
O Call of Duty está prestes a receber um crossover que muita gente não esperava — e, sinceramente, eu não poderia estar mais empolgado. A Call of Duty vai adicionar o Doom Slayer como operador jogável durante o próximo evento de Halloween, e isso é exatamente o tipo de caos que Black Ops 7 precisava.
Como parte do que deve ser a última temporada de conteúdo de Call of Duty: Black Ops 7, a Activision está trazendo um dos protagonistas mais icônicos da história dos FPS: o Doom Slayer. O personagem chega junto com a atualização The Haunting, prevista para 17 de setembro. Os jogadores poderão obter o operador Doom Slayer, inspirado em Doom: The Dark Ages, além de uma skin do Doomguy mais fiel ao visual dos jogos originais da franquia. E, claro, tudo isso vem acompanhado do arsenal clássico de Doom, incluindo a escopeta, a lâmina crucible e a lendária BFG.
Como conseguir a skin do Doom Slayer no Call of Duty
O ícone lendário dos FPS será adicionado em 24 de setembro através de um passe de evento, que os jogadores podem comprar. Também haverá uma trilha gratuita com itens variados, como skins inspiradas em Doom — um cientista e um pesquisador da UAC, por exemplo —, charms de arma e outras recompensas. Já a trilha premium traz a skin de operador do Doom Slayer e os tão desejados blueprints de arma.
Vale lembrar que esse tipo de evento por passe já virou padrão na franquia, mas a chegada do Doom Slayer tem um peso simbólico diferente. Afinal, estamos falando de um personagem que praticamente definiu o gênero nos anos 90 voltando às origens em um Call of Duty. É quase uma aula de história dos shooters acontecendo dentro do jogo.
O que mais vem na atualização The Haunting
A atualização The Haunting não se resume ao conteúdo de Doom. Ela também inclui uma versão noturna do mapa Avalon, conteúdos e inimigos assustadores no modo Endgame de Black Ops 7, modos multiplayer por tempo limitado e novos mapas. É a última grande cartada de Black Ops 7 antes do lançamento de Modern Warfare 4 em outubro, então vale a pena aproveitar enquanto durar.
Se você quer saber como conseguir a skin do Doom Slayer no Call of Duty, a resposta é simples: prepare-se para o passe de evento a partir de 24 de setembro. A trilha gratuita já entrega itens temáticos, mas a skin completa do operador exige o desembolso na versão premium.
Black Ops 7 é um dos Call of Duty menos bem recebidos pela crítica e pela comunidade desde o lançamento, o que torna esse tipo de evento crossover uma tentativa interessante de reconquistar parte do público. Se vai funcionar? Difícil dizer. Mas trazer o Doom Slayer para o universo de Call of Duty é, no mínimo, uma jogada ousada.
Fica a dúvida: será que a Activision vai conseguir equilibrar a nostalgia de Doom com a identidade de Black Ops 7, ou vamos ver mais um evento que divide opiniões? Só o tempo — e os números de jogadores — vão dizer.
Por que o Doom Slayer faz tanto sentido em Call of Duty
Pode parecer estranho à primeira vista, mas a verdade é que Doom e Call of Duty sempre foram primos distantes no grande universo dos shooters. Um definiu o ritmo frenético do combate em primeira pessoa nos anos 90, o outro popularizou a guerra moderna cinematográfica nos anos 2000. Colocar o Doom Slayer em Black Ops 7 é quase como reunir duas gerações de fãs de FPS na mesma sala — e, convenhamos, essa sala vai estar bem barulhenta.
O detalhe que mais me chamou atenção é a escolha de inspiração: Doom: The Dark Ages. Não é o Doomguy clássico dos anos 90, nem a versão reboot de 2016. É a encarnação mais recente e mais brutal do personagem, o que sugere que a Activision quer dialogar com o público atual de Doom, não apenas com os nostálgicos. Ao mesmo tempo, a skin alternativa do Doomguy original funciona como um aceno direto para quem cresceu jogando os títulos da id Software em disquetes e CDs.
