Um marco para os eSports brasileiros

O NAM Atlântico, maior navio da América Latina, está prestes a fazer história ao se transformar em uma arena de eSports durante o Rio Innovation Week. Entre os dias 12 e 15 de agosto de 2025, o imponente navio - com seus 6 mil metros quadrados e altura equivalente a um prédio de dez andares - receberá as finais do Circuito FERJEE de Esports (CFE) de Counter-Strike 2 (CS2).

Detalhes da competição

Com um prêmio total de R$ 250 mil, o torneio reunirá quatro das principais equipes brasileiras de CS2:

  • RED Canids

  • Oddik

  • Sharks

  • Imperial

Mas não será apenas sobre os jogos. O evento, que acontece dentro do Game Season Rio (GSR), promete ser um verdadeiro hub de cultura gamer, com painéis, debates sobre educação digital e o papel dos eSports na sociedade atual. Cadu Albuquerque, presidente da FERJEE, não esconde o entusiasmo: "Estamos fazendo história ao transformar um símbolo da inovação e da força nacional em uma arena de esportes eletrônicos".

Inclusão e transmissão

Em uma iniciativa importante para a diversidade no cenário competitivo, a FERJEE anunciou também a realização de um torneio feminino de CS2 durante o mesmo evento. Para quem não puder comparecer pessoalmente, as partidas serão transmitidas ao vivo e gratuitamente nos canais oficiais da federação na Twitch e YouTube, com um time de narradores e analistas de peso da comunidade brasileira de CS.

Quem estiver no Rio e quiser viver essa experiência única precisará adquirir ingressos para o Rio Innovation Week - já que não haverá entradas específicas apenas para o torneio. A boa notícia? A FERJEE promete sortear ingressos em suas redes sociais nas próximas semanas.

O impacto econômico e cultural do evento

Além do espetáculo esportivo, a escolha do NAM Atlântico como palco para este torneio representa uma aposta ousada no potencial econômico dos eSports no Brasil. Estima-se que o evento possa gerar um impacto de R$ 15 milhões na economia local, considerando hospedagem, alimentação e turismo na cidade do Rio de Janeiro durante os quatro dias de competição. Para se ter uma ideia, apenas a preparação da infraestrutura técnica a bordo do navio exigiu investimentos de aproximadamente R$ 2 milhões em equipamentos de última geração.

Mas por que um navio? A resposta vai além do fator 'wow'. O NAM Atlântico oferece uma infraestrutura única, com salas climatizadas que podem ser transformadas em áreas de transmissão, camarins para os jogadores e até espaços para patrocinadores. E tem mais: a localização flutuante do evento cria uma atmosfera de exclusividade difícil de replicar em convencionais arenas esportivas.

Os desafios técnicos por trás do evento

Organizar um torneio de eSports em alto mar não é tarefa simples. A equipe de produção enfrentou desafios inéditos, como garantir uma conexão de internet estável e de baixa latência - crucial para partidas competitivas de CS2. A solução? Uma combinação de satélite e fibra óptica com redundância de sinal, além de um time de engenheiros de rede trabalhando 24 horas por dia durante o evento.

Outro detalhe curioso: o navio precisará permanecer ancorado durante as partidas para evitar qualquer interferência no jogo causada pelo movimento das ondas. "Fizemos testes com jogadores profissionais em condições simuladas de movimento, e mesmo pequenas variações afetavam significativamente o desempenho", revela o coordenador técnico do evento, Marcelo Costa.

O futuro dos eSports em locais não convencionais

Esta iniciativa pode marcar o início de uma nova tendência no cenário global de eSports. Se bem-sucedida, a experiência no NAM Atlântico pode inspirar outros eventos em locais igualmente inusitados - de estádios históricos a monumentos arquitetônicos. Algumas federações internacionais já demonstraram interesse em replicar o modelo, especialmente para finais de temporada ou eventos especiais.

O torneio também serve como vitrine para o potencial turístico dos eSports. Visitantes de outros estados e até de países vizinhos já confirmaram presença, muitos combinando a viagem ao Rio com passeios pela cidade. "Estamos vendo um novo tipo de turista: o fã de eSports que planeja suas viagens em torno de grandes eventos", comenta a secretária municipal de Turismo, que vê nesta iniciativa uma oportunidade de reposicionar o Rio como destino de eventos tecnológicos.

Enquanto isso, a comunidade de CS2 brasileira não para de especular sobre possíveis surpresas que as equipes podem preparar para este palco único. Rumores sugerem que algumas organizações estão desenvolvendo estratégias específicas para o evento, incluindo possíveis mudanças na formação das equipes. Será que veremos algum jogador lendário voltando à ativa especialmente para esta competição histórica?

Com informações do: www.itatiaia.com.br