O técnico e analista Thong "balax" Chern Kwi não faz mais parte da LOUD. O anúncio veio diretamente do próprio profissional, que usou suas redes sociais para informar que está em busca de um novo time. A saída acontece logo depois de ele ajudar a equipe brasileira a levantar o troféu do Valorant Champions Shanghai como analista.
Segundo o que balax confirmou ao VLR, seu contrato com a LOUD se encerrou após o Champions Shanghai. Ou seja, ele não fazia mais parte da comissão técnica no dia seguinte ao fim do evento. É um daqueles casos em que o ciclo se fecha no ponto mais alto possível — e, sinceramente, isso tem um gostinho agridoce para quem acompanha o cenário.
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Balax deixa a LOUD e abre portas para qualquer região em 2027
Na declaração em que anunciou a busca por um novo time, balax foi direto: está aberto a qualquer região, seja como assistente técnico, técnico ou analista, em qualquer nível de competição. A ambição é clara.
"Depois de ajudar e aprender com 3 times e sistemas diferentes neste ano, estou confiante de que posso ajudar qualquer equipe em 2027", afirmou ele.
Vale destacar que a trajetória de balax em 2026 foi intensa. Ele começou o ano na comissão técnica de FrosT na Global Esports, mas deixou o time no meio da Pacific Stage 1. Depois, foi para a Bilibili Gaming como analista antes da China Stage 2, e então se juntou à comissão de Romanilly na LOUD antes do Champions. Antes da GE, balax ainda teve uma passagem curta pela Xi Lai Gaming, ajudando a equipe nos playoffs da China Stage 2 e no Champions Paris, em 2025. O início da carreira como técnico veio mais cedo naquele ano, quando comandou a Soi Thai Esports, de Singapura, como head coach.
O papel de balax na LOUD: anti-estratégia e leitura de tendências
O trabalho de um analista no Valorant profissional varia bastante de caso para caso. No entanto, a função de balax na LOUD parecia focada em entrar na cabeça dos adversários. Após a conquista do troféu em Shanghai, o assistente técnico Bati deu detalhes sobre o papel do colega nos bastidores.
"No começo, ele estava fazendo um pouco de anti", contou Bati. "Depois a gente trocou, porque ele não conhecia o nosso estilo de jogo, então era mais difícil para nós implementarmos o anti dele. E aí ele fez anti de nós mesmos, então ele estava fazendo anti em cada jogo que a gente jogava e entendendo que tipo de tendências a gente tinha."
Confesso que essa abordagem me chamou atenção. É um tipo de trabalho que muita gente nem considera quando pensa em comissão técnica — a ideia de estudar o próprio time para identificar padrões e tendências, e não apenas o adversário. Faz sentido, especialmente em um jogo tão dinâmico como o Valorant, onde a leitura de comportamento pode valer tanto quanto a mira.
O que esperar do futuro de balax?
Do lado de balax, a expectativa é de que ele encontre um novo projeto rapidamente — afinal, currículo não falta.
A pergunta que fica é: qual região vai apostar no conhecimento dele? A declaração de que está aberto a qualquer lugar sugere que ele não descarta nem mesmo mercados menos tradicionais. E, convenhamos, depois de um título do Champions, o mercado deveria estar de olho.
Para quem acompanha o cenário competitivo, a movimentação é mais um lembrete de que o sucesso de uma equipe passa por bastidores que muitas vezes não aparecem nas transmissões. O trabalho de análise, anti-estratégia e leitura de tendências é silencioso, mas pode ser a diferença entre levantar a taça e ficar pelo caminho.
Resta agora aguardar os próximos capítulos dessa janela de transferências e ver onde balax vai desembarcar em 2027.
Fonte: VLR.gg








