Desenvolvedor de Splitgate 2 se pronuncia após controvérsia no Summer Game Fest
Ian Proulx, CEO da 1047 Games, estúdio responsável pelo aguardado Splitgate 2, reafirmou suas críticas aos jogos de tiro em primeira pessoa (FPS) atuais durante entrevista após o Summer Game Fest. O executivo não poupou palavras ao expressar sua insatisfação com o que chamou de "falta de inovação" no gênero.
O que está errado com os FPS atuais?
Proulx argumenta que muitos jogos do gênero têm se contentado em replicar fórmulas antigas sem trazer novidades significativas. "Estamos presos em um ciclo de reciclagem de mecânicas", afirmou o desenvolvedor. "Os jogadores merecem mais do que apenas novos mapas e skins."
Entre os pontos criticados estão:
Sistemas de progressão repetitivos
Falta de inovações na movimentação
Monetização agressiva
Experiências multiplayer pouco ousadas
Como o Splitgate 2 pretende mudar isso?
O primeiro Splitgate já havia chamado atenção por misturar elementos de Portal com um FPS tradicional. Agora, a sequência promete ampliar ainda mais essa abordagem. Proulx mencionou que a equipe está trabalhando em:
Novas mecânicas de portais
Sistemas de combate mais dinâmicos
Modos cooperativos inéditos
A polêmica começou quando, durante o Summer Game Fest, Proulx fez comentários considerados "controversos" por parte da comunidade sobre outros títulos do gênero. Alguns desenvolvedores responderam às críticas, gerando um debate acalorado nas redes sociais.
O que você acha? Os jogos de tiro em primeira pessoa realmente estão estagnados? Ou será que o CEO da 1047 Games está sendo muito duro com a concorrência?
Reações da indústria e da comunidade
As declarações de Proulx não passaram despercebidas. Vários desenvolvedores de outros estúdios responderam, alguns concordando parcialmente, outros defendendo suas abordagens. James Hawkins, diretor criativo de um grande estúdio de FPS (que preferiu não ser identificado), comentou: "Inovação é importante, mas não podemos ignorar o que os jogadores já amam".
Nas redes sociais, a divisão foi clara:
Alguns fãs elogiaram a ousadia da 1047 Games em desafiar o status quo
Outros acusaram Proulx de "marketing barato" às custas de outros jogos
Uma parcela significativa expressou ceticismo sobre as promessas do estúdio
O que esperar da sequência?
Fontes próximas ao desenvolvimento sugerem que o Splitgate 2 está explorando conceitos que podem realmente revolucionar o gênero. Um vazamento recente menciona:
Portais com propriedades físicas diferentes (como gravidade alterada)
Um sistema de "realidade distorcida" durante partidas online
Armas com efeitos que interagem de forma única com os portais
Mas será que essas ideias ambiciosas podem ser executadas com perfeição? A história dos jogos está cheia de promessas grandiosas que não se concretizaram. Proulx reconhece o desafio: "Sabemos que estamos colocando a vara lá em cima. Mas é exatamente por isso que fundamos esta empresa".
O dilema da inovação vs. familiaridade
Um dos pontos mais interessantes desse debate é o equilíbrio delicado que os estúdios precisam encontrar. Por um lado, os jogadores clamam por novidades. Por outro, muitas franquias estabelecidas temem afastar sua base de fãs com mudanças radicais.
Dados de uma pesquisa recente com jogadores mostram que:
68% desejam "mecânicas verdadeiramente novas" em FPS
Mas 52% admitem que voltam sempre aos mesmos jogos por conta do "conforto"
Apenas 29% estariam dispostos a pagar mais por um jogo considerado inovador
Essa contradição explica em parte por que tantos estúdios preferem jogar pelo seguro. Mas será que a 1047 Games pode ser a exceção que prova a regra? O tempo dirá, mas uma coisa é certa: o lançamento do Splitgate 2 será acompanhado com atenção redobrada depois de toda essa polêmica.
Com informações do: Dexerto


