A Activision finalmente confirmou o que muitos já suspeitavam: call of duty 2026 sem ps4 confirmação é oficial. O próximo título da franquia não será lançado para PlayStation 4, marcando o fim de uma era de lançamentos cross-gen que começou com Call of Duty: Black Ops Cold War em 2020.

Em comunicado oficial, a desenvolvedora afirmou que o estúdio está focado em oferecer uma experiência verdadeiramente next-gen, aproveitando ao máximo o hardware do PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC. Isso significa que, pela primeira vez desde o lançamento do PS4, um Call of Duty principal não estará disponível na plataforma.

Por que o COD 2026 não lança no PS4?

A decisão não é exatamente uma surpresa. Nos últimos anos, a Activision já vinha reduzindo o suporte ao PS4. Call of Duty: Modern Warfare III (2023) ainda rodava no console, mas com limitações visíveis — texturas reduzidas, menor taxa de quadros e tempos de carregamento mais longos. Já Black Ops 6 (2024) foi o último a incluir suporte oficial.

Segundo fontes internas, o principal motivo é técnico. O SSD ultrarrápido do PS5 e a arquitetura de CPU/GPU mais moderna permitem mecânicas de jogo que simplesmente não funcionariam no PS4 — como mapas maiores, destruição ambiental mais complexa e inteligência artificial mais avançada. Em outras palavras, segurar o desenvolvimento para uma plataforma de 2013 estava limitando a criatividade dos estúdios.

Eu, particularmente, acho que essa era uma mudança necessária. Lembro de jogar Call of Duty: Vanguard no PS4 e sentir que o jogo estava sendo sufocado — as texturas demoravam a carregar e as partidas online sofriam com quedas de FPS. É frustrante, mas faz sentido.

O que esperar do próximo Call of Duty?

Com o abandono do PS4, a expectativa é que o próximo call of duty abandona ps4 de vez e traga inovações significativas. Rumores apontam para um jogo ambientado na Guerra do Golfo, com campanha focada em operações especiais e um modo multiplayer que aproveita o poder dos consoles atuais.

Algumas características esperadas incluem:

  • Mapas com destruição dinâmica em tempo real, similar ao que vimos em Battlefield 2042, mas com a fluidez característica de Call of Duty.
  • Suporte nativo a 120 FPS no PS5 e Xbox Series X, algo que era inconsistente nos títulos cross-gen.
  • Tempos de carregamento praticamente instantâneos graças ao uso total do SSD.
  • Ray tracing em tempo real para iluminação e reflexos mais realistas.
  • Inteligência artificial de inimigos mais agressiva e imprevisível na campanha.

Vale lembrar que a Activision também confirmou que o jogo usará a engine IW 9.0, uma versão atualizada da tecnologia que já impressionou em Modern Warfare II (2022). A diferença é que, agora, sem a necessidade de rodar em hardware antigo, os desenvolvedores podem explorar todo o potencial da engine.

Impacto para a comunidade de jogadores

Para quem ainda está no PS4, a notícia é um baque. Estima-se que cerca de 30% dos jogadores de Call of Duty ainda usam a plataforma — especialmente em mercados como Brasil, onde o custo de um PS5 ainda é proibitivo para muitos. A Activision, no entanto, parece confiante de que a transição será suave, já que o PS5 já ultrapassou 60 milhões de unidades vendidas globalmente.

Mas será que isso é justo? Por um lado, entendo a necessidade de evoluir. Por outro, sinto que a empresa poderia ter oferecido uma versão reduzida para PS4, como fez com Black Ops 6. Talvez seja uma questão de custo-benefício: manter duas versões do jogo (uma para last-gen e outra para current-gen) dobra o trabalho de otimização e testagem.

O que me preocupa é o mercado de usados e a acessibilidade. Muitos jogadores brasileiros dependem de consoles de geração passada para jogar. Com essa decisão, a Activision pode estar fechando as portas para uma parcela significativa de sua base de fãs. Por outro lado, a experiência de jogo tende a melhorar drasticamente para quem já migrou para o PS5.

Para mais detalhes, a Activision publicou um FAQ oficial sobre a decisão. Você pode conferir aqui. Além disso, o site IGN também trouxe uma análise aprofundada sobre o impacto da mudança.

O que muda para o Warzone e o ecossistema de Call of Duty?

Uma das perguntas que não quer calar é: e o Warzone? O battle royale gratuito da Activision sempre foi um ponto de encontro entre gerações. Atualmente, o Warzone roda no PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series e PC. Com a confirmação de que o próximo Call of Duty não virá para PS4, fica a dúvida se o Warzone também dará o mesmo passo.

Fontes próximas ao desenvolvimento indicam que sim — a tendência é que o Warzone 2.0 (ou a próxima iteração do battle royale) também abandone o suporte a consoles last-gen. Isso faz sentido, já que o jogo compartilha a mesma engine e muitos dos recursos do título principal. Manter o Warzone no PS4 significaria segurar todo o ecossistema.

Você já parou para pensar no tamanho do arquivo? O Warzone já é um dos jogos mais pesados do mercado, ocupando mais de 150 GB no PS4. Com texturas de alta resolução e assets mais complexos, esse número pode crescer ainda mais. No PS5, com o SSD e a compressão Oodle, isso é gerenciável. No PS4, seria um pesadelo de armazenamento.

Outro ponto importante é o cross-play. Atualmente, jogadores de PS4 e PS5 competem juntos no Warzone, mas com diferenças gritantes de desempenho. Quem joga no PS4 muitas vezes sofre com pop-in de texturas, menor campo de visão e taxas de quadros instáveis. Separar os pools de matchmaking poderia resolver isso, mas fragmentaria a base de jogadores. A Activision parece estar optando por cortar o mal pela raiz.

E a concorrência? O que outras franquias estão fazendo?

É interessante observar como outras desenvolvedoras estão lidando com a transição de geração. A Electronic Arts, por exemplo, ainda lança FIFA (agora EA Sports FC) e Battlefield no PS4. A Ubisoft também mantém suporte para Assassin's Creed e Far Cry em consoles last-gen. Mas a Activision está sendo mais agressiva.

Na minha opinião, isso pode ser um movimento estratégico. Com a Microsoft agora dona da Activision Blizzard, há um incentivo maior para empurrar os jogadores para o ecossistema do Xbox Series — e, consequentemente, para o Game Pass. Se o próximo Call of Duty for lançado no Game Pass no dia 1 (algo que já foi especulado), a mensagem é clara: atualize seu hardware ou fique de fora.

Vale lembrar que a Sony também tem seus próprios interesses. O PS5 Pro, que deve ser lançado em 2025, pode ser o empurrão final que faltava para os jogadores de PS4 migrarem. Com títulos como Call of Duty abandonando a plataforma antiga, a pressão para atualizar aumenta.

No fim das contas, a indústria está caminhando para um cenário onde o last-gen será deixado para trás. A pergunta que fica é: quanto tempo até que outras franquias sigam o mesmo caminho? E o que isso significa para os jogadores que não têm condições de acompanhar o ritmo das atualizações de hardware?

Para quem quiser se aprofundar, recomendo a leitura do artigo do Eurogamer sobre o assunto, que traz uma análise detalhada do impacto técnico. Outro bom recurso é o VG247, que discute as implicações para o mercado de consoles.



Fonte: Dexerto