
A call of duty black ops modder exploits investigação está em andamento pela Activision, após a descoberta de falhas graves de segurança nos ports de Call of Duty: Black Ops para PS4 e PS5. O problema? Os exploits são herança direta da versão de PS3, e os modders estão se aproveitando disso.
Na semana passada, a Activision lançou ports de Black Ops 1 e 2 no PS4 e PS5. Apesar de não trazerem melhorias significativas, os fãs ficaram felizes em ver esses jogos acessíveis no PlayStation. Mas a diversão durou pouco.
No início desta semana, modders e exploiters começaram a comprometer lobbies no port de Black Ops 1, levando alguns jogadores a considerar o game "injogável". Esses lobbies permitem subir de nível rapidamente, tornando todo o sistema de progressão irrelevante. A Activision agiu rápido e removeu algumas playlists, mas as preocupações continuam.
O YouTuber Tdawgsmitty entrevistou um dos modders para entender o que está rolando. Acontece que o problema está parcialmente enraizado no fato de que o jogo tem exploits deixados da versão de PS3.
"Basicamente, o que você faz é como no PS3: copia [um arquivo de save] para um USB, e lá..." — a explicação foi truncada, mas a essência é clara: os mesmos métodos que funcionavam no console de 2006 continuam funcionando hoje.
Como os exploits do Call of Duty Black Ops funcionam no PS4 e PS5?
Segundo o modder entrevistado, a vulnerabilidade está na forma como o port lida com arquivos de save. No PS3, era possível copiar saves modificados via USB para manipular estatísticas e desbloquear itens. No PS4 e PS5, o mesmo método funciona — e com ainda menos barreiras.
"O port é basicamente uma emulação do PS3 rodando no PS4/PS5", explicou o modder. "Eles não mudaram nada na estrutura de segurança. Então, qualquer exploit que funcionava no PS3 funciona aqui."
Isso inclui:
- Manipulação de níveis e prestígio
- Desbloqueio de todas as armas e camuflagens
- Injeção de código para modificar partidas multiplayer
- Uso de ferramentas de terceiros para alterar o comportamento do jogo
E o pior? A Activision sabia disso? Difícil dizer. Mas o fato é que a empresa não implementou nenhuma proteção adicional — nem mesmo as atualizações de segurança que a comunidade de modding já esperava.
Activision investiga modder Black Ops exploits: o que esperar?
A activision investiga modder black ops exploits desde que os primeiros relatos surgiram. A empresa removeu playlists específicas, mas muitos jogadores acreditam que isso é apenas um paliativo.
"Eles precisam refazer a estrutura de saves do zero", comentou um desenvolvedor de segurança que preferiu não se identificar. "Enquanto o jogo aceitar saves modificados via USB, o problema vai persistir."
Enquanto isso, a comunidade de Call of Duty está dividida. Alguns acham que a Activision deveria se concentrar em consertar os jogos atuais, como Modern Warfare III e Warzone, em vez de gastar recursos com ports antigos. Outros — especialmente os fãs nostálgicos — querem que a empresa invista em uma versão remasterizada de verdade, com suporte a anti-cheat moderno.
Mas a realidade é que o call of duty black ops falhas segurança modder expõe uma fragilidade maior: a falta de cuidado com ports de jogos clássicos. Não é a primeira vez que a Activision lança um port problemático — lembra do Crash Team Racing Nitro-Fueled? Ou do Tony Hawk's Pro Skater 1+2? Ambos tiveram problemas de segurança no lançamento.
O que me surpreende é que, mesmo depois de tantos anos, a empresa ainda não aprendeu a lição. Você paga R$ 200 por um jogo de 2010 e, em vez de diversão, leva uma dose de frustração com hackers. É de cair o queixo.
E aí, será que a Activision vai realmente resolver isso? Ou vamos ter que esperar mais um patch que não resolve nada? Só o tempo dirá.
O impacto real dos exploits no multiplayer de Black Ops
Se você pensa que isso é só mais um caso de modders brincando com jogos antigos, pense de novo. O problema vai muito além de alguns jogadores com prestígio máximo em uma partida de Black Ops de 2010.
Eu conversei com alguns jogadores que ainda frequentam os servidores desses ports, e o relato é unânime: a experiência está simplesmente caótica. Um deles, que pediu para ser chamado apenas de "Rafael", me contou que em três partidas seguidas encontrou alguém usando wallhacks ou aimbots. "É frustrante. Você entra no jogo para matar a saudade, e em cinco minutos já tem um cara te acertando de through-wall com uma pistola", desabafou.
Mas não é só isso. Os exploits permitem que modders alterem o comportamento do jogo em tempo real. Já vi relatos de partidas onde o tempo de recarga de armas foi zerado, a velocidade de movimento foi triplicada, e até mesmo o dano de granadas foi modificado para ser instantâneo. É basicamente um Wild West digital.
E o mais bizarro? Alguns modders estão usando esses exploits para proteger jogadores legítimos. Sim, você leu certo. Existem lobbies "seguros" onde modders aplicam patches caseiros para bloquear outros exploiters. É uma espécie de justiça vigilante no mundo dos games. Irônico, não?
Por que a Activision não consegue resolver isso?
A pergunta que não quer calar: por que uma empresa do porte da Activision, com recursos quase ilimitados, não consegue simplesmente corrigir essas falhas? A resposta, segundo especialistas em segurança de jogos, é mais complexa do que parece.
