Legacy busca melhor desempenho após início tenso no Major
A equipe brasileira de CS:GO, Legacy, terminou o primeiro dia do BLAST.tv Austin Major com um misto de alívio e preocupação. Depois de uma derrota na estreia, o time conseguiu se recuperar com uma vitória apertada contra a Chinggis Warriors. Mas para Guilherme "saadzin" Pacheco, o desempenho ainda está aquém do potencial da equipe.
"É alívio demais terminar 1-1. Sinto que estamos presos ainda, precisamos nos soltar mais e sabemos que podemos fazer jogos muitos mais calmos, mas está sendo tudo muito tenso", confessou o jogador em entrevista à Dust2 Brasil.
O desafio psicológico da competição
saadzin revelou que o problema não está nos treinos, onde a equipe tem obtido bons resultados contra times mais fortes. "Está sendo difícil replicar na hora do jogo", admitiu. O jogador atribui parte da dificuldade ao peso psicológico de competir em um Major, especialmente para ele, que está em sua primeira participação no torneio.
Entre as partidas, a comissão técnica e o capitão Lucas "lux" Meneghini tiveram uma conversa mais séria com o time. "Sinto que isso foi diferencial para virmos para o segundo jogo melhores", contou saadzin.
Os ajustes necessários
O jogador apontou áreas específicas que precisam de melhoria: "Estamos jogando bem, mas está faltando tomarmos decisões melhores no meio dos rounds. Estamos meio travados, mas estamos no caminho". Ele também reconheceu a necessidade de melhorar sua comunicação durante as partidas.
"Nos momentos que pausamos, os meninos me pediram para melhorar a comunicação porque eu estava meio travado. É normal, preciso me comunicar melhor e tomar as decisões corretas", explicou.
Para saadzin, o Major tem um peso especial: "É simplesmente o Major, eu não sei nem como responder. O meu sonho é ganhar um Major, e só por isso já é mais difícil". Apesar da pressão, ele agradece o apoio dos companheiros: "Os moleques estão me passando muita confiança como sempre e sinto que isso me ajuda muito".
O impacto da torcida brasileira
Um fator que pode ajudar a Legacy a encontrar o ritmo desejado é o apoio massivo da torcida brasileira presente no evento. saadzin destacou como essa energia faz diferença: "Quando a gente ouve o 'Brasil' gritando, dá um gás diferente. A gente sente que não está sozinho ali, mesmo sendo nossa primeira vez em um Major".
O jogador contou que até mesmo os adversários comentaram sobre a presença brasileira: "Depois do jogo, um dos caras da Chinggis Warriors veio falar que nunca tinha visto nada igual. Eles ficaram impressionados com quantos brasileiros vieram torcer".
Lições aprendidas no primeiro dia
Refletindo sobre as partidas do dia, saadzin identificou pontos cruciais que precisam ser trabalhados:
Melhorar a tomada de decisão em situações de pressão
Manter a calma nos momentos decisivos dos rounds
Ajustar a comunicação para ser mais clara e objetiva
Distribuir melhor as responsabilidades durante as partidas
"A gente tem que parar de tentar resolver tudo sozinho", analisou. "Nos treinos a gente joga mais coletivo, mas aqui no Major cada um está querendo carregar nas costas. Precisamos confiar mais um no outro".
Preparação para os próximos desafios
Com o segundo dia de competição se aproximando, a equipe já traça estratégias para manter a evolução. saadzin revelou que a análise dos VODs será fundamental: "Vamos rever tudo com calma, identificar onde estamos errando e onde podemos explorar mais. Temos que ser pragmáticos".
O jogador também comentou sobre a importância da rotina entre os jogos: "Não adianta ficar só no hotel pensando no que deu errado. Tem que descansar a mente, se alimentar bem, conversar sobre outras coisas. O psicológico é metade do jogo".
Quando questionado sobre as expectativas para os próximos confrontos, saadzin manteve os pés no chão: "Não vamos pensar em classificação ainda. O foco é jogar melhor do que jogamos hoje, round a round. Se a gente conseguir isso, os resultados vêm".
A pressão de representar o Brasil em um torneio desse nível é palpável, mas o jogador tenta transformá-la em motivação: "Quando você veste a camisa da Legacy, você carrega junto a esperança de muita gente. É um peso, mas também é o que nos faz querer dar o nosso melhor".
Com informações do: Dust2


