Jogador da 9z dorme e causa derrota por W.O. no CS Asia Championships

Em um incidente incomum no cenário competitivo de Counter-Strike, a equipe argentina 9z Team perdeu sua partida nas semifinais do qualificatório para o CS Asia Championships por W.O. (walkover). O motivo? O jogador Luca "Luken" Nadotti simplesmente não apareceu para o jogo contra o Fluxo.

O que realmente aconteceu?

Nas redes sociais, Luken assumiu total responsabilidade pelo ocorrido em um post emocionado. O jogador explicou que estava passando por problemas pessoais que o deixaram extremamente estressado. Para tentar se acalmar, tomou um comprimido - possivelmente um ansiolítico ou sedativo - e acabou dormindo profundamente.

"Estou muito triste com isso, e só me resta assumir a responsabilidade pelo que aconteceu, desculpe", escreveu Luken, que ainda especulou se poderia ter desligado os alarmes do celular enquanto dormia sem perceber.

O desenrolar dos acontecimentos

Antes da explicação pública de Luken, a organização 9z havia publicado - e depois deletado - um comunicado afirmando que não conseguiam localizar o jogador e não tinham informações sobre seu paradeiro. A partida, marcada para as 16h, simplesmente não aconteceu devido à ausência de um membro essencial da equipe.

Com o W.O., o Fluxo avançou automaticamente para a final do qualificatório das Américas, onde enfrentará o vencedor do confronto entre Imperial e BESTIA. O vencedor deste torneio classificatório garantirá vaga no evento principal do CS Asia Championships 2025, que acontecerá entre 14 e 19 de outubro em Xangai.

Impacto no cenário competitivo

Esse incidente levanta questões interessantes sobre a pressão psicológica que jogadores profissionais enfrentam. Enquanto a comunidade debate se a atitude de Luken foi profissional, muitos também expressam preocupação com o bem-estar mental dos competidores.

O torneio já conta com a participação confirmada das equipes brasileiras paiN Gaming, Legacy e MIBR. Enquanto isso, a 9z terá que lidar com as consequências dessa derrota inusitada e possivelmente repensar seus protocolos para situações emergenciais.

Reações da comunidade e colegas de profissão

O caso rapidamente se tornou o assunto mais comentado no Twitter da cena sul-americana de CS:GO. Enquanto alguns fãs expressaram indignação com a atitude de Luken, outros mostraram compreensão, especialmente após sua explicação sobre os problemas pessoais. "Todo mundo tem dias ruins, mas no nosso caso um dia ruim pode custar meses de preparação", comentou um jogador anônimo de outra equipe em um grupo privado de WhatsApp vazado para a imprensa.

Vários profissionais do cenário compartilharam experiências semelhantes de estresse competitivo. O ex-jogador e atual analista Bruno "bit" Lima lembrou em seu canal na Twitch: "Já perdi um voo para um torneio porque simplesmente desliguei todos os alarmes sem perceber durante uma crise de ansiedade. É algo que acontece mais do que imaginam."

O lado organizacional do incidente

Fontes próximas à 9z revelaram que a equipe tinha protocolos para situações como essa, mas eles falharam em vários pontos. "Normalmente temos dois jogadores de reserva acordados e preparados durante partidas importantes, mas coincidentemente ambos estavam em consultas médicas naquele dia", explicou um membro da equipe que preferiu não se identificar.

O regulamento do torneio permitia um atraso máximo de 30 minutos antes de decretar o W.O., tempo que a organização da 9z tentou usar para localizar Luken. "Chegamos a mandar um Uber para a casa dele, mas ele não atendeu a porta", contou o manager da equipe em uma live improvisada após o incidente.

Consequências para a carreira de Luken

Especialistas em esports apontam que esse tipo de incidente pode manchar permanentemente a reputação de um jogador. "Times pensam duas vezes antes de contratar alguém com histórico de faltas importantes, mesmo que por motivos compreensíveis", analisa o jornalista especializado Rafael "zEWS" Almeida.

Por outro lado, psicólogos esportivos destacam que o caso deveria servir como alerta para as organizações. "Se um jogador chega ao ponto de precisar de medicação para lidar com a pressão, talvez o problema seja sistêmico", argumenta Dra. Carolina Mendes, que trabalha com atletas de esports.

Lições para o futuro

O incidente já está sendo usado como estudo de caso em várias organizações. A MIBR, por exemplo, anunciou que implementará check-ins obrigatórios antes de partidas importantes. "Vamos ter um staff dedicado apenas para confirmar que todos estão acordados e a caminho", explicou o CEO da organização.

Enquanto isso, a ESL - organizadora do torneio - está revisando suas políticas sobre W.O.s. "Precisamos balancear justiça competitiva com compreensão pelas situações humanas", comentou um representante que pediu para não ser identificado.

Com informações do: Dust2