Primeiro, o port de Black Ops para PS4 e PS5 não é uma versão nativa do jogo. É, na verdade, uma camada de emulação rodando o código original do PS3. Isso significa que qualquer alteração na estrutura de saves ou na lógica de rede exigiria modificar o emulador — algo que a Sony controla, não a Activision.
"A Activision está em uma posição complicada", explicou um engenheiro de software que trabalhou com ports de jogos antigos. "Eles não podem simplesmente reescrever o jogo do zero. O custo seria proibitivo. E mexer no emulador pode quebrar outros jogos que dependem dele."
Além disso, há a questão do anti-cheat. O Ricochet, sistema anti-cheat da Activision usado em Call of Duty modernos, não foi projetado para funcionar com jogos emulados. Ele depende de integrações profundas com o sistema operacional e o kernel do console — algo que simplesmente não existe nesses ports.
Então, o que sobra? Patches superficiais. A Activision pode remover playlists específicas, bloquear certos métodos de save editing, ou até mesmo desabilitar funcionalidades online. Mas enquanto a estrutura fundamental do jogo permanecer a mesma, os exploits vão continuar aparecendo.
O papel da comunidade de modding
É fascinante — e um pouco assustador — ver como a comunidade de modding de Call of Duty evoluiu. O que antes era um hobby de nicho, restrito a fóruns obscuros, hoje é uma indústria paralela. Existem servidores Discord dedicados exclusivamente a compartilhar exploits para jogos antigos da franquia.
Um modder que conheci online, que atende pelo pseudônimo de "HexViper", me explicou como funciona o ecossistema. "A gente não faz isso por maldade. A maioria de nós só quer testar os limites do jogo. Mas quando você publica um exploit, sempre tem alguém que vai usar para arruinar a experiência dos outros."
Ele me mostrou alguns dos métodos que estão circulando. Um deles envolve modificar um arquivo de configuração chamado "config.cfg" — sim, o mesmo arquivo que existia no PS3. Basta alterar algumas linhas de texto, copiar para um USB, e pronto: você tem acesso a todas as armas do jogo.
"O mais impressionante é que a Activision nem tentou criptografar esses arquivos", continuou HexViper. "Eles estão em texto puro. Qualquer um com um editor de texto básico pode fazer isso."
Isso me faz pensar: será que a Activision simplesmente não se importa? Ou será que eles sabem que o custo de consertar esses ports é maior do que o benefício de mantê-los funcionando? Afinal, quantas pessoas realmente compraram esses ports? Talvez o número seja tão pequeno que a empresa prefere deixar como está.
O que os jogadores podem fazer enquanto isso?
Se você é um dos que comprou o port de Black Ops e está frustrado com a situação, não está sozinho. Mas existem algumas coisas que você pode tentar para minimizar o impacto dos exploits.
Primeiro, evite playlists populares como Team Deathmatch e Domination. Os modders tendem a se concentrar nessas modalidades porque têm mais jogadores. Tente modos menos concorridos, como Search and Destroy ou Free-for-All. A chance de encontrar um hacker é menor.
Segundo, fique de olho nos fóruns e redes sociais. A comunidade de Call of Duty costuma compartilhar listas de lobbies seguros e horários em que os exploits são menos ativos. Sim, é um trabalho extra, mas pelo menos você consegue jogar algumas partidas sem ser interrompido.
Terceiro — e isso é um palpite meu —, considere jogar no PS3 original. Sim, o console é antigo, os gráficos são inferiores, e os servidores estão mais vazios. Mas pelo menos você não vai encontrar alguém com wallhacks a cada duas partidas. É um trade-off que vale a pena para quem busca uma experiência mais autêntica.
E, claro, sempre há a opção de pedir reembolso. A Sony tem uma política de reembolso para jogos digitais, embora seja um pouco burocrática. Se você comprou o port recentemente e está insatisfeito, vale a pena tentar.
O futuro dos ports de Call of Duty
Essa situação levanta uma questão maior: qual é o futuro dos ports de jogos clássicos? A Activision não é a única empresa a enfrentar esse problema. A Rockstar, por exemplo, teve dificuldades semelhantes com os ports de Grand Theft Auto: The Trilogy — The Definitive Edition. E a Nintendo? Os ports de Super Mario 3D All-Stars também tiveram seus problemas.
Parece que a indústria ainda não encontrou uma fórmula ideal para trazer jogos antigos para consoles modernos. Ou você faz uma remasterização completa, com gráficos atualizados e código reescrito — o que é caro e demorado —, ou você lança um port básico, que é mais barato, mas vem com todos os problemas de segurança do original.
No caso da Activision, a escolha foi clara: ports baratos, com o mínimo de esforço. E os resultados estão aí para todos verem. Lobbies infestados de hackers, progressão quebrada, e uma comunidade frustrada.
O que me preocupa é que isso pode se tornar o padrão. Se a Activision conseguir vender esses ports mesmo com todos os problemas, por que eles investiriam em algo melhor? É o clássico dilema do capitalismo: enquanto o produto vender, não há incentivo para melhorá-lo.
E você, o que acha? Vale a pena pagar por um port quebrado só para matar a nostalgia? Ou é melhor deixar os jogos antigos no passado e focar no que está por vir?
Fonte: IGB BRASIL





