, eu pensei: 'Caramba, o bagulho que aconteceu comigo foi sinistro'."

Mas o brasileiro fez questão de transformar o episódio em aprendizado. "Foi um azar do caramba. E acho que provei isso para mim mesmo nesta semana. Comecei bem o primeiro mapa, como tinha acontecido contra a 100 Thieves, mas consegui manter um nível melhor nos outros dois mapas."

Essa resiliência é exatamente o que se espera de um jogador em evolução. E os números recentes comprovam: cortezia está consistente, algo que nem sempre foi sua marca registrada.

Autocrítica e ambição: o que vem pela frente

Apesar do bom momento, cortezia não se contenta. "Realmente acredito que esse é o meu melhor desempenho na Sentinels até agora. Fico feliz por estar conseguindo ajudar mais o meu time. Acho que ainda consigo fazer mais, principalmente ali na Lotus, eu poderia ter puxado um pouco mais forte."

E a mentalidade é clara: "Se tivesse que fazer 30 abates, que fizesse 30. O importante é sair vitorioso."

Essa postura mostra maturidade. Não se trata apenas de números individuais, mas de impacto real no resultado coletivo. E é exatamente isso que a Sentinels precisa neste momento da temporada.

O caminho da equipe no VCT Americas Stage 2 ainda tem muitos capítulos pela frente. Com cortezia nesse nível, a torcida pode esperar mais atuações decisivas — e quem sabe, uma virada na campanha.

Para quem quiser conferir a entrevista completa, o vídeo está disponível abaixo:

Assista à entrevista exclusiva no THESPIKE Brasil



Fonte: THESPIKE