É uma estratégia dupla, e eu diria até inteligente. Você atrai o jogador jovem que conheceu Doom: The Dark Ages e conquista o veterano que sente arrepios ao lembrar do rosto pixelado do Doomguy na tela do PC.
O arsenal de Doom dentro de Call of Duty
Falando em nostalgia, o pacote não se limita à aparência do operador. A escopeta, a lâmina crucible e a BFG são armas que carregam décadas de história. A BFG, em especial, é praticamente um símbolo cultural — quem nunca gritou "BFG!" ao encontrá-la pela primeira vez em um nível de Doom? Trazer esse tipo de arma para o multiplayer de Black Ops 7 levanta uma questão interessante de balanceamento.
Como equilibrar uma arma que, no universo de Doom, é essencialmente um botão de "apagar tudo na tela"? A resposta provavelmente está em blueprints temáticos que replicam o visual e o som das armas clássicas, mas mantêm as estatísticas dentro do que já existe no jogo. É o tipo de solução que agrada visualmente sem quebrar a experiência competitiva — algo que a comunidade de Call of Duty costuma cobrar com bastante veemência.
E não podemos esquecer dos charms de arma e das skins de cientista e pesquisador da UAC na trilha gratuita. São itens menores, mas que ajudam a espalhar o tema de Doom por todo o jogo, mesmo para quem não pretende gastar dinheiro no passe premium.
O contexto de Black Ops 7 e a aposta no crossover
Não dá para analisar esse evento sem considerar o momento delicado de Black Ops 7. O jogo foi um dos títulos da franquia menos bem recebidos pela crítica e pela comunidade desde o lançamento, e a chegada de Modern Warfare 4 em outubro coloca uma pressão adicional sobre a temporada atual. Eventos crossover, nesse cenário, funcionam como uma tentativa de manter a base de jogadores engajada até a transição para o próximo título.
Historicamente, Call of Duty já flertou com crossovers de todo tipo — de franquias de terror a séries de TV —, mas trazer um personagem de outra publisher é um movimento diferente. Doom pertence à id Software e à Bethesda, que hoje faz parte do grupo Xbox. Ver o Doom Slayer em um Call of Duty da Activision, também sob o guarda-chuva da Microsoft, faz todo o sentido corporativo. É o tipo de sinergia que só se tornou possível depois das grandes aquisições da indústria nos últimos anos.
Isso me faz pensar: será que esse é apenas o começo? Se o Doom Slayer pode aparecer em Call of Duty, quais outros personagens do catálogo da Microsoft poderiam seguir o mesmo caminho? Master Chief, talvez? A especulação é inevitável, ainda que nada tenha sido confirmado nesse sentido.
O que esperar da recepção da comunidade
A comunidade de Call of Duty é notoriamente dividida quando o assunto é skins e crossovers. Parte dos jogadores adora a ideia de ver universos se misturando, enquanto outra parte reclama que isso quebra a imersão e transforma o jogo em uma vitrine de cosméticos. Com o Doom Slayer, essa divisão provavelmente vai se repetir.
Por outro lado, há algo difícil de ignorar: o apelo visual e emocional do personagem. Mesmo quem reclama de crossovers costuma ceder quando o personagem em questão tem peso histórico. E o Doom Slayer tem peso de sobra. Ele não é uma skin aleatória de celebridade ou um tie-in esquecível — é um dos pilares da história dos jogos de tiro.
Na minha experiência acompanhando lançamentos de temporada de Call of Duty, eventos assim costumam gerar um pico inicial de jogadores curiosos, seguido de uma queda conforme a novidade passa. A diferença, aqui, é que o tema de Halloween combinado com Doom cria uma atmosfera que combina naturalmente com o clima de outubro. A versão noturna do mapa Avalon e os inimigos assustadores no modo Endgame reforçam essa ambientação, o que pode ajudar a sustentar o interesse por mais tempo do que o habitual.
E você, o que acha de ver o Doom Slayer disparando uma BFG em partidas de Black Ops 7? É o crossover que você queria ou preferia que Call of Duty mantivesse sua identidade mais contida? A discussão está aberta, e as respostas provavelmente vão ser tão intensas quanto o próprio personagem.
Fonte: IGB BRASIL









